11/02/2012 atualizado às 22:39

Reacções à morte de José Saramago

Várias figuras públicas das letras e da política comentaram hoje a perda do escritor português. Clique para aceder ao dossiê José Saramago (1922-2010).

17:18 Sexta feira, 18 de junho de 2010
A morte de Saramago é lamentada por personalidades das mais diversas áreas
A morte de Saramago é lamentada por personalidades das mais diversas áreas

"Não estava à espera. Ainda hoje estive com o número de telefone para lhe ligar mas disse 'telefono mais logo' e agora soube desta notícia assim", Otelinda Nunes, amiga de infância de José Saramago

"Não há dúvida de que Portugal fica mais pobre com o seu desaparecimento. Ele deixa uma obra notável. Foi uma personalidade muito marcante, controversa, até, mesmo do ponto de vista político, o que só ajuda a enaltecer, de alguma forma, a sua participação cívica", Pedro Passos Coelho, presidente do PSD

"É talvez o escritor português que maior repercussão teve - e teve repercussão em todo o mundo: em todo o mundo é conhecido, em todo o mundo é escutado. Eu, pessoalmente, perdi um amigo,  Zeferino Coelho, editor de José Saramago

"Saramago foi muito importante pelo modo generoso como recebeu os novos autores e como sempre me tratou, com grande atenção e generosidade", Gonçalo M. Tavares, escritor

"A obra de Saramago é cheia de curiosidade, de desejo, de perguntas
e de angústias e de uma profundidade única sobre a sociedade portuguesa da qual os franceses se sentem tão perto e estão todos agarrados", Bernard Kouchner, ministro dos Negócios Estrangeiros e Europeus de França

"A sua obra tem pontos de maior controvérsia e outros de enorme grandeza. Seguramente no futuro permanecerão aqueles trabalhos menos polémicos, de mais profundidade e até os mais simples", Jaime Gama, presidente da Assembleia da República.

"Quando em 2009, a última vez que com ele estive pessoalmente, na " câmara de Lisboa, tive a grande emoção de lhe ouvir palavras sinceras de grande estima, com que teve a generosidade de me distinguir e que eu, plenamente quero retribuir aqui, em sua homenagem póstuma", Jorge Sampaio, antigo Presidente da República.

"É evidente que a simples atribuição do prémio Nobel é a consagração
universal e a qualidade de sócio de honra da Academia de Ciências, que lhe foi atribuída nessa altura, é extremamente rara em Portugal", Adriano Moreira, presidente da Academia das Ciências de Lisboa

"Acho que devia ir para o Panteão Nacional. Acho que o Estado português
deveria decretar luto nacional. Justifica-se porque era um português ilustríssimo", Mário Soares, ex-Presidente da República.

"Perdemos não apenas o maior escritor português, mas uma referência luminosa de dignidade e grandeza à escala universal", José Manuel Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Escritores

"É uma figura indiscutivelmente maior das nossas letras. Saramago vai durar o que durar a literatura portuguesa", Mário Cláudio, escritor

"José Saramago não tinha ódio a Portugal. Tinha era um grande confronto com a secretaria de Estado da Cultura", João Céu e Silva, jornalista

"Não era um homem de sorrisos. O acto de maior conciliação com Portugal, foi terem-lhe cedido a casa dos bicos para a Fundação. Quando foi visitar a obra, esteve aí uma hora com um sorriso nos lábios", João Céu e Silva, jornalista 

"José Saramago é um dos grandes vultos da cultura portuguesa e representa uma perda para a cultura portuguesa", José Sócrates, primeiro-ministro

"Saramago obriga-nos ao lugar comum e o lugar comum é este: é um escritor que mudou a literatura portuguesa e é um escritor que pôs a literatura portuguesa na cena internacional", Carlos Reis, reitor da Universidade Aberta

"Era muito atento aos escritores mais jovens e eram um homem sem prosápia ou vaidade de grande senhor. Foi um homem a quem o sucesso nunca subiu à cabeça, portou-se com a mesma modéstia e elevação de sempre", Mário de Carvalho, escritor

"Por ventura o nosso maior escritor do século XX, que tem a particularidade de ser um século mais rico no tocante ao romance português", Mário de Carvalho, escritor

"Escritor de projecção mundial, justamente galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, José Saramago será sempre uma figura de referência da nossa cultura.  Em nome dos Portugueses e em meu nome pessoal, presto homenagem à memória de José Saramago, cuja vasta obra literária deve ser lida e conhecida pelas gerações futuras", Cavaco Silva, Presidente da República

 "Foi o intelectual português que mais amou e compreendeu o Brasil", Lygia Fagundes Telles, escritora, vencedora da edição 2005 do Prémio Camões

