Saramago: "Caim" despertou "ódios velhos" e "incompreensões"
O escritor José Saramago afirma que "Caim" suscitou "incompreensões" e "ódios velhos", um "alvoroço" não suscitado pela obra mas pelas declarações por si proferidas na apresentação do livro, em Penafiel. (Veja vídeo SIC no final do texto)
O escritor José Saramago admitiu hoje, em Lisboa, que a publicação do livro "Caim" suscitou "incompreensões", "resistências" e "ódios velhos".
"Há incompreensões, já sabemos que sim, resistências também sabemos que sim, ódios velhos também sabemos que sim", disse Saramago, que falava numa conferência de imprensa realizada em Lisboa na sede do Grupo Leya, juntamente com Zeferino Coelho, editor da Caminho, chancela que publica o Nobel português.
"Sou uma pessoa que desperta anticorpos em muitas pessoas, mas não me importo com isso, faço o meu trabalho", frisou o escritor, numa reacção às polémicas surgidas com o seu novo livro.
Críticas a um livro "que não leram"
Saramago referiu estranhar que Caim seja o livro em que "mais se tem falado, embora não tenha sido lido".
"É obra!", disse a propósito, sublinhando que é "magia" e "quase um milagre que certos sectores tenham conseguido dizer tanto em relação a um livro que não leram".
O escritor afirmou que não escreve para ser polémico e recusou as acusações da Conferência Episcopal Portuguesa de que as declarações que fez em Penafiel fazem parte de uma operação publicitária.
"Todo este alvoroço se levantou não por causa do livro mas por umas quantas palavras que eu disse em Penafiel. O curioso é que não disse nada que as pessoas não saibam", frisou.
Saramago reafirmou que na Bíblia há "crueldade, há incestos, há violência de todo o tipo, há carnificinas. Isto é indesmentível", acrescentou.
Novo livro em 2010
Sobre a acusação de ter feito uma interpretação literal do texto bíblico, Saramago comentou: "Aquilo que eles querem e não conseguem é colocar ao lado de cada leitor da Bíblia um teólogo que dissesse à pessoa que aquilo não é assim, que há que fazer uma interpretaçao simbólica, a isto chamam a exegese. (...) Eu sou suficientemente ingénuo para ler aquilo que esta lá e é sobre aquilo que está lá que eu trabalho", sublinhou.
Questionado sobre a reacção do eurodeputado do PSD Mário David que o incitou a abdicar da cidadania portuguesa, o escritor ironizou apenas: "Imagina que eu vou fazer algum comentário sobre isso? É evidente que não."
À pergunta sobre se tenciona escrever sobre o Corão, respondeu que não: "Tenho mais que fazer, estou a escrever outro livro. Espero que para o próximo ano haja novo livro de José Saramago".
O livro "Caim", lançado no domingo em Penafiel no âmbito da Escritaria, está nas livrarias desde segunda-feira. Edições em castelhano e catalão foram postas à venda na mesma altura, tal como a edição brasileira.
Que dizer deste senil espalha brasas… conscienciosamente galopa a histeria que o tema Deus desperta na populaça ignorante e eis que agora este ex comissário politico, que aquando da sua passagem pelo DN proponha sangue como modo de as suas cores ganharem o poder e mergulharem Portugal definitivamente no Inverno comunista, vem a propósito do lançamento de mais um dos seus livrinhos, tal qual vaticanista de ultima hora, lançar umas atoardas e uns quantos bitaites em forma de prosa sobre as sagradas escrituras. Já não nos bastava o Dan Brown… gostas mais de dinheiro que makako de banana!
No presente caso as afirmações do espanhol Saramago só podem ter um de dois entendimentos: ou Saramago quer ter graça ou então é ignorante. A sua tese para alem de falsa é intelectualmente desonesta. Fala das Sagradas Escrituras e de Deus porque em tempos de New Age é este o tema que vende. Saramago é mais um daqueles inventos do politicamente correcto… tem espaço e tempo de antena mas nada de bom ou positivo representa para as pessoas.
é verdadeiramente perturbador termos de levar todos os dias com os comentários do evangelizador miranda 007.
Qual pregador no deserto todos dias este fanático religioso aqui "posta"os seus comentários sempre no topo da página fruto do sistema dos pontos que o expresso ultimamente adoptou.
Mas o mais grave não é isso,o mais grave é que alguns dos comentadores em vez de comentarem as noticias comentam os comentários de sua eminencia 007 sem se aperceberem que mais parecem estar a jogar ao "follow the lider".
Dito isto,não tarda muito que monsenhor 007 venha mais uma vez aqui debitar o seu evangelho (mais uma vez no topo da pagina)seguido de perto dos seus discipulos.
Por fim,este fórum do expresso tornou-se triste,sisudo e orientado na direcção de meia dúzia de comentadores que pelo numero de pontos gozam o estatuto de passar á frente de toda a gente,mas foi assim que o expresso quis e é assim que o expresso tem...um fórum cada vez com menos horizontes fruto do actual sistema.
