13/02/2012 atualizado às 10:55

Reacções à morte de Raul Solnado

Notícias Lusa com as reacções à morte do actor e humorista de 79 anos. Visite o especial dossiê Raul Solnado (1929-2009) .

22:52 Sábado, 8 de agosto de 2009


22h52 - Ministro da Cultura realça "preocupação cívica" de Raul Solnado


O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro realçou, em comunicado, o humanismo e a preocupação cívica de Raul Solnado, hoje falecido, aos 79 anos.

"O seu humanismo e a sua preocupação cívica legaram-nos exemplos do muito que uma personalidade pública pode fazer em prol da comunidade - a criação do Teatro Villaret e a fundação da Casa do Artista ilustram na perfeição o que Raul Solnado entendia dever ser a relação dos artistas com os seus pares e com a sociedade", afirma o ministro em nota enviada à agência Lusa.

Pinto Ribeiro afirma: "Mais do que permanecer apenas na história do teatro e da televisão, Raul Solnado permanecerá assim na memória de cada um de nós como um homem preocupado com a abordagem e a resolução das problemáticas da cultura, e da sociedade em geral, e como verdadeiro intérprete do Humanismo contemporâneo".

José António Pinto Ribeiro expressa "consternação" pela morte do actor cuja "notável actividade" marcou "indelevelmente diversas gerações".

 

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22h14 - Luís Amado: Morte de Raul Solnado é "grande perda para o país"


O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, considerou hoje a morte do actor Raul Solnado como "uma grande perda para o país".

"O actor Raul Solnado era uma figura de referência do mundo artístico e do mundo do espectáculo em Portugal", disse Luís Amado, em Leiria, referindo que Solnado "era um homem que tinha uma grande identidade com o povo português, no qual o povo português se revia".

"Talvez o melhor do povo português [tenha sido] assumido na sua personalidade ao longo de muitos anos", acrescentou o ministro, destacando o seu "sentido da ironia, o sentido do risco, o instinto da liberdade, uma grande generosidade".

Estas são qualidades que "todos nós identificávamos no grande actor que foi Raul Solnado", disse Luís Amado, cabeça de lista do PS às eleições legislativas pelo Círculo Eleitoral de Leiria, que participou hoje na apresentação dos candidatos socialistas aos órgãos autárquicos do conselho.

"Naturalmente que o Governo acompanha os seus familiares na hora de dor que vivem e, por isso mesmo, estarei presente em representação do Governo português nas cerimónias que se realizarão a partir de hoje em Lisboa", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

 

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21h59 - Alice Vieira: Raul Solnado "inventou a stand-up comedy"


A escritora Alice Vieira realçou que Raul Solnado, hoje falecido, "inventou a stand-up comedy" quando fez os Monólogos da Guerra.

"Naquele tempo foi absolutamente revolucionário. Aquela figurinha com um chapéu, e uma cortina atrás, e sem mais nada, inventou a 'stand-up comedy' em Portugal", disse a escritora, amiga de Raul Solnado.

"É absolutamente consensual que o Raul Solnado era uma grande actor. Ninguém dirá o contrário", sublinhou Alice Vieira.

O actor estava actualmente a trabalhar com as Produções Fictícias e tinha terminado recentemente o filme "A minha América", primeira obra de João Nuno Pinto.

A actriz Alina Vaz referiu que quando terminaram as filmagens "toda a equipa o aplaudiu, dado o seu grande desempenho e por ser de facto um actor de prestígio".

 

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21h12 - Diogo Infante: "era uma lição de vida e de talento"


Diogo Infante, director artístico do Teatro Nacional D.ª Maria II recordou o encontro que teve com Raul Solnado, em Maio passado, no Porto, em que "estava bem disposto e com grande sentido de humor".

Diogo Infante, que contracenou com Raul Solnado na telenovela "A Banqueira do Povo", afirmou que o actor hoje falecido "era uma lição de vida e de talento".

 

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21h12 - Alberto Villar recorda "o cómico excelente"


O actor Alberto Villar que contracenou várias vezes com Raul Solnado recordou "o cómico excelente, o grande impulsionador da Casa do Artista, e sobretudo o bom colega".

"O Raul foi o primeiro cómico em Portugal a enfrentar o público apenas com uma cortina atrás, apesar da sua timidez", disse o actor referindo-se aos Monólogos da Guerra.

