O risco de incumprimento no pagamento da dívida soberana
de Portugal é "próximo de zero", segundo considerou hoje Brian Coulton, analista da agência de notação financeira Fitch Ratings, numa teleconferência promovida a partir de Londres.
Além de ter minimizado o perigo de Portugal não conseguir cumprir com os pagamentos das suas emissões obrigacionistas, a Fitch revelou que 75 por cento a 80 por cento da dívida portuguesa é detida por estrangeiros, um quadro semelhante ao grego, enquanto que no caso espanhol o peso cai para o intervalo entre 45 por cento e 50 por cento.
A Fitch disse também que o Reino Unido é "um dos mais vulneráveis" entre os países que têm um 'rating' AAA.
Maior ajustamento fiscal
De acordo com a Fitch, Portugal tem que fazer uma reforma alargada do seu enquadramento fiscal, disse hoje o analista da Fitch Ratings, Brian Coulton, considerando que a pressão dos mercados exige uma forte disciplina fiscal dos governos português, espanhol e grego.
De acordo com o especialista da Fitch, em referência aos desequilíbrios orçamentais de Portugal, Espanha e Grécia, o risco de um contágio aos restantes membros da União Europeia é "exagerado".
A Fitch considera que a União Europeia pode "encontrar uma maneira" para ajudar a dívida soberana dos seus Estados-membros e que a pressão dos mercados sobre o risco da dívida de Portugal, da Espanha e da Grécia exige "disciplina fiscal".
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar, a partir de amanhã, o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.