A Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN) divulgou finalmente o relatório preliminar sobre o incidente de 19 de Setembro que levou à paragem da maior máquina do mundo, localizada perto de Genebra, na Suiça.
Segundo o seu director-geral, Robert Aymar, "as investigações confirmaram que a causa do incidente foi uma conexão eléctrica defeituosa entre dois dos ímanes do acelerador, que provocaram uma avaria mecânica e a libertação de hélio do sistema de arrefecimento para o túnel".
O gestor assegura que "estão a ser postas em prática medidas para prevenir qualquer incidente do mesmo género no futuro" - embora o relatório se refira também a medidas "destinadas a mitigar as consequências" que resultarem da repetição acidental de um evento deste tipo. E Aymar está confiante que o CERN conseguirá alcançar os seus objectivos de pesquisa no LHC.
O relatório preliminar conclui que há pelo menos 29 ímanes a ser reparados, "embora seja possível que mais ímanes tenham de ser removidos do túnel para limpeza e mudança do sistema de isolamento".
O plano para a remoção/reinstalação, transporte e reparação dos ímanes no Sector 34 "está a ser estabelecido e integrado com os trabalhos de manutenção do LHC que vão ser desenvolvidos durante o Inverno", e foram asseguradas as respectivas necessidades em recursos humanos.
Recorde-se que estes trabalhos de manutenção já estavam previstos quando os primeiros feixes de partículas circularam no LHC, no dia 10 de Setembro, porque as grandes necessidades de energia do novo acelerador são garantidas maioritariamente por uma central nuclear em território francês que, durante o Inverno, dá prioridade ao fornecimento de electricidade para aquecimento doméstico na região.
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