"Ele foi absolutamente genial, empolgava o público, foi vedetíssima por razão plena", acrescentou.

Alberto Villar estreou-se em Lisboa com Solnado na peça "Vamos contar mentiras".

"Tínhamos uma relação próxima e admirava-o imenso, era um bom colega, sempre bem disposto", rematou.

 

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21h12 - Manuela Maria: "Hoje reina o silêncio na Casa do Artista"


A actriz Manuela Maria, da direcção da Casa do Artista, disse que "hoje reina o silêncio" na instituição "o que marca o luto" pela morte de um grande actor que foi Raul Solnado.

"Reina um grande silêncio na Casa do Artista que marca o luto que a Casa sente. Hoje é fim-de-semana, os directores não estão lá, só estão os residentes que estão demasiado tristes para dizer alguma coisa", disse à Lusa a actriz que desempenha as funções de secretária da instituição.

Manuela Maria recordou a primeira vez que contracenou com Raul Solnado, na revista "Vinho Novo", "em que ele e a Aida Baptista, também já falecida, fizeram um sucesso brutal".

"Os Banqueiros Também Têm Alma" no Teatro Villaret, na década de 1960, foi a última vez que contracenaram em palco.

"O Raul esteve sempre ligado à Casa do Artista que vai continuar, foi ele que trouxe a ideia do Brasil, mas a casa tem de viver, sentindo sempre a sua falta", disse Manuela Maria.

 

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20h02 - Alina Vaz: Raul Solnado foi um actor inovador que amava a vida


Solnado, hoje falecido, "foi um actor sempre inovador que amava a vida", disse à Lusa a actriz Alina Vaz que contracenou com ele várias vezes.

"Inovou sempre, fruto também da sua inquietude, era intelectualmente um homem curioso, atento ao que o rodeava", afirmou Alina Vaz.

Para a actriz "Raul Solnado morre sem se lhe ter sido prestada uma grande homenagem de que era absolutamente merecedor".

Alina Vaz sublinhou o facto do actor ter construído um teatro, o Villaret, em Lisboa, e "ter provado que num mesmo teatro se pode apresentar dois tipos de teatro diferente, comédia e um teatro de texto".

"Também na televisão foi um inovador, recordo as dificuldades que enfrentou para apresentar o 'Zip-Zip' com a censura política, e que mudou a cara da televisão em Portugal, e mais tarde a 'A visita da Cornélia'", afirmou.

"Quando fez os monólogos sobre a guerra no Teatro ABC, e era já vedetíssima, arriscou muito, foi ele que começou o que hoje chamamos 'stand-up comedy', e foi um estrondoso êxito e, recentemente, foram reeditados em CD", recordou a actriz.

"Sendo vedetíssima nunca nos tirava o lugar de palco e até nos ajudava e incentivava-nos. Muitas vezes vinha junto de mim e dizia, vais muito bem, e também com todos os colegas", recordou a actriz que contracenou com ele em peças como "A Preguiça" ou "A Tocar é que a Gente se Entende".

"Eu pedia-lhe sempre conselhos e ouvia-os atentamente, foi sempre um bom amigo", referiu.

Um dos primeiros prémios da carreira de Raúl Solnado, o do SNI (Secretariado Nacional de Informação), foi em "As Pupilas do Senhor Reitor" (1961) de Leitão de Barros em que fazia de barbeiro e era namorado da Francisquinha, papel desempenhado por Alina Vaz.

Amiga de longa data do actor, Alina Vaz recordou que "era um homem que tanto estava bem nos picos da fama, como nas coisas mais simples, como comer sardinhas assadas que ele adorava".

"Tinha uma paciência infinda com quem o abordava na rua, e era sempre muitas pessoas, porque de facto o Raul tinha uma grande amor do público que ele também amava".

"Em grupos pequenos o Raul era um conversador notável e divertidíssimo, em grupos pequenos fechava-se".

Raul Solnado era um apreciador de pintura e um leitor compulsivo, "foi através dele que fiquei a conhecer a Doris Lessing", recordou a actriz.

"Um contador de histórias espantoso. Ríamos muito juntos e dizia-me sempre, galanteador, vê lá se vens bonita", recordou.

Como actor, Alina Vaz afirmou que deixa "um legado extraordinário" pelo que fez pelo teatro, mas também "por ter sido sempre um inovador, até nos tempos cómicos comédia e espantoso na comicidade".

