Roman Polanski vai ficar em prisão domiciliária no seu luxuoso 'chalet' suíço
Eduard Genserek/AP
Três milhões de euros (4,5 milhões de francos) é quanto Roman Polanski
, acusado de abuso sexual de uma menor norte-americana, vai pagar para sair da penitenciária de Winterthur, situada a 19 quilómetros de Zurique.
Numa surpreendente decisão, a justiça suíça aceitou hoje que o realizador seja libertado mediante pagamento da fiança. No entanto, Polanski não poderá deixar a Suíça, devendo entregar o seu passaporte às autoridades locais e permanecer em prisão domiciliária.
Em breve, o realizador franco-polaco, detido no passado dia 26 de Setembro no aeroporto de Zurique, muda-se para o seu chalet na luxuosa estação de ski de Gstaad
.
Na sentença do Supremo Tribunal suíço - que aceitou o recurso apresentado pelo realizador contra a permanência em carácter preventivo no estabelecimento prisional - consta que o pagamento da fiança oferecida pelo cineasta, combinada com outras medidas, tais como a entrega de documentos de identidade e permanência em casa com uso de pulseira electrónica, "devem ser suficientes para evitar o risco de fuga".
Lê-se, ainda que a decisão do Tribunal pode ainda ser objecto de recurso.
Polanski foi preso ao entrar em Zurique, onde ia receber um prémio durante um festival de cinema local. A detenção foi uma resposta a um mandado de captura internacional emitido pelos EUA, de onde o realizador havia fugido em 1978 depois de se ter declarado culpado de ter mantido, um ano antes, relações sexuais com uma rapariga de 13 anos.
No âmbito deste processo pendente, se for extraditado para os EUA, Roman Polanski corre o risco de ficar dois anos numa prisão.