13/02/2012 atualizado às 8:28
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Queremos um emprego para os nossos pais!

Nos últimos anos, milhares de crianças e jovens viram o desemprego entrar pelas suas casas adentro. Na idade dos sonhos, muitos deram a volta ao problema e aprenderam a viver com muito menos. Clique para visitar o canal Life & Style.

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19:03 Domingo, 7 de fevereiro de 2010
Filipa e Sofia, 16 e 20 anos. Por causa do desemprego do pai, uma delas não tem cama, e a outra evita cefés e restaurantes, optando por conviver com amigos em casa ou em bancos do jardim
Filipa e Sofia, 16 e 20 anos. Por causa do desemprego do pai, uma delas não tem cama, e a outra evita cefés e restaurantes, optando por conviver com amigos em casa ou em bancos do jardim

Filipa não tem cama no quarto. Cresceu muito nestes últimos anos e, como não há orçamento familiar para comprar uma cama nova, dorme em cima de dois colchões. Não dá muita importância a isso. Aos 16 anos valoriza mais a posse da sua guitarra comprada à custa da poupança e gestão dos 15 euros de semanada que (ainda) recebe para todos os seus gastos pessoais. Mais cinco euros ganha Sofia, a irmã mais velha, de 20 anos, que tem aprendido a fazer esticar uma nota para sete dias.

 Quantias que o seu pai se esforça por lhes continuar a dar, embora esteja desempregado há dois anos, depois de quase três décadas a trabalhar ininterruptamente na Fábrica Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, onde era director de serviços."O pai tenta mostrar-se divertido e dá-nos tudo o que pode, mas sabemos que ele anda muito abalado. E nós puxamos por ele. Então? Não te podes ir abaixo. Tens de manter o pensamento positivo para as coisas boas acontecerem!", falam à vez estas irmãs, com uma boa disposição contagiante.

O pai responde com um sorriso apagado. "É duro uma pessoa levantar-se de manhã e não ter um objectivo, um estímulo, um lugar para onde ir." Aos 49 anos, João Hermenegildo tem-se aguentado com o subsídio de desemprego e com o apoio da sua mulher, que se mantém a trabalhar nas Faianças da Bordalo Pinheiro. De um momento para o outro esta família de classe média, com um rendimento mensal desafogado, passou a remediar-se com bastante menos. E anunciam-se tempos bem piores. Numa espécie de grito de revolta, este pai de família revela a encruzilhada por onde tem andado: "Sou demasiado velho para trabalhar e demasiado novo para me reformar. Estou a entrar na fase do funil. O horizonte estreita-se. Falta apenas um ano para o subsídio acabar e ainda não arranjei emprego. (pausa) É psicologicamente complicado. Não sei mais o que fazer. As empresas que me chamam através do Centro de Emprego roem a corda na hora de renovarem o contrato..."João Hermenegildo Santos faz parte dos mais de meio milhão de portugueses que estão actualmente no desemprego.

Os dados de Novembro do Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP) revelaram 61 mil novos desempregados inscritos nos centros de emprego, em relação a Outubro, segundo dados publicados pela Eurostat. Quer dizer que um total de 523,7 mil pessoas (10,3%) estão sem um posto de trabalho em Portugal. É a taxa mais elevada desde 1983, data em que começaram a existir estatísticas.

Os maiores gastos da família Santos vão para a filha Sofia. A frequentar o primeiro ano do curso de Naturopatia do Instituto de Medicina Tradicional (IMT), no Campo Grande, precisa de cerca de 250 euros mensais para as propinas, mais uma centena de euros para o passe do autocarro que a transporta todos os dias das Caldas a Lisboa."Sei bem as dificuldades que os meus pais estão a passar para que eu possa frequentar este curso. Privam-se de muita coisa para me proporcionarem um bom futuro. E já recorrem às poupanças que têm guardado. Por isso, mudei muito nos últimos tempos. Já não gasto dinheiro em ninharias. Ao contrário da maioria das raparigas da minha idade, não saio à noite, não tenho carta, nem carro, não vou a cafés, não frequento restaurantes, não compro roupa, nem jóias ou CD. Estou a tornar-me noutra pessoa. Mais simples", conta Sofia, que já trabalhou em call centers, balcões de loja e até na apanha da fruta, para ajudar ao orçamento da casa.

