13/02/2012 atualizado às 8:53
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CONGRESSO DO PSD

Ângelo Correia despede-se: "Falhei. Falhámos"

Santana ataca direcção de Ferreira Leite

"Como é a ética na política?", perguntou Santana, apontando o dedo aos membros da direcção de Ferreira Leite que acusou de terem precipitado a última crise no partido.

Ângela Silva, em Guimarães
0:58 Domingo, 22 de junho de 2008
Santana Lopes desafia Ferreira Leite a explicitar o seu programa
Santana Lopes desafia Ferreira Leite a explicitar o seu programa
Alberto Frias

Pedro Santana Lopes acusou duramente alguns dos membros da direcção política de Manuela Ferreira Leite de serem responsáveis pelo clima que levou à queda da anterior liderança do partido e questionou se são essas as regras que a nova líder defende em nome da ética na política.

"A drª Manuela Ferreira Leite sabe como estão entre os membros da sua equipa muitos dos que contestaram Luís Filipe Menezes desde o início da sua liderança", afirmou" Santana, questionando logo de seguida: "Será que nós, que não concordamos com o rumo que a actual líder escolheu, temos a mesma legitimidade para dar as mesmas entrevistas, para contestar os mesmos regulamentos e para fazer os mesmos ataques? Como é a ética na política? Como é a ética na política?", perguntou, reconhecendo que devia poupar destes ataques a própria Manuela Ferreira Leite "que nunca teve esse tipo de comportamento".

Num discurso muito aplaudido e em que provou que, apesar de muito rouco e visivelmente engripado, continua a conseguir entusiasmar as plateias, Santana Lopes defendeu a necessidade de "se definir regras de comportamento, mais do que regulamentos sobre quotas, para se saber o que é legítimo ou não é legítimo". "Temos que deixar muito claro que não é porque algumas pessoas voltaram ao poder que voltam a existir militantes de 1ª e militantes de 2ª", disse, avisando que "aqui somos todos iguais".

Ironizando que "é muito bom apregoar ética quando se está no poder e não a praticar quando estamos na oposição", Santana garantiu que , pela sua parte, embora não tenha muita esperança de que a nova líder se aproxime das suas posições, saberá "respeitar quem ganhou". "Só me resta pedir à providência que a ajude a aproximar-se das posições que defendo e respeitar quem ganhou, fazendo o que alguns não fizeram", afirmou.

Indisfarçavelmente ressentido com aqueles que, tendo estado consigo nas directas de há três semanas, optaram agora por não alinhar nas listas dos seus homens para o Conselho Nacional do partido, Santana assumiu que nunca lhe tinha "passado pela cabeça que pessoas que apoiaram um programa há três semanas pudessem estar agora a defender o contrário". A Manuela Ferreira Leite deixou um aviso: "não me passa pela cabeça que a actual direcção possa condescender com a pesca à linha" junto de pessoas que antes estiveram com outros candidatos.

Reconhecendo que a tarefa da nova líder "é muito exigente", Pedro Santana Lopes alinhou 100% com o discurso feito por Pedro Passos Coelho que antes exigira a Ferreira Leite que explicasse com clareza que programa político tem para o país. "É útil que a nova líder explicite o seu programa e não podemos cair na necessidade de adivinhar, disse, recusando deixar os portugueses limitados "às entrelinhas e aos silêncios".

Santana Lopes foi o único orador no Congresso que dirigiu algumas palavras ao líder cessante, dizendo ter tido "muita honra" em trabalhar com ele durante seis meses, apesar de não o ter apoiado para a liderança. "Falo de actos e omissões", afirmou, mostrando-se chocado com a forma como alguém que dirigiu o partido até há um mês foi praticamente varrido neste Congresso.

Santana Lopes não integra nenhuma lista ao Conselho nacional do partido mas os santanistas fá-lo-ão por si. Pedro Pinto encabeça uma lista ao Conselho nacional e Arlindo de Carvalho à Mesa do Congresso.


A despedida de Ângelo Correia

Ângelo Correia despediu-se do cargo de presidente do congresso do PSD lamentando ter falhado - ele e o próprio partido - mas garantindo que não vai para casa "lamber feridas".

"Falhei. Falhámos. Sofri com algumas injustiças. Mas não vou passar o futuro a lamber feridas. O partido está cheio de feridas. Precisa de se regenerar não com base na memória das glórias passadas mas criando propostas que mostrem que somos os melhores", disse, no seu último discurso enquanto presidente do congresso pois hoje é eleito o seu sucessor.