O Sr. Saramago é uma “delícia” de pessoa. Há dias, em Penafiel, insultou a inteligência, incluindo a das pessoas mais comuns, ou seja, a inteligência de quem, em algum momento da vida se leu ao trabalho de ler alguma coisa sobre a Bíblia. Mas o nosso Nobel, não: esse escreve sobre ela, faz declarações absurdas sobre a mesma no momento do "lançamento mundial" do seu novo “best-seller” – um novo porta-moedas –, e depois, viajando de Penafiel até Lisboa, em nova conferência de imprensa, diz que não foi nada, foi tudo um engano, são tudo coisas velhas. Sim, eu vejo aqui uma coisa já muito velha, para lá do sujeito da mesma: a manha dele e, talvez, também, quem sabe, a manha de toda a máquina publicitária superiormente montada, superiormente orquestrada. E já que há dias tive o privilégio de ser o primeiro a reagir aqui àquelas patéticas declarações do Nobre de Portugal, eu desejo, pela quarta vez, esclarecer que não critiquei o livro, pois não o li: critiquei apenas as "magníficas" declarações do seu autor. Evidentemente, depois do Surrealismo, e de toda a problemática associada com a Escrita Automática, eu até penso, segundo o benefício da dúvida, que o "Caim" pode ter alguma coisa a dizer-nos. Só lamento o tempo que ainda vou precisar para o ler, ou melhor, para o ter nas mãos, pois, como já disse, comprar não comprarei (é a minha forma de votar nesta matéria), sendo que lerei, tendo vida e saúde, quando puder. Mas não sem antes voltar a ler o “Livro do Génesis”.
ele bem gostava... e essa é " a dôr " dele e a razão pela qual ele precisa de ser polémico para ter publicidade .
Quando um Nobel faz as declarações que fez ( e que tem feito ) não merece o respeito de ninguém .
Em boa verdade quando ele disse que quando somos pequenos vamos ser baptizados e a partir desse momento fazemos parte da quadrilha só me apetece lembrar esse malcriado , petulante escritor e intelectualmente afectado :
1. não faço parte de nenhuma quadrilha .
2. jamais faria parte de um qualquer grupo do qual esse malcriado fizesse parte .
3. não tenho orgulho nenhum que ele seja Português.
Enxergue-se Sr Saramago , já tem idade suficiente para saber que para ser respeitado precisa respeitar os outros .
A publicidade lá continua e isse é o que ele quer !
Até porque, hoje em dia, com a facilidade de acesso à informação, o sr. Saramago podia estar mais bem informado sobre as últimas descobertas arqueológicas.
Sim! Porque para um ateu como Saramago, só a Ciência poderá esclarecer algumas dúvidas.
Curioso é que o sr. não tenha respondido à minha pergunta aquando de uma sessão de autógrafos numa terrinha do Norte de Portugal. Naquela altura, concordei consigo quando disse que havia terrorismo de Estado (estávamos em plena invasão do Iraque), mas à minha pergunta sobre o porquê de, em Portugal, terem demorado tantos anos a dar o direito de voto aos emigrantes ficou sem resposta.
... mas já vai chegando a hora de colocarmos as coisas nos seus pontos. O que ele diz não pode fazer fé a ninguém. E a reacção da Igreja ou das Igrejas, foi desproporcionada por não entenderem que estão perante um homem perturbado. E compete às Igrejas, seja qual for a confissão, term dó de um homem que, atingido por esclerose, já não sabe o que diz. Levar a sério um idoso doente e fazer disso uma guerra, também é uma verdadeira tolice.
mas, pelo que depreendo, muito mais pelo conservadorismo de que somos afeitos. Infelizmente, muitos se colocaram em combate, em nome de instituições e possíveis verdades que, no crivo do bom senso, podem ser demolidas. O fato de ser um crente ou não, é convicção pessoal. Mas, querer que todos acreditem, para mim, é sofismar. Foi-se o tempo, no período das trevas, que a imposição era cabal, ou a fogueira a última visão. Homens ilustres tiveram que engolir suas verdades, ou seriam imolados. Outros, já velhos, sem forças, acovardaram suas mentes brilhantes, resignados à solidão do cárcere privado, imposto pelo mediador, que falava em nome de um deus colérico. Parece, salvo melhor juízo que, nós vivendo nesta era de fácil comunicação, herdamos os vícios de uma elite fundamentalista, a qual se repete no Islã. Não aceitamos que outros digam diferente, daquilo que temos por verdade. Ora, então, por que diabos gostamos tanto da democracia? A pluralidade de opiniões é o jardim do progresso humano. Não entendo como é possível querer calar quem, no exercício de uma liberdade, apenas diz o que pensa. O que fazemos aqui, então?
Perante as afirmações do Saramago, aquilo que se esperaria era que a Igreja dissesse "não, o senhor Saramago está enganado por isto e mais aquilo. O senhor Saramago mente quando diz isto e aquilo" - mas a Igreja não pode fazer isso, não é?? Essa é que é a grande chatice! Não lhe resta mais nada a não ser fazerem-de de vitimas e/ou ofenderem o homem ou quem pense como ele...
Contestá-lo NÃO PODEM!
