Paulo Rangel encontrou mais um slogan forte anti-Sócrates - "precisamos duma verdadeira dessocratização" - mas não foi feroz contra Pedro Passos Coelho.
Uma das estranhezas deste Congresso é que não houve confronto directo, Rangel nunca mencionou os adversários, apenas deixou indirectas.
Se Passos é conotado com o mundo dos negócios, por via da sua carreira nos últimos anos e da sua proximidade a Ângelo Correia, Paulo Rangel avisa que o PSD e oa país precisam de ter no poder "alguém que não ceda aos interesses dos negócios".
O pavilhão de Mafra enche-se de aplausos mas o destinatário não tem rosto. Os mais duros ataques do candidato foram para José Sócrates, que associou a "um populismo tipo Chavez" e a quem já terá caído a "máscara do reformismo".
Dramático foi o apelo que Paulo Rangel lançou a cada militante: "cada um é dono e senhor do seu voto, e dono da sua própria mão, do polegar e do indicador com que irá votar"