09/02/2012 atualizado às 0:30
Página Inicial » Blogues » Daniel Oliveira: Antes pelo contrário » Rever Sócrates para combater a histeria

Rever Sócrates para combater a histeria

O país divide-se entre os que acham que Sócrates cometeu todos os crimes e os que acreditam que vivemos no meio de uma conspiração tenebrosa. Porque os factos contam, uma revisão da matéria dada.

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
9:00 Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010

Aqui vai um texto um pouco maior do que se aconselha neste meio. Quero falar aqui desse assunto tão raro nas colunas de opinião: José Sócrates. Disse Almeida Santos que já o tentaram tramar quatro vezes. E que das quatro vezes falharam. Como as coisas não são todas iguais, como o nem as pessoas nem os factos se dividem entre os que são a favor de Sócrates e os que são contra Sócrates, vale a pena voltar a lembrar do que estamos exactamente a falar.

Fica o meu resumo (e por ser meu, sempre questionável) de cada um dos seis (e não quatro) casos que tomaram muito do nosso tempo (aquele em que podíamos ter estado a discutir a crise e o futuro do país):

O caso da licenciatura. Aqui, a única coisa que interessava saber era se José Sócrates usou o seu poder ou influência política para obter uma licenciatura. Nada do que se soube permite tirar esta conclusão. Não há, por isso, tema.

O caso dos projectos de casas a que deu o seu nome como engenheiro. Das duas uma: ou os projectos eram realmente seus, e tivemos como ministro do ambiente alguém que na sua vida profissional se dedicou a grotescos atentados ao património arquitectónico (e isso é um pouco grave); ou os projectos não eram realmente seus e Sócrates assinou em nome do verdadeiro projectista, e isso é ilegal. A gravidade também depende em nome de quem assinou.

O caso Freeport. A parte da justiça está, ao que parece, encerrada. Manda o rigor que se aceite esse facto. Restam então as dúvidas estritamente políticas: a que se deveu a pressa de, em vésperas de passar o poder para outros, encerrar o licenciamento daquele projecto, tendo em conta todas as dúvidas que subsistiam quer em relação aos efeitos ambientais da obra quer em relação às estranhas alterações que se fizeram aos limites da zona ecológica. Uma coisa é aceitar o encerramento do processo judicial, outra é fingir que é politicamente normal a forma como as coisas foram feitas.

O caso do seu apartamento em Lisboa. Foi avançado pelo jornal "Público". A dúvida, ao que parece, era o preço a que o apartamento foi comprado. Como o jornal não explicitou qual era exactamente a suspeita que recaia sobre Sócrates nem avançou com nenhum dado relevante para que alguma suspeita tivesse sustentação, é um não caso. Nada a dizer a não ser que a notícia foi absurda.

As pressões sobre os jornalistas. Misturaram-se aqui coisas muito diferentes. Desabafos de um primeiro-ministro, processos a jornalistas, telefonemas a directores e uso de publicidade como forma de punir jornais indesejados. Não devemos pôr tudo no mesmo saco. Os jornalistas devem saber viver com as pressões do poder político. Apesar do que dizem algumas virgens com amnésia em relação às suas responsabilidades passadas, muito disto não tem nada de novo.

A questão é saber até que ponto foram usados meios do Estado para silenciar vozes incómodas e se há um padrão de comportamento em José Sócrates que prova não apenas o seu incómodo em relação à descoberta da verdade, mas uma intenção clara e premeditada de diminuir as garantias de liberdade de imprensa. A resposta é para mim evidente: sim, tudo indica que houve essa intenção.

Isto não quer dizer - e basta ler os jornais para o perceber - que esse objectivo tenha sido alcançado. Não foi, como é óbvio. Arrisco-me mesmo a dizer que teve, na maior parte dos casos, o efeito exactamente oposto ao pretendido. Não vivemos nem sem liberdade de expressão nem num processo de berlusconização do país. Quem o disser apenas consegue reduzir a credibilidade das justas queixas sobre relação de José Sócrates com a comunicação social.

