Marca-se uma rota de férias, de preferência em colisão com o sol e o mar.
Um ano inteiro de trabalho e de horários e, uma vez por ano, ao menos uma vez, acertam-se os ponteiros para a abstração dos dias corridos e a correr.
Praias intocadas, cenários deslumbrantes, sol e oxigénio, sorrisos grandes e um charme nativo inegualável - destino :-Haiti.
Nos cardápios das agências de viagem, as imagens são tão cativantes que o coração já sonha com o que os olhos imaginam.
Vamos. E, subitamente tudo se transforma.
De repente, não mais que de repente, o cenário de sonho torna-se um pesadelo.
Todos os nossos pensamentos tentam analisar a desgraça. Há poucos dias um tremor de terra de 6.1 abalou o país com epicentro ao sul do Cabo de S. Vicente.
Ontem quarta feira, um sismo de grau 7.0 destruiu cenários paradisíacos e transformou os sonhos em pesadelos.
Se pensarmos por um segundo que podiamos ser nós e os nossos filhos ( Portugal também está como sabemos numa falha geológica) e, se sentirmos as rotas transformarem-se subitamente em destinos inesperados, será que correspondemos aos apelos de imagens de terror e sofrimento?
De repente não mais que de repente, desembarcamos em Port-au-Prince,... logo ali, nas Caraíbas, num destino de sonho que, de repente não mais que de repente, o que era alegre se fez triste.
Mas também de repente, não mais que de repente, o Mundo fica unido num destino comum.
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ACCB