"É uma perda para o país, até porque Saramago, goste-se ou não da obra, é um símbolo da identidade nacional. É fundamental que lhe prestemos as devidas homenagens e que nos lembremos que José Saramago conseguiu um feito inesquecível, que foi o Prémio Nobel da Literatura", Diogo Infante, actor e encenador

"Foi um homem que afirmou a sua criação literária através da liberdade de pensamento", Gabriela Canavilhas, ministra da Cultura

"Dele recordo, tanto como os livros inesquecíveis, os momentos partilhados, quanto nos aproximou sempre para lá das diferenças. Saramago foi e será uma referência universal da grandeza e do desassombro, estimulando o espírito critico, a bondade e a decência, a insubordinação cívica, o humanismo e a força transformadora da liberdade, mesmo nas circunstâncias mais rudes, quando parece dar-se um eclipse da própria esperança", Manuel Alegre, candidato do PS à presidência da República

"Os portugueses, a quem deu alegrias, interrogações, raízes para a vida, sentem o luto profundo da sua perda, ainda que cientes, como os leitores de todas as partidas onde a sua luz mora, de que uma personalidade assim, em rigor, nunca morre", Manuel Alegre, candidato do PS à presidência da República

"Estamos muito abalados, eu tinha-o visitado na semana passada, em casa, em Lanzarote, ele estava fraco mas muito calmo, e foi um encontro muito belo, que nunca mais esquecerei"; "Perdemos um amigo, um grande autor, que era um autêntico farol para nós, um orientador em tempos difíceis", Nicole Witt, agente literária de José Saramago na Alemanha

"É o mais firme herdeiro da larga tradição do iberismo português. Poucos como ele, amaram e conheceram tão profundamente as nossas duas culturas", Carmen Caffarel , directora do Instituto Cervantes

"Portugal e a Cultura Portuguesa perderam um dos seus melhores representantes. Um homem e um intelectual de convicções que honrou Portugal e o Mundo", Fernando Nobre, presidente da AMI, candidato à Presidência da República

 "Saramago é um dos principais escritores da literatura universal e da língua portuguesa, com uma escrita de grande qualidade", João Paulo Borges Coelho, escritor moçambicano, detentor do Prémio Leya 2009

"Será sempre recordado como um dos maiores escritores da língua portuguesa e da literatura mundial", Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia

"Saramago ainda tinha muito que fazer, para nos dar. Meus Deus, ele foi muito cedo!", Paulina Chiziane, escritora moçambicana

"A figura de Saramago teve uma influência muito grande e reinvidicou a literatura portuguesa contemporânea", Vincenç Villatoro, escritor e jornalista espanhol

"A sua perda é recebida com muita tristeza, particularmente pelos que têm apreço pela língua portuguesa e por sua importância cultural em tantos continentes", Juca Ferreira, ministro brasileiro da Cultura

"Saramago foi um inovador, porventura incompreendido em determinadas fases da sua vida e obra, mas um mestre", Carlos César, presidente do Governo Regional dos Açores

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José Sousa Saramago
sabemius (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 22:41 | Sexta feira, 18 de junho de 2010
O único escritor português que, até hoje, teve a honra de ser premiado com o Nobel! Grande escritor, mais apreciado (e com justiça) fora de Portugal que no seu país de origem, talvez pela cultura atávicamente religiosa duma grande maioria dos portugueses. Pessoa de visão, humanista e idealista, sempre procurando a verdade e criticando a mentira.
Concordo com todas as reações positivas feitas pelas várias figuras públicas e comentadas no artigo acima. Ninguém vive eternamente e Saramago sabia bem que o "eterno" é uma quimera. Mas, Portugal não perdeu um grande escritor português, Saramago vive pelas suas obras, reflexo de um pensamento lucido e aberto.
 
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    Re: José Sousa Saramago    Ver comentário
Soberana09 (seguir utilizador), 1 ponto , 1:19 | Sábado, 19 de junho de 2010
Homenagem...
Cisneros (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 15:44 | Sexta feira, 18 de junho de 2010
De um Português apartidário -avesso aos maus políticos - que nunca conotou ninguem pelas suas opções pessoais e sempre respeitou os estatutos escolhidos por cada um.

José Sousa Saramago, mais Sousa que Saramago, foi um homem com defeitos e qualidades que ilustram perfeitamente o perfil do Português. Autodidacta - para que é preciso um canudo? - quando a força de vencer na vida vem da fome mas também - mais tarde. da falta de vontade de já não a ter! Amália Rodrigues - outra figura incontornável deste País - escreveu esta poesia, plasmada pela vida que lhe foi oferecida - mas que mais tarde reconheceu - que nem tudo na vida é desgraça... A desgraça - se vencida a pulso - pode ser uma recordação gratificante...