A actriz disse que Raul Solnado lhe confidenciou que "quando jovem, quando fazia elencos, colocava sempre o nome dele em primeiro, que quis sempre ser vedeta, e foi-o de facto como poucos houve em Portugal".

Alina Vaz afirmou que sempre se deu bem na contracena com Raul, que era um actor de excepção e que nos incentivava".

Para a actriz fica "um lugar insubstituível" pois ele "diversificou sempre muito" e "criou personagens únicas".

"O Raul nunca estava parado e sempre com projectos, ainda a última vez que falámos ele estava a trabalhar nuns textos", acrescentou.

A actriz sublinhou "o empenho e ajuda discreta que o Raul teve pela Casa do Artista que foi uma ideia dele que trouxe do Brasil".

Por outro lado, acrescentou a actriz, "estava sempre atento ao que se passava no teatro, e aos novos actores, havendo alguns que acompanhava o seu trabalho de perto".

 

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17h42 - Cavaco Silva: Desaparecimento de Solnado "deixa um enorme vazio"


O Presidente da República Aníbal Cavaco Silva manifestou hoje pesar pela morte de Raul Solnado, figura "que marcou uma época de sucessivas gerações de artistas" e cujo desaparecimento "deixa um enorme vazio".

"Foi com grande pesar que tomei conhecimento da morte de Raul Solnado, figura bem conhecida e querida dos Portugueses, cujo desaparecimento deixa um enorme vazio entre todos os que nos habituámos a com ele conviver", refere o chefe de Estado numa nota enviada à agência Lusa.

Cavaco Silva refere ainda que, pelo seu percurso enquanto actor, "mas também pelo extraordinário projecto de solidariedade que desenvolveu na Casa do Artista, de que ainda era director, Raul Solnado é justo merecedor da mais profunda estima e consideração".

"Quero, em nome do povo português e em meu nome pessoal, apresentar sentidas condolências à família de Raul Solnado, um grande vulto do teatro, do cinema e da televisão, que marcou uma época e sucessivas gerações de artistas, bem como dos seus espectadores", refere.

O presidente da República presta homenagem "a um destacado personagem que perdurará na História do Teatro em Portugal" e que "soube granjear o respeito, a admiração e a amizade de quantos o conheceram"

"Raul Solnado ficará na memória e no coração de todos os que acompanharam o seu percurso, enquanto artista e enquanto Homem", acrescenta o Presidente da República.

 

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17h24 - Jerónimo de Sousa: "O país perde uma figura incontornável"


O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa, lamentou hoje a morte do actor Raul Solnado, considerando que este foi uma figura "incontornável" da cultura portuguesa.

"É uma triste notícia, o país perde uma figura incontornável, um homem à sua maneira que deu a sua contribuição importante pela democracia", disse.

Jerónimo de Sousa, que falava aos jornalistas em Ervedal, no concelho de Avis (Portalegre), à margem de um almoço com simpatizantes e militantes do PCP, declarou ainda que o momento é de "dor e de sentimento de perda".

 

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17h22 - Grão-mestre da Maçonaria salienta "grande humanidade"


O Grande Oriente Lusitano (GOL), uma das principais lojas da Maçonaria Portuguesa, lamenta a morte de Raul Solnado, "um dos seus obreiros mais ilustres", disse hoje o Grão-Mestre António Reis.

Raul Solnado "pertencia ao GOL desde meados da década de 1980, mas já há muito tempo que partilhava dos nossos valores", disse à Lusa António Reis.

Reis realçou "a grande humanidade" de Solnado, embora "nos últimos tempos não estivesse muito activo".

"Honrou-nos sempre com a sua presença e era um irmão muito antigo", disse.

 

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16h43 - Rui Mendes: Raul Solnado foi um "actor generoso"


Raul Solnado, hoje falecido, "foi um actor generoso" que "tal como Amália Rodrigues perdurará na memória, ao lado de actores como Vasco Santana ou António Silva", disse o actor Rui Mendes.

O historiador Luiz Francisco Rebello na sua "História do Teatro de Revista" (1985) afirma que Raul Solnado, a par de Humberto Madeira, José Viana, Camilo de Oliveira e Nicolau Breyner, na sequência de actores como Estêvão Amarante, António Silva, Eugénio Salvador e Vasco Santana, "trouxe à revista um novo risco".

