Paulo Rangel subiu esta noite pela segunda vez ao palanque do Congresso de Mafra para arrancar um discurso mais conseguido que o primeiro que fez aos congressistas.
Nos dez minutos que falou (esta segunda ronda dos candidatos é mais curta que a primeira), Rangel conseguiu em alguns momentos empolgar os congressistas, com uma intervenção apoiada em quatro eixos essenciais:
-Puxar pela JSD, sempre ruidosa, elogiando o seu papel (o líder da jota já anunciara o seu apoio a Rangel e esta estrutura tem peso dentro do partido). Neste ponto falou da necessidade de libertar os portugueses do peso da dívida e da vontade de ver o país com uma classe média pujante e em que a mobilidade social seja uma realidade.
-deixar algumas bicadas a Pedro Passos Coelho (o seu principal adversário), como quando disse que "o PSD não é um partido liberal", numa referência ao posicionamento ideológico mais liberal do seu opositor. "O PSD não é o partido do Estado nem o partido do mercado. É o partido da sociedade".
-lançar o mote de um apelo para uma maioria absoluta laranja nas próximas eleições legislativas. "O PSD não tem nenhuma razão para não pedir uma maioria absoluta. Isto não é um sonho, é uma realidade ao nosso alcance".
-Por último, as presidenciais. Paulo Rangel arrancou aplausos dos congressistas quando disse que Cavaco Silva será sem reservas o candidato do partido. "É mesmo o melhor dos candidatos que um partido pode apresentar".