Sem se dirigir directamente a ninguém, do passado recente ou do presente do partido, Ângelo Correia manifestou aos delegados "uma esperança".

"Não esperemos ganhar aos outros por demérito deles mas pelo nosso próprio mérito. Não se luta pela mediocridade alheia mas pela competência própria", apelou Ângelo Correia, desabafando sobre os últimos tempos: "não foram brilhantes, não foram eficazes".

"Tratámos mal muita gente do PSD. Expulsámos, marginalizámos, criámos facções em vez de promovermos a união de todos...", referiu. E avisou: "Saio de palco, não da política nem do PSD. Não viro casacas". Apesar do afastamento do partido durante mais de uma década, Ângelo Correia recordou ter-se filiado no PSD em 27 de Abril de 1974 e garantiu ter regressado à política activa há um ano "não para exercício do poder mas para ajudar".

Neste seu regresso, o ainda presidente do congresso do PSD diz ter-se apercebido de que ao PSD "falta articulação com o país"

"Tínhamos ligações à Universidade e aos grupos mais dinâmicos da sociedade. Foi-nos tirado isso em 1994 por Guterres, numa atitude inteligentíssima. Nós fomo-nos fechando", defendeu.

Ângelo Correia recordou que "uma das principais diferenças, desde a fundação, entre PSD e PS é a base sociológica de apoio". "Independentemente de ser rico ou pobre, o eleitorado do PSD "tem uma noção de vida baseada numa ética de trabalho e acredita na ascensão pelo mérito. Não são subsidio dependentes, só dependem do seu trabalho", frisou. Citando S. Paulo, terminou apelando: "Combatei sempre, mas pelo bom combate".

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O frete de Manuela Ferreira Leite.
Kuma (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 11:17 | Domingo, 22 de junho de 2008
Não quero acreditar que Manuela Ferreira Leite tenha encontrado, neste Congresso, motivação para exercer o cargo em que hoje é investida. Ela foi a menos aplaudida, a menos ouvida e a que menos despertou as atenções dos congressistas. Tirando todos aqueles que nela se penduraram e os outros que aparecem sempre em véspera de eleições, ninguém se interessou por Manuela Ferreira Leite.
Depois das intervenções de Ribau Esteves, Passos Coelho e Santana Lopes, este Congresso ficou reduzido à medíocridade do PSD e ao clientelismo tradicional dos indigentes inúteis suportados pela comunicação social. Aliás, Paulo Rangel, em claro desrespeito e desconsideração pelos congressistas, anunciou a sua candidatura à presidência do Grupo Parlamentar aos jornalistas antes de o fazer no Congresso. Esta saltimbanco demagogo é a imagem do político balofo da geração rasca.
Manuela Ferreira Leite sai demasiado frágil deste Congresso para enfrentar quem quer que seja. O pedantismo de António Borges ou a arrogância de Rui Rio em termos de votos representam tanto quanto o valor residual de Aguiar Branco e Pacheco Pereira.
Rui Machete para a mesa do Congresso e Morais Sarmento para a Jurisdição parecem-me dois nomes inquestionáveis, quer na seriedade quer na competência.
O PSD sai deste Congresso completamente balcanizado e nem os apelos repetidos à união, disfarçam a evidência da divisão. Os silêncios de Manuela Ferreira Leite provocam mal estar e, mesmo alguns dos seus apoiantes de circunstância interpelam esta metedologia. A meu ver, MFL será a mais efémera das lideranças social democratas.
Esta liderança de Manuela Ferreira Leite assente nas fragilidades e contradições é tão linear que, encantará Cavaco Silva e, dentro do pervisível, assegurará Sócrates. É a consequência da feira das vaidades de um novo riquismo e um pseudo culturalismo que floresce no nosso país.
A falta de vergonha vai progredindo e, por isso mesmo, a única coisa que se desenvolve em Portugal é o atraso.

 
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Volta Santana Lopes. Estás perdoado!
Viking3000 (seguir utilizador), 1 ponto , 1:55 | Domingo, 22 de junho de 2008
O Sá Carneiro deve estar a dar voltas no túmulo ao ver no que o PSD se está a transformar com esta seita.

Isto é mais do mesmo. A seita do costume. É uma oportunidade desperdiçada pelo PSD para fazer a renovação do partido e poder aspirar a ser poder em 20123. Por um lado é bom que assim seja. Dá tempo a Pedro Passos Coelho para preparar a liderança do PSD para 2013 ou, mais provável, para 2017.