Os crentes não têm nada para argumentar, nada, contra as acusações que ele faz, NADA! E isso é que doi, isso é que irrita, que ele encoste a Igreja à parede, INAPELAVELMENTE!!!!!
WELL, GET USED!!!!!!!
E agora também já não sei se compre. Até aprecio o Saramago (muito menos que o Lobo Antunes, muito mais que a pandilha de "bem vendidos" que por aí andam, desde a Rebelo Pinto, passando pelo Rodrigues dos Santos e acabando no Sousa Tavares). Porém, desatino com golpes publicitários do género "eu fui nazi, comprem o meu livro" (Grass), "eu fui condenado à morte, comprem o meu livro" (Rushdie), "Jesus Cristo teve um filho da Madalena, aquela menina, comprem o meu livro" (Dan Brown), "a Bíblia é um manual de maus costumes, comprem o meu livro" (o nosso nobel, perdão, nóbél).
Querem fazer publicidade, contratem uma agência, paguem uns anúncios, um spot com o Cristiano Ronaldo, uma gaja a se despir, a comer uma maçã e a dizer "vem pecar com Caim...", qualquer coisa assim do género. Deixem-se de parvoíces intelectualóides e "sound-bytes" só para acirrar os diáconos, acólitos e beatos, a ver se a confusão pega e aumentam as vendas. Nesse jogo não entro.
O que me quer parecer é que este tipo começa a não ter euros para sustentar a ESPANHOLA e para pagar os custos que estão associados ao seu padrão de vida entretanto adquiridos.Vai daí, como poucos de si falavam de forma a fazer a sua propaganda,há que provocar quem está sossegado para que lhe dêem protagonismo.Quanto a dizerem que ele tem o direito de manifestar as suas opiniões(disse-o fernando rosas da brigada do esg.... ontem na sic) também quem não concorda com este velhaco do saramanco tem o direito de se INDIGNAR.Eu cá já o escrevi e volto a dizer:este tipo já está a dever muitos anos ao buraco ou ao crematório.E ao contrário do eurodeputado David que lhe pede que de uma vez por todas RENUNCIE à nacionalidade Portuguesa,eu peço-lhe encarecidamente QUE SE MATE.
poiz (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 23:23 | Quarta feira, 21 de outubro de 2009
Penso que damos importância a mais ao Saramago. Dele li a jangada de Pedra e o Ensaio sobre a Cegueira. A muito custo, pois tem uma escrita densa, pouco do meu agrado. O primeiro emprestado, o segundo saquei da Net. Ele não se deve importar, pois como comunista, a propriedade privada não o deve incomodar, logo, o que é dele é nosso...
No entanto, na minha opinião, Saramago é um imbecil. É a minha opinião. Se ele pode opinar livremente sobre Deus, também posso opinar sobre Saramago.
O problema é que ele renega a Pátria que é a dele. Renega também a religião católica porque é a religião maioritária em Portugal. No entanto, Deus não é exclusivo dos católicos. Relembro que Salman Rushdie, por muito menos, foi condenado à morte e teve de andar escondido...
Reafirmo que é um imbecil. Quem lhe dá importância, é tão imbecil quanto ele. Pois Saramago, desde que ganhou o prémio Nobel, só procura protagonismo e, para o efeito provoca.
E tem sucesso, pois a nossa sociedade é composta por muitas pessoas sensíveis e também de imbecis.
Como tal, não se deve dar importância. Apenas dar relevância no conteúdo dos livros à verdadeira essência da provocação do Saramago: encarar o absurdo como despoletador da reacção humana. Que é aliás o que ele procura com estas provocações. Além do protagonismo que o Nobel lhe deu.
José Saramago, com esta jogada "suja", não procurou nada mais que promover a venda de um livro, polémico e que Moisés Espírito Santo e Carreira das Neves, entre outros, se encarregaram, de uma forma demolidora, de classificar, negativamente !
O primeiro,num canal trelevisivo, chegou a afirmar, que não conseguia ler um livro seu, até ao fim e que escreveu sobre uma obra que não conhece !
Isto diz tudo !
Vindo deste homem, nada é de surpreender.
Basta analisar o seu passado político !
Para quê gastar cera com ruim defunto ?
Para este "peditório", não contem comigo !
Ele foi -lhe atribuído o nóbel da literatura, como poderia ter sido a qualquer outro !
Quantos, melhores que ele, não ficaram pelo caminho ?
Que continue, lá por Espanha!
Ele, em tempos idos, se a memória não me trai, não admitiu a hipótese de se tornar cidadão espanhol?
Ele, com a sua maneira intolerante, continua a incendiar tudo e todos. Não recuperemos factos passados!
Até muitos dos seus camaradas de Partido, não o acompanham na sua actuação!
Há 2000 anos tudo aquilo que Saramago refere acontecia na sociedade. A Bíblia relata tudo isso muito bem e, muitos desses aspectos são, de facto, preversos e condenáveis aos olhos de hoje. O que Saramago não tem o direito é de descontextualizar tudo isso, e fazer juízos de valor baseados em prossupostos errados. A Bíblia não é um livro de códigos.
Um escritor devia saber isso.