Ao seu lado, Filipa revela um sorriso metálico desconcertante antes de partilhar os seus passatempos (económicos) preferidos: "Comprar algo no supermercado e lanchar com amigos num jardim ou ver um filme em casa de alguém." Apesar de estar a atravessar a adolescência, lida bem com o facto de ser das poucas do seu grupo que não tem dinheiro para comprar roupas novas ou para sair à noite. "Calhou que a maioria dos meus amigos tenha bastante mais do que eu. Mas não me sinto inferiorizada. Cada um gasta o que pode. E eu sei de colegas que soltam cerca de 100 euros para tomarem uns copos numa qualquer discoteca, em Lisboa. Dá para acreditar? Acho ridículo miúdos da minha idade fazerem gastos tão grandes. Os seus pais não lhes ensinam a valorizar o dinheiro? Olhem, nós passámos a ser especialistas na arte da gestão!"Dito isto volta a escancarar um sorriso feito de braquetes. As irmãs recordam os tempos em que passavam os Verões fora da cidade. "Era tão bom sentir o ar das férias. Tínhamos o hábito de passar uns 15 dias no Algarve ou no Sul de Espanha. Agora, passamos os Verões inteiros aqui entre a vila de A dos Negros e as Caldas. Não temos outro remédio. É desolador", contam entre dentes. Ao contrário da irmã, Sofia confessa que a maior parte dos seus amigos são filhos de pais desempregados. "Dou-me com pessoas de um baixo estrato social. Todos andamos tesos e ajudamo-nos mutuamente. Trocamos ideias de poupança e chega a ser divertido", esclarece. Na idade de todos os sonhos, Sofia ambiciona gerir uma empresa de naturopatia em nome próprio. Já para a irmã Filipa, o futuro ainda é uma terra distante. Importa é viver o hoje e o agora. "Talvez vá estudar para fora, experimentar trabalhar por lá. Logo se vê..."

Maura, a determinada

Maura, 14 anos. O desemprego da mãe fê-la ir viver para casa dos avós, onde partilha a cama com a progenitora. Tem pouca roupa e não pode ir a festas de aniversário porque não tem dinheiro para dar prendas
Maura, 14 anos. O desemprego da mãe fê-la ir viver para casa dos avós, onde partilha a cama com a progenitora. Tem pouca roupa e não pode ir a festas de aniversário porque não tem dinheiro para dar prendas
"A maior mudança que aconteceu até agora na minha vida foi ter deixado a minha casa. Antes, eu tinha um quarto só para mim, onde lia, ouvia música, dançava. Até tinha uma secretária com um computador onde estudava, desenhava, escrevia. Mas há três anos a minha mãe ficou desempregada e, como está divorciada do meu pai, tivemos que abandonar a nossa morada e mudar-nos para aqui, para o apartamento dos meus avós. Agora divido uma cama com ela num quarto comunitário. Mas não dá para ficar triste para sempre! Aqui também posso ser feliz!"

O discurso fluente e irónico de Maura Leandro é desarmante. Os seus 14 anos já têm muita história para contar. E nem o facto de estar pela primeira vez frente a dois jornalistas a inibe de explicar as voltas que a sua vida tem dado desde que a sua progenitora ficou sem qualquer fonte de rendimento. As suas mãos não param quietas. As ideias disparam da sua boca ao ritmo de balas. "É chato não poder trazer os meus amigos cá a casa, não ter mesada, não poder ir às festas de aniversário dos meus amigos porque não tenho dinheiro para lhes dar uma prenda nem para pagar uma refeição num restaurante. Tenho pouca roupa. Apenas um par de ténis e um par de calças e nem há dinheiro para comprar uns chinelos de quarto. Mas há quem esteja pior do que nós. Não me devo queixar. Também sei que há quem tenha os pais desempregados, mas continua a ostentar roupas de marca. Felizmente não sou assim." Sorri. E logo depois esconde a cara entre as mãos num acesso momentâneo de vergonha e pudor.

A mãe, Dina Maria Inácio da Costa, 45 anos, devolve-lhe um olhar cúmplice. Farta dos empregos mal pagos, e após um período a subsistir com o subsídio de desemprego, Dina tentou a sua sorte como empresária ao abrir uma "loja de pequenos presentes", na zona de Castelo Branco. Para isso socorreu-se de um empréstimo que pediu ao Banco. Mas a crise foi demolidora para o negócio, obrigando-a a fechar as portas. Hoje depende inteiramente da ajuda dos seus pais. Passa os dias à espera que o seu telefone toque com uma resposta do IEFP, através do qual completou um Curso de Técnicas de Apoio à Gestão.