Rui Mendes, que contracenou várias vezes com Raul Solnado, designadamente em "O magnífico reitor" (2002), sublinhou "a grande amizade" que partilhavam desde 1960, quando se conheceram.

"Em 1961 fizemos juntos a comédia musical 'A tia de Charlie' no Teatro Monumental em Lisboa, e logo a seguir o filme de José Ernesto Sousa, 'Don Roberto'", recordou.

O actor afirmou que teve a oportunidade "durante ano e meio em que a peça 'Super Silva' esteve em cena, de ver quanto generoso ele era ao distribuir as piadas por todo o elenco".

Raul Solnado é "insubstituível no panorama do espectáculo", sentenciou.

Rui Mendes recordou "o actor de mil papéis", designadamente o que desempenhou no filme "A balada da praia dos cães", de José Fonseca e Costa.

Para Rui Mendes "felizmente ficam muitos registos de Raul Solnado em disco, vídeo, filme, etc."

 

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16h01 - José Sócrates lamenta morte de "um artista ímpar, um cidadão exemplar"


O primeiro-ministro José Sócrates lamentou hoje a morte do actor Raul Solnado, considerando que este foi sempre um dos artistas mais amados e admirados pelos portugueses.

Numa nota enviada à agência Lusa, José Sócrates classifica Raul Solnado como "um artista ímpar, um cidadão exemplar e um dos grandes vultos da cultura portuguesa".

"Raul Solnado foi sempre um dos artistas mais amados e mais admirados pelos portugueses; e, para várias gerações, foi também uma referência permanente com uma vida plena e intensamente dedicada à arte e à cultura", refere o primeiro-ministro na nota de imprensa.

José Sócrates disse também que a notícia da morte de Raul Solnado o deixa ainda mais consternado por ter tido "a oportunidade e a honra de o conhecer e de com ele estabelecer laços de amizade"

"À família quero expressar, em meu nome pessoal e em nome do Governo português, as mais sentidas condolências e deixar uma palavra de solidariedade e de coragem neste momento de dor e de pesar", adianta.

 

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15h41 - SPA destaca "uma das figuras mais marcantes do século XX"


O actor Raul Solnado, hoje falecido aos 79 anos, foi "uma das figuras mais marcantes da cultura e do espectáculo em Portugal no século XX", afirma a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) em comunicado.

A SPA distinguiu o actor em 2005 com a Medalha de Honra e com o Prémio de Consagração de Carreira, tendo ainda realizado uma exposição evocativa de mais de cinco décadas "da brilhante actividade artística em Portugal e no Brasil", em 2006.

Considerando que "a cultura e a vida artística portuguesas ficaram hoje mais pobres com a partida inesperada" de Solnado, "a SPA curva-se perante a sua memória e tudo continuará a fazer para que a sua obra como artista, criador e comunicador nunca caia no esquecimento".

Na mesma nota, a SPA realça a "polivalência dos seus talentos" e que Raul Solnado "esteve sempre presente nos grandes momentos da vida da cooperativa de autores de que era membro, sendo uma referência para todos".

A actriz Alda Pinto que contracenou com Raul Solnado em várias revistas e peças, recordou "a inovação que trouxe, quando tomou a direcção do Teatro Capitólio com Humberto Madeira e Carlos Coelho".

Foi durante esta temporada, e por sua iniciativa, que a actriz Milú reapareceu nos palcos portugueses, lembrou a actriz.

"Tive sempre muito bom trabalho com ele, e na contracena entendíamo-nos muito bem", disse.

"Numa das revistas, a 'Haja saúde', tínhamos uma rábula que fazia tal sucesso que o público não nos deixava sair de cena", recordou.

A actriz integrou também o elenco da comédia "Há petróleo no Beato", da autoria de Solnado.

"Fizemos um enorme sucesso, mas tive problemas de saúde e fui substituida. Mas, passados dois anos, quando a peça foi gravada para televisão, o Raul foi-me convidar, era um óptimo colega", declarou.

 

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14h27 - António Costa: "Eu perdi um grande amigo"


O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, considerou hoje que, com a morte do actor Raul Solnado, "Lisboa perdeu uma das figuras mais populares e queridas das últimas décadas".