O caso PT e TVI. Está a meio. Sem esquecermos as escutas, podemos dizer que Sócrates tem de responder por duas coisas:

Pela colocação de boys pornograficamente pagos em lugares de enorme responsabilidade numa das maiores empresas portuguesas, para, através das golden shares do Estado, ter influência partidária nos negócios da PT. Só quem nos queira tomar por parvos acredita que Rui Pedro Soares chegou onde chegou por mérito profissional. Basta olhar para o seu currículo e para a coincidência de estar várias vezes envolvido em negócios que se cruzam com os interesses políticos de Sócrates - o seu nome volta a aparecer no caso Targuspark/Figo - para perceber o que lá estava a fazer.

Pela mentira. Todas as provas, sem precisarmos de escutas, mostram que Sócrates não disse a verdade ao Parlamento sobre o que sabia e não sabia sobre o assunto.

As escutas, que são parcelares e em alguns casos contraditórias, levantam muitas outras questões, uma delas muito mais grave do que as anteriores: a possibilidade de existir um plano para a utilização de empresas e do Estado no silenciamento de vozes incómodas na comunicação social. Seria de uma gravidade extraordinária. Mas para confirmarmos ou desmentirmos esta suspeita teremos de esperar que muito mais seja conhecido.

A esta sucessão de casos, tem havido duas péssimas reacções:

Primeira: partir do princípio que há uma cabala montada, que envolve mais de metade da comunicação social, e que inventa história mirabolantes que, curiosamente, correspondem todas ao mesmo padrão: falta de rigor profissional, falta de verdade nas declarações que se fazem e dificuldade extrema em viver com um dos mais importantes patrimónios da nossa democracia - a liberdade de imprensa. Este padrão não confirma à priori nenhum facto. Mas muitos dos factos dão-nos este padrão.

Segunda: partir do princípio que todas as suspeitas, desde que sejam sobre José Sócrates, serão verdadeiras. Muita gente já nem pára para ler as notícias e saber da verdade. Se confirma que Sócrates é pouco sério então só pode ser verdade. E qualquer dúvida que se levante sobre qualquer revelação atira o cuidadoso para o campo dos oportunistas e vendidos.

Mais estranho: cada um parece estar obrigado a aplaudir todo aquele que se oponha a José Sócrates e a transformá-lo num freedom fighter. Desculpem, não elevo Mário Crespo, Manuela Moura Guedes ou Felícia Cabrita a heróis libertadores. Nem Sócrates consegue tanto de mim.

A histeria que tomou conta do debate político, dos colunistas e, mais grave, dos próprios jornais. Todos se chegam à frente a ver se ganham a medalha de heroísmo, tentando escrever uma barbaridade maior do que a do vizinho do lado. E do lado oposto estão aqueles que se dispõe a dizer iguais enormidades, a defender o indefensável e a imaginar conspirações delirantes.

No meio desta histeria, que torna o debate político insuportável - é já quase sinal de cedência escrever sobre qualquer outro assunto que não seja José Sócrates -, a falta de rigor e de apego à verdade de que o primeiro-ministro é acusado parece ter tomado conta do país inteiro. Interessa saber se José Sócrates fez o que se diz que ele fez. Mas, se não levarem a mal, a verdade dos factos pode, de vez enquanto, ter voto na matéria.

Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
Página 1 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
ordenar por:
mais votados ▼
um homem e um politico
stiffo (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:58 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
Portanto tem uma licenciatura coxa. Um desempenho profissional incomprovado ou mediocre. Talvez tenha facilitado um servicinho aos amigos. E' provavel que outros amigos desenrascassem uma casita modesta a precos razoaveis.

A vida corre-lhe bem, ganhou confianca, torna-se mais assertivo, capaz de dizer que nao gosta e nao quer. Tem birras, alguns excessos, comeca a tornar-se importante.

Depara com a resistencia passiva e improdutiva dos altos funcionarios publicos, organisa em seu redor uma equipa de confianca. Da' os primeiros passos em jogos de estrategia.

Repara que afinal, aquilo em que sempre acreditou, e' nao so' o seu farol como tambem o verdadeiro motor. Descobre o prazer da criacao. E' feliz.

E' um trajecto comum. E o desenvolvimento pessoal tem sido brilhante. So nao gostamos dele porque nao joga na nossa equipa. Mas francamente tem feito um trabalho decente. Que teria sido possivel fazer diferente e com melhores resultados? Quais foram os erros concretos que outra pessoa nao teria cometido?

E de acordo com as regras democraticas, essa bencao dos ceus, e' possivel substitui-lo. E de forma civilisada e' possivel criticar o seu trabalho.
 
