O cineasta francês Roman Polanski, 76 anos, detido desde 26 de Setembro na Suíça, "está a ser submetido a exames médicos", informou hoje o seu advogado Hervé Temime.
"Tenho conhecimento de que está a realizar exames médicos mas não sei onde", referiu o advogado numa curta declaração à imprensa.
"Não posso dizer-vos mais nada", insistiu o defensor de Polanski, justificando que não tem falado nos últimos dias com o cineasta.
No seu site, o tablóide suíço Blick refere que Polanski foi hospitalizado sexta-feira de manhã "num hospital do cantão de Zurich" e que não se trata de "doença grave", citando uma fonte judicial não identificada.
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| Não posso dizer-vos mais nada, insistiu o defensor de Polanski |
| Gonzalo Fuentes/Reuters |
"Ele já é um homem idoso"
"Polanski vai continuar internado no hospital durante mais um ou dois dias" devido a uma complicação médica anterior à sua chegada à Suíça.
"É algo que não podia ser tratado no ambulatório", acrescenta o jornal sem referir de que se trata.
O cônsul geral da França, Jean-Luc Fauré-Tournaire, afirmou sexta-feira estar preocupado com o estado de saúde de Roman Polanski, detido ao chegar a Zurique há três semanas com base num mandado de captura das autoridades norte-americanas.
"Estou de facto preocupado com a saúde de Polanski, não é aos 76 anos de idade que se vai para a prisão, ele já é um homem idoso", disse o representante consular francês.
Óscar em 2003
Roman Polanski, Óscar de melhor director (2003) e Palma de Ouro em Cannes (2002) para o seu filme "O Pianista", é procurado pela justiça dos Estados Unidos devido a um processo aberto em 1977 por "relações sexuais ilegais" com uma adolescente, de 13 anos, na altura.
A sua detenção, ocorrida há mais de 30 anos após os factos incriminatórios, levantou uma viva controvérsia no mundo sobre a responsabilidade moral e penal das pessoas famosas.
As autoridades suíças declinaram em 6 de Outubro a libertação condicional do cineasta, requerida pelos seus advogados, remetendo a decisão para o Tribunal Penal de Bellinzone, onde também foi entregue um recurso.
A decisão é aguardada para os "próximos dias", segundo o cônsul geral da França.