"Eu perdi um grande amigo, sempre presente com o seu apoio e os seus conselhos que o tempo tornara sábios", refere ainda numa nota o actual presidente do município lisboeta, que é candidato à Câmara nas próximas eleições de 11 de Outubro.

Raul Solnado era mandatário sénior da candidatura de António Costa.

António Costa sublinha ainda, na nota hoje divulgada, o "extraordinário talento como actor e comediante" e refere que a imagem que dele retém é a de "um ser humano de excepção e de um amigo cuja falta será irreparável".

"Nunca o esquecerei e estou certo que Lisboa tudo fará para preservar a memória do grande artista e cidadão Raul Solnado", refere na nota António Costa, onde também apresenta "as mais sentidas condolências".

"Todos vamos sentir a falta do nosso querido Raul", conclui a nota.

 

Lusa
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Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 16:58 | Sábado, 8 de agosto de 2009
Não se aproveitem de um grande português, politikekos, tenham respeito, o que sabem vocês de Solnado, o que sabem vocês de António Silva, o que sabem vocês de Vasco Santana?
 
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Noutros tempos, estes marmelos...
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:01 | Sábado, 8 de agosto de 2009
... teriam levado pela medida grande! Pena que Solnado já não teve oportunidade- porque não lha deram - para lhes chegar a roupa ao pêlo!!!
 
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    Re: Noutros tempos, estes marmelos...    Ver comentário
olimanuel (seguir utilizador), 1 ponto , 17:40 | Sábado, 8 de agosto de 2009
Ficamos sem o único humorista que havia !
Xico Taxista (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 17:55 | Domingo, 9 de agosto de 2009

Hoje, há "humoristas" que confundem humor com ordinarice barata. Raul Solnado nunca precisou disso.

Outros há, que se "armam" em intelectualoides, querendo convencer-nos que isso é humor "inteligente", como se, quem não lhes achar graça seja por ser "burro" !
Raul Solnado, pelo contrário, adaptava-se ao público, e não exigia que o público se adaptasse a ele.

Acresce ainda o facto que, Raul Solnado viveu grande parte da sua vida, numa época em que fazer humor era muito mais complicado que hoje, pelas razões que todos sabemos.

Pessoalmente, gostaria que fosse editado em CD/DVD, todas as gravações que existam dele.

Faz parte do nosso património cultural.

 
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Obrigado Raul Solnado
nadomorto42 (seguir utilizador), 1 ponto , 2:26 | Domingo, 9 de agosto de 2009
Obrigado Raul Solnado. Obrigado por tudo.
 
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.....FEZ RIR UM POVO TRISTE
usacouto (seguir utilizador), 1 ponto , 5:42 | Domingo, 9 de agosto de 2009
DURANTE DECADAS FEZ RIR UM POVO TRISTE E NA CASA DO ARTISTA UM EXCELENTE TRABALHO.
OBRIGADO AMIGO
DESCANCA EM PAZ
CARLOS COUTO
 
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Partiu o homem que nos fazia sorrir
Vaitaeles silva (seguir utilizador), 1 ponto , 14:57 | Domingo, 9 de agosto de 2009
Partiu o homem que sorria a falar e que falava a sorrir e que quando falava nos fazia sorrir tanto...Sem favor fui por causa dele feliz muitas vezes. Hoje, não lhe posso fazer o favor de estar feliz. Numa das últimas entrevistas disse: "...Cumpri como profissional. Cumpri como cidadão. Não me falta fazer mais nada." Faltou-nos a nós fazer-lhe tanta coisa... A ele só lhe faltava deixar-nos tristes com a sua partida. Um OBRIGADO do tamanho da sua generosidade e do seu talento, ne certeza de que daqui a uns anos ouviremos falar do "Céu dos Artistas"...
 
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Já agora uma sugestão (para a RTP)
Xico Taxista (seguir utilizador), 1 ponto , 17:59 | Domingo, 9 de agosto de 2009

Porque não fazer uma selecção dos melhores momentos do ZIP-ZIP e editá-los em DVD ?

 
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Raul Solnado...
aukistuxego (seguir utilizador), 1 ponto , 19:15 | Domingo, 9 de agosto de 2009
Ha anos atraz visitei Salvador da Baia e como não podia daixar de ser fui ao Museu do Jorge Amado e entre as figuras conhecidas vi uma foto de Raul Solnado com Jorge Amado...
 
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