13/02/2012 atualizado às 18:12
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Ricardo Salgado defende grandes obras públicas

"É fundamental o novo aeroporto de Lisboa e o TGV para associar à nossa economia as regiões mais ricas de Espanha, que são Madrid e Catalunha", disse o presidente do BES.

19:12 Terça feira, 28 de julho de 2009

Ricardo Salgado, presidente do BES, defendeu hoje que os grandes projectos de investimento em Portugal, como o novo aeroporto de Lisboa e o comboio de alta velocidade (TGV), devem arrancar o mais rapidamente possível.

"Esta não é uma questão política, até porque quem arrancou primeiro com o projecto foi o partido que agora está na oposição. É desejável que possamos, tão depressa como possível, lançar estas obras [TGV e novo aeroporto]", defendeu o presidente do BES.

"Os grandes investimentos públicos não têm nada a ver com política, mas sim com a estratégia de desenvolvimento do país", sublinhou Ricardo Salgado.

"A capacidade de resistência à crise é sustentada pelos mercados externos. Portugal pode ser um país periférico no quadro europeu, mas em termos mundiais, tem uma posição geoestratégica central, sobretudo na relação com os países emergentes", argumentou.

"Não tenham dúvida que vamos assitir no Atlântico Sul a um grande desenvolvimento económico", referiu, apontando para a recente visita de Lula da Silva ao continente africano.

"Portugal tem condições para funcionar como uma porta de entrada dos produtos e matérias-primas desse eixo no Atlântico Sul na Europa, pela via marítima para o Norte da Europa e pelo Mediterrâneo para o Sul", defendeu Ricardo Salgado.

"É fundamental o novo aeroporto de Lisboa e é fundamental o comboio de alta velocidade (TGV) para associar à nossa economia as regiões mais ricas de Espanha, que são Madrid e Catalunha", sublinhou, recordando que nos últimos sete anos houve um acréscimo de 40% no número de empresas portuguesas que exportam para o mercado espanhol.

"Temos de acelerar a integração ibérica. Não faz sentido estarmos na União Europeia sem pensarmos na integração ibérica. Não me venham dizer que com aumento das relações comerciais entre Portugal e Espanha não vamos ter um aumento dos fluxos de transporte", afirmou.

Lusa
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Pois claro....
nana007 (seguir utilizador), 1 ponto , 1:27 | Quarta feira, 29 de julho de 2009
Se forem pedir dinheiro emprestado ao BES inda melhor...
E já agora também deve ter emprestado dinheiro á TAP para pagar a divida de ter comprado a Portugália....

O Dr Ricardo Salgado defende apenas o BES, e como tal a suas opiniões sobre as decisões da politica dos governos, devia guardar para ele próprio.
Se me dessem 140 milhoes de euros por ume empresa falida e que dava prejuizos, também ía ficar agradecido até ao fim da vida.
 
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Escada (seguir utilizador), 1 ponto , 4:03 | Quarta feira, 29 de julho de 2009
Também concordo com a abertura aos países emergentes do atlântico sul, mas afinal nós queremos apostar numa integração com eles ou com a UE? O melhor será com as duas!
O mercado externo ajuda-nos a resistir à crise, mas também ajuda a nos afundar-mos nela. Partindo deste dado, deveríamos então integrar-nos com países que continuam a crescer mesmo no contexto actual, ou seja, países emergentes. Países com os quais não temos uma relação continental e que para Portugal conseguir ser essse receptor de produtos e matérias-primas tem de criar infra-estruturas! Absolutamente de acordo! Mas será que os aviões transatlânticos, vêm carregados de milho ou soja do Brasil? Não será então mais interessante e rentável direccionar o investimento no novo aeroporto para a modernização dos nossos portos marítimos, de modo a criar em Portugal um entreposto seguro de entrada na Europa?

Por outro lado, se analisarmos o carácter das relações comerciais que praticamos com Espanha e a utilidade do TGV, percebemos que também este investimento requer intensa reflexão e discussão pública!

 
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