Saramago fez a diáspora - como todos - uns lá fora outros cá dentro -mas se não tivermos uma companhia ao lado, fiel, pronta a ouvir , a falar quando é preciso - haveremos de murchar mais cedo - como a planta que não é regada e não ouve uma palavra de carinho.

Na História de Portugal - ficará como o Saramago do Nobel da Literatura - com redobrado valôr porque foi eleito pela Obra escrita com o sangue da experiencia da vida e nunca alinhou no "agradávelmente correcto"...

Saramago, Sousa de sangue, ficarás sempre cá com os que tambem - andam na diáspora - lutando por dias melhores.
 
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Não serás esquecido.
kcorreia (seguir utilizador), 2 pontos , 17:16 | Sexta feira, 18 de junho de 2010

Como “pessoa” nunca me disse muito…Como escritor, rendi-me completamente à sua OBRA.
 
Memorial do Convento , Evangelho Segundo Jesus Cristo, História do Cerco deLisboa – Simplesmente Genial!!!!

 
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    Re: Não serás esquecido.    Ver comentário
sabemius (seguir utilizador), 1 ponto , 22:56 | Sexta feira, 18 de junho de 2010
José Saramago
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:14 | Sexta feira, 18 de junho de 2010
Com o desaparecimento de José Saramago, a literatura mundial ficou mais pobre !
 
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    ??????    Ver comentário
Janecas123 (seguir utilizador), 1 ponto , 21:56 | Sexta feira, 18 de junho de 2010
Nem com a morte chegará a Pessoa..
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 19:18 | Sexta feira, 18 de junho de 2010
E o resto é tinto...
 
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O homem que não se absteve
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 8:32 | Sábado, 19 de junho de 2010
Saramago sempre tomou partido por mais polémicas que fossem as questões e algumas vezes se equivocou. No entanto, o seu extraordinário poder de observação e o seu poder racional acabaram por dar um contributo positivo à humanidade e principalmente a Portugal e à Península Ibérica.
O seu iberismo fusionista carece de realismo, mas não deixou de dar um altíssimo contributo para aproximar espanhóis e portugueses a bem de ambos os países.
É com grande orgulho que percebo que "nuestros hermanos" também se identificam com Saramago.
 
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Partiu um homem de convicções
JJFF (seguir utilizador), 1 ponto , 15:46 | Sexta feira, 18 de junho de 2010
Partiu um homem de convicções
e para sempre, para a eternidade.
Se existe lugar nessa eternidade, ele lá está,
pese embora a sua convicção terrena que não.
Ele e não nós, agora terá a confirmação da sua convicção.
Se errado estava, que esteja em bom lugar.
 
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Não gostava dele mas lamento a sua morte
D. Fuas Toucinho (seguir utilizador), 1 ponto , 15:49 | Sexta feira, 18 de junho de 2010
Não gostava de José Saramago como escritor e muito menos como pessoa. Não interessam as razões da minha aversão ao Escritor e ao Homem, mas reconheço sem reservas que a Cultura portuguesa, tão pobre e cada vez mais definhada pela paupérrima qualidade do Ensino, fica amputada de um Prémio Nobel que levou o nome de Portugal às cinco partidas do Mundo.
No entanto, há duas particularidades na vida deste Homem que não posso deixar de sublinhar:
A sua acção ditatorial como sub-director do Diário de Notícias, onde foram saneados dezenas de trabalhadores que não eram comunistas e ainda a sua persistência na unidade ibérica, algo que nenhum nacionalista português pode sequer admitir.
Que descanse em Paz !
 
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    Re: Não gostava dele mas lamento a sua morte    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:51 | Sexta feira, 18 de junho de 2010
    Re: Não gostava dele mas lamento a sua morte    Ver comentário
Hans Solo (seguir utilizador), 1 ponto , 9:08 | Sábado, 19 de junho de 2010
    Re: Não gostava dele mas lamento a sua morte    Ver comentário
mmj1969 (seguir utilizador), 1 ponto , 21:14 | Sábado, 19 de junho de 2010
    Re:O Sousa Lara...    Ver comentário
José Pasternak (seguir utilizador), 1 ponto , 22:10 | Sábado, 19 de junho de 2010
    Re: Não gostava dele mas lamento a sua morte    Ver comentário
Hans Solo (seguir utilizador), 1 ponto , 12:32 | Domingo, 20 de junho de 2010
Polémico
JOBRAL (seguir utilizador), 1 ponto , 15:51 | Sexta feira, 18 de junho de 2010
José Saramago, não era pior nem melhor do que outros grandes escritores portugueses que o precederam, apenas era diferente; vide a polémica que a sua obra e pensamento irão causar após a sua morte. Tenho a certeza que os comentários ultrapassarão em muito, tudo aquilo que até aqui se dissertou sobre a sua personalidade.
 
