Visionário, sobrevivente, amante, perfeccionista, o melhor. A todos estes epítetos Roman Polanski vai ter de acrescentar mais um: pássaro na gaiola.
Após uma semana de detenção, Roman Polanski terá de ficar em Zurique mais uns tempos. A justiça suíça decidiu hoje que o realizador de origem polaca, detido no aerporto internacional de Zurique há uma semana quando entrava no país para participar no festival de cinema local, não pode ser posto em liberdade por haver forte probabilidade de se evadir novamente.
Polanski fugiu dos Estados Unidos em 1978,l meses depois de ter sido detido pela polícia de Los Angeles, cidade onde vivia na altura, acusado de ter violado uma menor de 13 anos. O realizador tem reafirmado que, após várias manobras legais e um período breve de encarceramento, a sua fuga à justiça americana foi a única solução que encontrou para um processo que, entretanto, se tinha desvirtuado fatalmente por manobras políticas e traições judiciais.
As comunidades culturais europeias e americanas, lideradas por nomes como Woody Allen e Martin Scorsese, têm exigido a libertação imediata do cineasta. Mas Folco Galli, porta-voz do ministério da justiça em Berna declarou que Polanski não poderia ser colocado em liberdade provisória dado que "o risco de fuga se mantém alto".
Só no final do mês a Suíça vai decidir, finalmente e como tem sido pedido pelo procurador geral na Califórnia, se Polanski irá ser extraditado para os Estados Unidos.