12/02/2012 atualizado às 22:01
Página Inicial » Economia » Risco de incumprimento de Portugal é "próximo de zero"

Risco de incumprimento de Portugal é "próximo de zero"

O risco de incumprimento nas obrigações portuguesas é "próximo de zero", segundo a agência de notação Fitch.

16:22 Terça feira, 9 de fevereiro de 2010

O risco de incumprimento no pagamento da dívida soberana de Portugal é "próximo de zero", segundo considerou hoje Brian Coulton, analista da agência de notação financeira Fitch Ratings, numa teleconferência promovida a partir de Londres.

Além de ter minimizado o perigo de Portugal não conseguir cumprir com os pagamentos das suas emissões obrigacionistas, a Fitch revelou que 75 por cento a 80 por cento da dívida portuguesa é detida por estrangeiros, um quadro semelhante ao grego, enquanto que no caso espanhol o peso cai para o intervalo entre 45 por cento e 50 por cento.

A Fitch disse também que o Reino Unido é "um dos mais vulneráveis" entre os países que têm um 'rating' AAA.

Maior ajustamento fiscal


De acordo com a Fitch, Portugal tem que fazer uma reforma alargada do seu enquadramento fiscal, disse hoje o analista da Fitch Ratings, Brian Coulton, considerando que a pressão dos mercados exige uma forte disciplina fiscal dos governos português, espanhol e grego.

De acordo com o especialista da Fitch, em referência aos desequilíbrios orçamentais de Portugal, Espanha e Grécia, o risco de um contágio aos restantes membros da União Europeia é "exagerado".

A Fitch considera que a União Europeia pode "encontrar uma maneira" para ajudar a dívida soberana dos seus Estados-membros e que a pressão dos mercados sobre o risco da dívida de Portugal, da Espanha e da Grécia exige "disciplina fiscal".

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

 

Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar, a partir de amanhã, o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

Lusa
Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
PUB
Email
O Expresso no
PUB




Atenas: 100 mil na rua contra mais austeridade
21:16 Domingo, 12 de fevereiro de 2012, 9
Ministro alemão: Grécia está menos empenhada que Portugal
18:55 Domingo, 12 de fevereiro de 2012, 4
Catroga admite necessidade de reajustamento do plano de ajuda
9:39 Domingo, 12 de fevereiro de 2012, 19
Grécia: Parlamento vota "pacotão"
9:17 Domingo, 12 de fevereiro de 2012, 14
"A União Europeia ameaça ruir", diz George Soros
8:46 Domingo, 12 de fevereiro de 2012, 25
Grécia: novo acordo é votado hoje no Parlamento
8:12 Domingo, 12 de fevereiro de 2012, 1
Há uma grande guerra de algoritmos no mundo financeiro
7:50 Domingo, 12 de fevereiro de 2012, 17
Grécia: líderes partidários pedem disciplina de voto
16:35 Sábado, 11 de fevereiro de 2012, 2
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
MBA
Grupo ImpresaACAP