Maura acredita no valor da mãe e desdramatiza a situação. "O meu caso não é grave porque tenho o suporte dos avós e na escola almoço gratuitamente na cantina por estar no escalão A do Subsídio de Acção Escolar (SAS). Quanto à minha mãe está a fazer o que é preciso. A formação valorizou-a profissionalmente e assim passou a poder candidatar-se a mais e melhores empregos." No futuro, Maura imagina-se a ingressar na universidade onde quer seguir a via política ou de assistência social. "Quero fazer algo por Portugal." O que faria se estivesse no poder? "Investia em obras públicas. Quando um país está em crise o Estado tem que investir dinheiro em obras públicas que criem novos postos de trabalho. O TGV é bom, criará empregos, mas é preciso muitos mais."

Sara, vítima de bullying

Sara, 14 anos. Evita pedir dinheiro para ir às visitas de estudo, sonha com uns ténis novos, um mp4, aulas de dança e uma playstation como a dos colegas
Sara, 14 anos. Evita pedir dinheiro para ir às visitas de estudo, sonha com uns ténis novos, um mp4, aulas de dança e uma playstation como a dos colegas
Foi em Junho passado que Ana Maria Supico foi parar ao desemprego, junto de mais 170 operárias, com o encerramento da fábrica de confecção Mateus & Mateus. Meses depois, logo a partir do início deste ano escolar, os dias da sua filha Sara, de 14 anos, começaram a tornar-se cada vez mais difíceis. Nem tanto pelo facto de não ter o MP4 que tanto deseja, ou por não frequentar as aulas de dança que há muito os pais lhe prometeram pelas boas notas, mas porque passou a ser vítima de bullying por parte de alguns colegas da escola que frequenta em Castelo Branco. "Gozam-me. Chamam-me feia, gorda e pobre. E dizem a toda a gente que não tenho casa, nem carro." Com um ar inocente de "lolita", sublinhado pelos óculos e tranças, assume que já fingiu ter uma playstation 3 e outros gadgets só para se sentir mais integrada na escola. "Sinto-me muitas vezes de parte por não ter o que os outros têm. É bom estar com a minha mãe em casa, mas tenho medo que o pai e a mãe deixem de conseguir sustentar-me a mim e ao meu pequenino irmão de oito meses."

Teresa, a cinéfila

Teresa, 7 anos. Tem poucos brinquedos e anda há muito a pedir à mãe para a levar ao cinema para ver o filme «Alvin e os esquilos»
Teresa, 7 anos. Tem poucos brinquedos e anda há muito a pedir à mãe para a levar ao cinema para ver o filme «Alvin e os esquilos»
"Ó mãe porque é que não trabalhas como as outras mães?" Esta é uma pergunta recorrente que a pequena Teresa, de 7 anos, faz a Cláudia Ferreira por a ver diariamente desalentada pelos cantos do apartamento vazio, em Alcochete. E, embora Cláudia responda à filha que está à procura e que em breve vai trabalhar, a verdade é que está cada vez menos confiante. "Estou com uma idade crítica para arranjar emprego. Tenho 36 anos e normalmente os anúncios pedem pessoas até aos 35 anos. Preferencialmente sem filhos ou com horário flexível. Ora com uma filha de 7 anos e outro de 2, como vou conseguir corresponder a isso?" Apesar de ter experiência como recepcionista e escriturária, como lhe falta só mais um ano para usufruir dos 420 euros de rendimento social, já se prepara para se candidatar a serviços de limpeza. "Estou determinada em arranjar emprego." Talvez a partir daí Teresa passe a ir mais do que uma vez por ano ao lugar que mais gosta: o cinema.

Publicado na Revista Única do Expresso de 30 de Janeiro de 2010

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Uma outra obesidade
Malekas (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 9:25 | Domingo, 7 de fevereiro de 2010
O desemprego constitui uma chaga de proporções incalculáveis. Resulta de uma concepção míope do que deve ser o trabalho. O lucro como fim último, ditou uma data de calamidades sociais, entre as quais destaco o desemprego. Impressionou-me o testemunho das raparigas. O sofrimento hoje das pessoas (mais os jovens) passa tristemente por não terem...aquilo que os outros têm. É de uma crueldade tremenda segregar as pessoas e catalogá-las por aquilo que têm ou deixam de ter. Falta-nos uma cultura orientada para a sobriedade e para a frugalidade. Estamos todos cheios de coisas sem saber muito bem para que servem. Sobra-nos em "coisas" aquilo que nos falta em filosofia de vida. Estamos "gordíssimos" de tanto termos. Não vejo sinceramente que aqueles e aquelas que têm muitas coisas sejam mais Felizes. Mas isso é outra estória.
 