 Regras da comunidade
E no meio disto tudo
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 11:22 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
...quem governa o País?

Foi para isso que o elegeram 2 vezes.
 
 Regras da comunidade
Quem é Sócrates ?
Malekas (seguir utilizador), 2 pontos , 21:17 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
É normal que as pessoas em Portugal se tivessem habituado a bipolarizar as suas posições.
Tenho observado que aqui neste espaço, há aqueles que defendem (e se ofendem) acerrimamente Sócrates e os que o atacam sem dó nem piedade.
Já aqui o referi e volto a referir, nada me move contra (nem a favor) o actual 1º ministro de Portugal.
Se é que me é permitido emitir a minha simples opinião (sem ser logo afundado por defensores acérrimos do Sócrates) tenho desta personalidade (não sei se será antes um personagem) a seguinte ideia :
1 - Sócrates é antes de mais, um exímio comunicador. É um utilizador razoável da língua portuguesa (o que no panorama actual não deixa de ser notável);
2 - A sua superioridade nos debates com os opositores não deixa margem para dúvidas;
3 - Recorre a técnicas eficientes de comunicação (muito ao estilo dos antgos secretários gerais do PCP) que desgastam e vencem pelo cansaço quem pretende dirimir com ele qq. ideias.
4 - Quanto a ideias porém, é de uma pobreza confrangedora. Mas não deixa de chegar e sobejar para levar de vencida quem lhe apareça pela frente;
5 - Mas para mim porém, o maior ponto fraco do 1º ministro português o da total falta de credibilidade. Está metido em demasiadas cenas rocambolescas, das quais nunca se saiu bem. Embora tenha tentado fazer passar a mensagem de que estaria a ser alvo de má linguas.
Há muitas coisas por esclarecer e que ele próprio nunca desmentiu com provas contrárias.
É tão somente uma questão de caracter.
 
 Regras da comunidade
REFLEXÃO PRECISA-SE ...
PIANINHO (seguir utilizador), 2 pontos , 22:52 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje,
o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima
defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor,
mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a
erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco,
nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa ?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei
com a força e por meio do terror ?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece
a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados,
ou como queiram, seguiremos igualmente condenados,
igualmente estancados... igualmente abusados !
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa
a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento
como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos,
a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses
nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos
e,
francamente, somos tolerantes com o fracasso.
Continuação 1/2
 
 Regras da comunidade
REFLEXÃO PRECISA-SE ... (Cont. 2/2)
PIANINHO (seguir utilizador), 2 pontos , 22:54 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável,
não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir)
que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI
QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa ?... MEDITE !
EDUARDO PRADO COELHO

 
 Regras da comunidade
SÓCRATES POR UM CANUDO
águiadois (seguir utilizador), 1 ponto , 9:55 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
O País não é a noite da má lingua, nem está dividido ao meio.Isso de dividir ao meio não é intelectualmente sério.
No percurso de Sócrates há uma lógica de beneficiar do poder,controlando-o,distribuindo benesses , domesticando o aparelho,afirmando o chefe.
Sócrates tem uma boa oratória:sabe estar em palco,encena o discurso,utiliza os golpes de rins no confronto politico.
Quando os factos vem ao de cima e a investigação avança ,dobra o sobrôlho,ameaça o adversário e manda-o
pôr na lista nêgra.
Mas Sócrates teve azar:menosprezou o papel da Imprensa livre,dos Jornalistas honrados e que escrevem em Jornais independentes.
O caso da licenciatura liquidou Sócrates:há vícios a mais nos procedimentos e promiscuidade até ao tutano com estas novas universidades de fazer dinheiro-tipo Independente- fácil e que envergonham os pergaminhos das velhas Universidades Portuguesas.
Almeida Santos,Ex ministro da Coordenação Interterritorial,
ainda precisa de Sócrates no poder.
Quem anda pela rua e começa o seu trabalho ás oito da manhã,começa a estar farto de um lºministro que passa o tempo a defendeer-de processos atrás de processos e de uma máquina da Justiça,cujas cúpulas se desdobram em seus advogados de defesa .

