Os tapetes azuis que serviram apenas durante uma tarde, para a cimeira que criou, em meados de Julho de 2008, a União Mediterrânica, custaram €90 mil euros. E as flores decorativas para a mesma cerimónia ficaram em €190 mil.
Um jantar, com os 43 chefes de Estado ou de Governo presentes, custou €5362 por pessoa! Só a organização desta cimeira, que apenas teve uma reunião magna, no museu do Grand Palais, em Paris, durante algumas horas, custou a módica soma de €16,6 milhões.
O Tribunal de Contas francês somou todas as facturas, alarmou-se e denunciou agora publicamente os gastos "desmesurados" durante os seis meses da Presidência francesa da União Europeia, de Julho a Dezembro de 2008. A França terá gasto perto de um milhão de euros por dia, o dobro da média das outras presidências da UE.
Despesas podiam ter sido evitadas
Durante a cimeira, foram mesmo instalados no Grand Palais oito gabinetes com casas de banho para o Presidente Nicolas Sarkozy e alguns dos seus convidados, por um custo total de perto de €300 mil - instalações que foram desmontadas no fim da célere reunião.
O Tribunal considera que boa parte das despesas com a organização de diversas cerimónias - cerca de 500 - durante a presidência francesa da União Europeia poderiam ter sido evitadas. "O nosso inquérito não permite estabelecer nem a necessidade nem o impacto dessas manifestações", lê-se no relatório do organismo que controla as despesas do Estado francês.
Na lista das despesas "exageradas" figura igualmente o preço do logótipo da presidência francesa da União Europeia - 57 mil euros, pagos ao designer Philippe Starck.