Este Paulo Rangel é mais populista do que o Santana Lopes. Não tem estatura nem pessoal nem política, nem profissional para ser líder parlamentar do PSD. Mas o mal não fica por aqui. Reune tambem Aguiar Branco, Antínio Borges e Rui Rio. Que seita!
Os Portugueses já viram bem do que esta seita é capaz quando está no poder. De facto, foi Manuela Ferreira Leite quem decidiu a liberalização dos preços dos combustíveis. Erro crasso pelo qual os Portugueses estão agora a pagar uma factura pesada. Mas as asneiras de Manuela Ferreira Leite não se ficam por aqui. Foi tambem ela que promoveu a reestruturação da Administração Pública herdada pelo actual governo. Alem disso, as políticas de privatizações promovidas pelo PSD foram um desastre. A privatização da GALP foi um erro crasso. A privatização da EDP foi outro erro crasso.

Esta seita do Paulo Rangel, Aguiar Branco, António Borges e companhia são mercenários que estão na política apenas para se servirem dela. Rangel e Aguiar Branco procuram negociatas para os respectivos escritórios de advogados. Borges procura contratos para oferecer a multinacionais de modo a arranjar um tacho nessas multinacionais. Tudo bons rapazes.

Ao pé desta máfia Sócrates não passa de um menino de coro ingénuo. Para os Portugueses é muito melhor manter Sócrates no poder do que apostar nesta seita de mercenários malfeitores.
 
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o Santana dos punhais
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 9:49 | Domingo, 22 de junho de 2008
o único que trabalha pelo partido e não pelo tacho
o único que é apunhalado pelas costas pelos do próprio partido
o único que tem um projecto para o PSD
o único militante leal do PSD (e do Mundo)
o único que sabe o que é a ética política e que tão nobremente a aplica nas campanhas eleitorais...
Bem... é assim que ele se imagina.
 
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Não basta ter uma razão
aaaa (seguir utilizador), 1 ponto , 10:40 | Domingo, 22 de junho de 2008
PSL tem uma razão mas existem muitas mais.
Se a MFL ganhou as eleições directas a ética não mandaria ele estar calado?
Na próxima, se ele ganhar, já autorizou os outros, a darem-lhe cabo dos planos.
O problema do PPD/PSD é ser um partido sem um linha única ideológica e que, quando ganha uma linha, existem logo outras duas prontas para boicotar os eleitos.
Partam isso em, pelo menos, dois partidos (PPD e PSL) e acabam o problema.
 
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bla bla bla
sdiego (seguir utilizador), 1 ponto , 12:52 | Domingo, 22 de junho de 2008
Há muita gente que se esqueceu das porradas que o "ganda noia" levava diariamente do "marado" Luis Filipe Menezes e do consul da Guiné.
 
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Bloco Lateral
Joao Ratao (seguir utilizador), 1 ponto , 13:53 | Domingo, 22 de junho de 2008
o verdadeiro político da raíz é o que corre junto às linhas laterais e faz lançamentos em arco para os jogadores do centro

hihihi

é a silly season estes políticos de águas poluídas querem é ver qual deles sobe mais depressa ao coqueiro (O Guterres sobe ao coqueiro na praia dos tomates! mas um D. Juan de rabo grande é assim mesmo !)

hihihi

 
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Por favor...
ViaRara (seguir utilizador), 1 ponto , 15:14 | Domingo, 22 de junho de 2008
Não tenho o geito de pedir, mas faço-o, neste momento, Dr. PSL, Vá-se embora! Que diabo, deixe-nos(os), em paz. Aguente o seu lugar de Deputado, eleito e, já que não sabe, julgo eu, manter a continência, deixe fazer aquilo que não soube. Todos lhe agradeceremos.
 
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Santana Lopes e o discurso de Ferreira Leite
ANPICAPA (seguir utilizador), 1 ponto , 17:12 | Domingo, 22 de junho de 2008
Quem te viu e quem te vê! Correu a tarimba toda para chegar a primeiro dum governo que nada resolveu. Só depois da sua saída se ficou a saber do caso do "Casino" e dos "Sobreiros". Mas deve haver mais" casos" encobertos. O grande feito do agora critico
foi ter sido nomeado primeiro ministro sem se ter prontificado a ir a votos. Não deixou saudades, pelo menos para mim.
 
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