Os acionistas da REN
confirmaram hoje em assembleia geral a eleição da nova administração, liderada por Rui Cartaxo, sem votos contra, disse à Lusa o presidente da empresa.
"Confirma-se a eleição dos órgãos sociais para o triénio [2010-2012], sem votos contra", disse Rui Cartaxo no final da assembleia geral de acionistas, que decorreu na manhã de hoje.
Além de Rui Cartaxo, a nova administração inclui ainda João Conceição (administrador financeiro) e Aníbal Santos, que transitam da anterior, bem como os estreantes Plácido Pires, pelo acionista Parpública (que detém 49,9%), e João Nuno Jorge Palma, da Caixa Geral de Depósitos.
O novo presidente da empresa que gere as redes de transporte de eletricidade e gás natural adiantou ainda à Lusa que foram aprovados sem votos contra as propostas relativas às contas de 2009 e à distribuição de dividendos (de 16,7 cêntimos por ação).
Cahora Bassa discutida em assembleia geral
O novo presidente da REN confirmou ainda à Lusa que a questão de Cahora Bassa foi discutida na assembleia geral, após ter sido levantada por um dos pequenos acionistas.
"Foi feita uma questão sobre o assunto por um pequeno acionista e foi-lhe respondido que a REN vai analisar a proposta que lhe foi feita pela Parpública, que é no sentido da aquisição de uma participação em Cahora Bassa. É um assunto que, para já, vamos analisar. Quando essa análise estiver feita, será submetida ao conselho de administração", disse o mesmo responsável.
Rui Cartaxo disse ainda que "ainda é cedo" para decisões sobre a matéria. "Esta é uma questão que nem sequer estava em agenda, mas é normal que na assembleia anual se fale nestes temas, que têm a ver com o futuro da empresa", concluiu.
Este texto foi escrito em concordância com as regras do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar, a partir de amanhã, o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.