 
 Regras da comunidade
    Re: SÓCRATES POR UM CANUDO    Ver comentário
JF Pereira (seguir utilizador), 1 ponto , 16:44 | Sábado, 27 de fevereiro de 2010
A inoperância da justiça...
JCCC (seguir utilizador), 1 ponto , 11:05 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
... é que permite este imenso granel de suspeitas e de teorias conspirativas.
O país sabe isso e gravita muito neste vazio de interpretações avulsas. Formulam-se teorias para todos os gostos. A uma conspiração responde-se logo com outra.
   
Tivéssemos nós um sistema de justiça eficaz e não haveria lugar a tanta especulação.

O que mais salta à vista nestes imbróglios é o extremar de posições. Ou se é um sócratista ferrenho ou se odeia o homem. Aparentemente, poucos conseguem avaliar os acontecimentos com a distância e isenção necessárias.

Quanto a mim, se o homem é engenheiro ou não, pouco me importa. Inferir da sua personalidade só com base na forma como obteve o "canudo" é exagerar na avaliação.
O prof. Marcelo fechou bem esse episódio quando disse algo como -"só um provinciano pensa que um PM, para o ser tem de ter formação universitária".

A questão essencial é que Sócrates não consegue manter a distância necessária sobre o que dele se diz ou se insinua, antes, contribui para alimentar muitos destes casos.

A ironia é que JS está neste momento, por um lado, a ser vítima da inoperância da justiça, mas também, por outro, a beneficiar da mesma. A conclusão deste granel dirá de qual delas o PM beneficiou.

Espero é que entretanto (re)comece o trabalho de governação do país.
 
 Regras da comunidade
Eleições, meu caro Watson, eleições.
Bettencourt de Lima (seguir utilizador), 1 ponto , 11:38 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
Vc. não gosta do PM e contribui com textos mais ou menos longos a ver se ele desiste e se vai embora. Pouco democrático. Porque não seguir o processo normal e sugerir eleições ? É que sabe, por aqui ainda não morrem presos políticos à fome e estas escolhas não são feitas por uma minoria.
 
 Regras da comunidade
Eu sou um simples cidadão anónimo
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 1 ponto , 13:15 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
que nunca apoiei a politica neo liberal de Socrates, sistema responsável pela crise que o mundo atravessa, mas presumo que se trata de uma conspiração secreta organizada ultra liberal (Opus dei/Bidelberg)..Presumo...
 
 Regras da comunidade
Ai Poder, Poder! Se um dia o perdes...
CM84 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:22 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
Lembram-se daquele senhor que presidia ao Benfica, o tal do: "um tostão é um tostão"?

Nas Assembleias, ai de quem lhe apontasse um dedo (mesmo que fosse o mindinho), defensores convictos saltavam de imediato com o peito descoberto para enfrentarem as balas.

As acusações eram tantas e constantes que já ninguém acreditava. A própria "justiça" o respeitava. Ninguém se atrevia a enfrentar a "família" benfiquista.

E depois, perdeu as eleições e...

Agora, sou eu - talvez o único - que penso nele... coitado.

Tentem falar a um benfiquista na ostracizada personagem. Já nem se lembram de quem se trata e até duvidam que tais factos tenham acontecido.

Aqui, um dia, neste espaço, talvez seja o único a escrever um comentário solidário com José Sócrates.

É só esperar. E é isso que vou fazer.

 
 Regras da comunidade
parece-me isento mas.....
pantufas67 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:53 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
Reconheço o esforço do Daniel Oliveira para ser isento mas tocou apenas superficialmente naquela que é a razão principal para o ataque vírulento de certa imprensa escrita nos últimos 2 dias - a inserção publicitária dos bancos. Henrique Monteiro e José Saraiva vieram descredibilizar mais uma vez os jornalistas quando acabaram por revelar que as noticias se publicam conforme as preferências do "grande anunciante". Ninguém me tira da cabeça que a recente investida da imprensa escrita está ligada com os desesperados partidos da indis(o)posição que acenam com a volta aos velhos patrocinios assim que o governo se desmorone.
 
 Regras da comunidade
Histeria!!!!
MárioJTAlmeida (seguir utilizador), 1 ponto , 14:31 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
Histeria!!!
Não vejo mais niguém histérico a não ser a entourage política do nosso PM e ele próprio!
O único político, desde o 25 de Abril, a usar a palavra ódio, para definir o móbil da acção dos seus opositores políticos, foi José Sócrates. Não me lembro de tal coisa nem mesmo no PREC (posso estar enganado e mesmo que tal tenha acontecido, estamos a falar do PREC).
Ainda não vi ninguém mais histérico que isto!
 