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Aquele abraço!
HerriAlex (seguir utilizador), 1 ponto , 18:29 | Sexta feira, 18 de junho de 2010
Obrigado por tudo o que nos deste.
 
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- Uma personagem interessante -
Anthos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:17 | Sexta feira, 18 de junho de 2010

O Premio Nobel da Literatura José Saramago chegou à fechada definitiva com a igreja com o seu último livro.

                            António
 
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Mito
Janecas123 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:36 | Sexta feira, 18 de junho de 2010
Foi um escritor idolatrado por um nicho de intelectualóides de trazer por casa.
Como pessoa, transmitiu a imagem de um homem angustiado, mal resolvido, azedo.
Acho que Saramago vivia de mal com ele próprio e é isso que transparece na generalidade das suas obras.
Quanto à mensagem, que tinha muito mais de politica do que literária, nada a dizer. Mais do mesmo. A estória do rico que explora o pobrezinho e que o capitalismo é o mal que aflige a humanidade. Mas o que é certo, é que quando o capitalismo lhe acenou com umas notas, lá foi ele sem pestanejar.
Fica a ideia de um homem que lidava muito mal com o facto de saber que podia haver alguém que não simpatizava consigo nem com a sua obra.
Como qualquer pessoa soberba, Saramago levava-se a ele próprio muito a sério e tinha-se na conta de um tipo especialíssimo e visionário.
Em suma, e não obstante todas as honrarias e distinções que recebeu em vida, foi um simples..."mais do mesmo".
 
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mmj1969 (seguir utilizador), 1 ponto , 21:15 | Sábado, 19 de junho de 2010
Obrigado por tudo
JMDurán (seguir utilizador), 1 ponto , 20:49 | Sexta feira, 18 de junho de 2010
Obrigado pelos livros, muitos deles bons, alguns, excelentes. Condolências à família e amigos.
 
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O homem e o escritor.
trigojoia (seguir utilizador), 1 ponto , 11:48 | Sábado, 19 de junho de 2010
Saber da notícia da sua morte, é porventura uma notícia que me deixou sem palavras, triste e amargurado por não ler mais livros escritos por este grande escritor português, do qual, se deve reter mais do que o valor da sua obra literária, mas a sua condição humana, fraterna e extremamente justa, na forma como ligava a sua profissão, a de trabalhador-escritor José Saramago com a de qualquer outro trabalhador. Polémico, criativo, original, brilhante mas simples, justo e humano.Enfim, um homem maior, um escritor único.
 
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Saramago já acredita em Deus
rodfc (seguir utilizador), 1 ponto , 13:16 | Sábado, 19 de junho de 2010
Nasceu no dia 16 de Novembro do ano de 1922, dia de santa Gertrudes. Nos nossos dias comemora-se a festa de santa Margarida da Escócia (do séc. XI).
Teve diversos trabalhos: tradutor, editor, crítico literário, passando por dois Jornais, tendo sido director-adjunto do DN no Verão Quente de 1975
Publicou diversas Obras, muitas contra a Igreja, contra Deus. Foi-lhe atribuído o Prémio Camões em 1995. Foi premiado com o Nobel da Literatura em 1998.
Fico com a ideia de ser um homem polémico, que procurava a felicidade e desesperava, porque aqui no Mundo nada o podia satisfazer por completo. Nem a ele nem a ninguém. Buscava a justiça, mas estava em caminhos afastados do Justo.
Hoje Deus chamou-o à Sua presença. Aquele que Saramago negava e ao mesmo tempo pedia contas (criticava-O, caluniava-O) deu por terminada a sua vida terrena. Mas este Deus esperava-o como ao Filho Pródigo. A misericórdia divina infinita será maior que a justiça. Basta José ter querido.
Apesar de tudo, os Cristão e outros crentes rezam pela sua alma e perdoam as suas ofensas. Enfim, somos humanos e queremos o bem de todos. E de estar juntos no Paraíso.
Sei que, hoje, acredita que Deus existe, que é o seu Pai e Criador. Que a Igreja, embora imperfeita nos seus membros da Terra, é sinal e presença de Cristo. Sei que, se fosse hoje, José Saramago teria tido outra atitude perante a Vida e perante o Mundo. Idêntico a qq pessoa que qd se apercebe q fez o mal,arrepende-se,pede perdão e quer compensar com o bem
 
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