13/02/2012 atualizado às 20:55
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Risco de bancarrota: Irlanda continua a subir e "arrasta" Portugal

A probabilidade de incumprimento da dívida soberana por parte da Irlanda já está próxima de 29%, o custo dos seus credit default swaps já ultrapassou os 400 pontos base e as remunerações das suas obrigações do estado já estão acima de 6%. Portugal continua, também, em alta no seu risco e nas remunerações das obrigações do Tesouro.

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
10:33 Quarta feira, 8 de setembro de 2010

O mercado financeiro ligado à dívida soberana continua a apontar para uma deterioração acentuada das condições de crédito dos sete países mais frágeis da União Europeia (Grécia, Irlanda, Portugal, Roménia, Hungria, Espanha e Itália), cinco dos quais da zona euro e três deles com intervenções do Fundo Monetário Internacional.

Situação na Irlanda continua a agravar-se


O país em foco no movimento de especulação e no agravamento das yields (remunerações das obrigações do estado) com maturidades a 10 anos tem sido, este mês, a Irlanda. O "tigre Celta" atingiu hoje na sessão da manhã os 400 pontos base no custo dos credit default swaps (cds,veículos financeiros derivados que atuam como seguros face ao incumprimento da dívida soberana),

O que fez disparar, de novo, a sua probabilidade de default num horizonte de cinco anos para cima dos 28,5% e provocou um novo aumento nas yields a 10 anos que ultrapassaram, pela primeira vez, a barreira dos 6%. A Irlanda está já em 6º lugar no TOP 10 mundial deste risco, acima do Dubai, mas pode ultrapassar, a este ritmo de crescimento, a própria Ucrânia.

A Irlanda ultrapassou, ontem, o Dubai, apesar da Dubai Holdings (um dos cancros financeiros estatais daquele emirado) ter anunciado ontem que decidira adiar o pagamento para final de Novembro de uma dívida de 555 milhões de dólares, sendo a segunda vez que a empresa falha os compromissos e adia pagamentos aos credores.

Resto do grupo mais frágil em alta


Todos os outros seis membros do grupo mais frágil da UE estão em alta nas probabilidades de incumprimento da dívida soberana.

Portugal ultrapassou, de novo, o limiar dos 25%, conserva o 9º lugar no TOP 10 mundial, e viu as suas yields a 10 anos aumentar para 5,87% - ainda que longe do máximo de 6,33% de 7 de Maio de 2010.

O efeito deste aumento das yields faz-se sentir sempre que as obrigações do Tesouro chegam à maturidade e têm de ser reemitidas ou quando novos pedidos de empréstimo são lançados.

Quatro meses depois da crise da zona euro de maio de 2010 e pouco mais de um mês sobre a divulgação dos resultados dos testes de stresse à banca europeia, o TOP 10 mundial do risco de default tem mais países membros da UE no seu ranking ou à porta dele, e, no caso da Irlanda, a situação de agravamento bate todos os recordes.

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Por mais voltas que dê à cabeça,não consigo...
afonso aguiar (seguir utilizador), 1 ponto , 16:26 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
Por mais volta que dê à cabeça,utilizando-a racionalmente, porque por vezes também tem desvarios aceitáveis,não consigo vislumbrar como é que os países super-protegidos da Europa de sistema de Estado Social imbuídos de neoliberalismo selvagem ou"vale tudo"em que,normal e descabidamente,se defende para todos o pleno emprego bem remunerado(não é trabalho)ou subsídios estatais para todas as gerações de uma sociedade colectivista tipo"galinheiro",tendo ainda uma cultura burguesa desfazada,porque "demodé"e inviável,que pretende transformar-se em "não sei o quê",em algo próprio de um niilismo anárquico libertário na contingência e efemeridade da vida(como se isso não fosse contra-natura e fosse minimamente viável),tendo assistência médica e educação maternal gratuitas para todos ao longo de toda a vida com uma longa esperança de vida assistida e garantida e,ainda,direitos humanos e de cidadão próprios de"nabados/as"para todos/as,salvo para os poucos/as que trabalham consequentemente(os novos escravos/as)que perdem cada vez mais direitos,que foram usufruídos pelos inúmeros reformados,e em muitos sectores restritos parasitários públicos ou privados bem intencionados são ainda garantidos.
Tudo isto conseguido com o esforço humano de não fazer niente,conseguindo o maior benefício individual possível ganaciosamente mas muito bem intencionado para a realização material individual e global de todos.
Tenho dificulade em vislumbrar a viabilidade deste percurso... Talvez esteja a ver mal
 
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    Re: Por mais voltas que dê à cabeça,não consigo...    Ver comentário
Andreissa Emygdio (seguir utilizador), 1 ponto , 12:03 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
    Re: Por mais voltas que dê à cabeça,não consigo...    Ver comentário
afonso aguiar (seguir utilizador), 1 ponto , 14:16 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
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