 Regras da comunidade
Mediatização a mais...
Runaldinho (seguir utilizador), 1 ponto , 14:49 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
A mediatização que o Primeiro Ministro faz de todos os seus actos públicos e até pessoais, e para os mais púdicos relembro apenas aquela célebre ida á ópera no CCB com Fernanda Câncio, deixando todo a gente à espera com o seu atraso de vinte minutos, faz dele uma personalidade Hollywoodesca, cujo apetite paparazzi dos nossos jornais de referência não deixa em descanso!
Sócrates para promover a sua imagem de homem com charme, moderno, culto e europeu, entregou-se aos vícios do marketing e do merchandising político, ao populismo das medidas avulsas que fazem delirar as massas, esquecendo-se de coisas importantes como a descrição, o recato e a sobriedade, “pequenos atributos” que um Chefe de Estado deveria “ostentar”!

 
 Regras da comunidade
Mediatização a mais...
Runaldinho (seguir utilizador), 1 ponto , 14:54 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
A mediatização que o Primeiro Ministro faz de todos os seus actos públicos e até pessoais, e para os mais púdicos relembro apenas aquela célebre ida á ópera no CCB com Fernanda Câncio, deixando todo a gente à espera com o seu atraso de vinte minutos, faz dele uma personalidade Hollywoodesca, cujo apetite paparazzi dos nossos jornais de referência não deixa em descanso!
Sócrates para promover a sua imagem de homem com charme, moderno, culto e europeu, entregou-se aos vícios do marketing e do merchandising político, ao populismo das medidas avulsas que fazem delirar as massas, esquecendo-se de coisas importantes como a descrição, o recato e a sobriedade, “pequenos atributos” que um Chefe de Governo deveria “ostentar”!
 
 Regras da comunidade
Uma razão para não acreditar
pp70 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:22 | Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
Este PM é um ilusionista. É um político de plástico sem uma grama de convicções. Tudo nele é estratégia e interesses. Nele nada é linear e não há interditos. Tudo é possível desde que sirva os interesses da ocasião.

"O caso da licenciatura. Aqui, a única coisa que interessava saber era se José Sócrates usou o seu poder ou influência política para obter uma licenciatura. Nada do que se soube permite tirar esta conclusão. Não há, por isso, tema." - qualquer pessoa que tenha passado pelo ensino superior sabe que o "caso da licenciatura" existe e há tema. Não considero importante que os políticos tenham que ser doutores e engenheiros, mas considero importante que sejam honestos nos percursos que fizeram. Esta é que é a questão a avaliar. Não se trata de saber se usou influência política para a obtenção do grau de licenciado, trata-se de saber se não usou caminhos pouco claros para o obter. Trata-se, antes disso, de conhecer o que JS considera licíto e aceitável. Trata-se de avaliar a confiança que pudemos, ou não pudemos, ter nele.

Estou certo que poucos acreditarão que JS completou a licenciatura, apesar de ser titular desse grau académico. A mim esse facto impede-me de acreditar nele.
 
 Regras da comunidade
Página 1 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
PUB
 
Email
O Expresso no
Arquivo
PUB




Seguro em cima do muro grita violentos "nins"
8:00 Quarta feira, 8 de fevereiro de 2012, 23
Coelho de Carnaval
8:00 Terça feira, 7 de fevereiro de 2012, 80
O cantinho de Vasco Graça Moura
8:00 Segunda feira, 6 de fevereiro de 2012, 77
Renegociar as PPP: passar culpas ou coragem?
8:00 Sexta feira, 3 de fevereiro de 2012, 38
Racismo e patriotismo: modos de usar
8:00 Quarta feira, 1 de fevereiro de 2012, 49
Da assustadora ousadia alemã a uma mão cheia de nada
8:00 Terça feira, 31 de janeiro de 2012, 48
O que podemos esperar de Carvalho da Silva?
8:00 Segunda feira, 30 de janeiro de 2012, 47
O cheque em branco dos madeirenses
8:00 Sexta feira, 27 de janeiro de 2012, 11
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
MBA
Grupo ImpresaACAP