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Histórias Familiares
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:50 | Domingo, 7 de fevereiro de 2010
Estas narrativas parecem-me muito significativas. Em primeiro lugar, porque identificam, ainda que talvez de um modo não suficientemente dramático para fazer "história", o drama que é o desemprego, sobretudo para pessoas com idades como as aqui representadas. O desemprego é um gravíssimo problema social; o direito à felicidade, ou seja à realização pessoal, passa antes de mais pelo direito ao trabalho; negar o trabalho a alguém é um assunto muito grave. Na verdade, a sub-utilização da capacidade de trabalho dos seus cidadãos é um dos maiores problemas que as nossas sociedades modernas enfrentam. Este é um problema que, urgentemente, tem de estar em cima da mesa de todos os decisores: daqueles cujas decisões têm impacto macroeconómico; daqueles e daquelas cujas decisões afectam a vida de pessoas e familias muito concretas, como as acima representadas; ou ainda mais, como os milhares daqueles que nem sequer bóia de salvação têm, sejam quais forem as razões para tal. Mas há um segundo aspecto nesta "história" que desejo salientar, e esse é o que dizem as jovens, as filhas dos casais afectados. Muitas vezes nós podemos pensar que os jovens de hoje andam todos com a "cabeça no ar"; evidentemente, há muitos e muitas, sobretudo filhos e filhas da assim chamada "gente bem" que, realmente, andam com a "cabeça no ar", como aqueles e aquelas que, num fim de semana, gastam centenas de Euros para se divertir. Não assim as jovens representadas. Confio, por isso, que elas vão dar Mulheres!
 
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...
Mr. Jolie (seguir utilizador), 1 ponto , 19:33 | Domingo, 7 de fevereiro de 2010
É deselegante enumerarem meia dúzia de casos, sendo a maioria parvos quando se fala de um problema social enorme que infelizmente tanto lar afectou de uma forma tão mais violenta. Não gostei.
 
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    Re: ...    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 9:43 | Quarta feira, 10 de fevereiro de 2010
"A idade do funil"
JCCC (seguir utilizador), 1 ponto , 20:31 | Domingo, 7 de fevereiro de 2010
Este é para mim o maior drama.

Conforme um dos entrevistados referiu, é um enorme golpe na dignidade e na auto-estima de alguém ao sentir-se desvalorizado e excluído do mercado de trabalho por volta dos 40 anos (senão antes).

Numa fase da vida em que é suposto ter atingido o equilíbrio económico e familiar tão importantes, cortam-se as hipóteses de pelo menos provar que se tem competência e capacidade de aprendizagem para ser uma mais-valia.

Basta ver os anúncios de emprego/trabalho para perceber que quem se encontra nesta faixa etária tem um enorme drama pela frente.
Para estes, que perdem o seu trabalho, vai ser preciso coragem, perseverança e um grande apoio familiar para conseguir prosseguir.

É esta a sociedade em que vivemos nos dias de hoje.
Este não é um País para a meia-idade.
 
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rendimento incondicional mínimo
semi (seguir utilizador), 1 ponto , 20:57 | Domingo, 7 de fevereiro de 2010
O Estado é responsável pelo desemprego e pelas pessoas que vivem sem rendimentos. Todo o cidadão deve ter direito a um rendimento mínimo quer trabalhe quer não trabalhe. A Terra e a Sociedade são de todos e não só de uns quantos possuidores previligeados.
 
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Bravo!
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 22:18 | Domingo, 7 de fevereiro de 2010
Andamos tão distraídos com "Faces Ocultas", "Escutas" e quejandos que por vezes nos esquecemos dos dramas que resultam do desemprego e estes casos relatados. apesar de tudo, nem parecem ser os mais dramáticos.

É certo que o governo se tem desdobrado em apoios e subsídios, com impacte do défice orçamental, mas também é certo que dificilmente alguém conseguira sobreviver com eles.

Ao crime cometido por alguns empresários que em nome da crise aproveitam para se verem "livres de responsabilidades" não hesitando em mandar famílias para o desemprego, soma-se a grande dificuldade em escoar produções vocacionadas para a exportação (são esses negócios que poderão melhorar o resultado da nossa balança de pagamentos). O governo (este ou outro) deverá repensar toda a estratégia da política macroeconómica.

Por outro lado, é tempo de as famílias compreenderem que não poderão continuar infinitamente a gastar mais do que aquilo que têm e passarem a educar as novas gerações no sentido de afastá-as do consumismo puro e duro. Que sentido faz "pagar a publicidade de uma marca" comprando um produto mais caro só porque ostenta a tal marca?

Eduquei os meus filhos a comprar - quando era necessário - aquilo de que gostavam esquecendo as marcas. Eles não são posters publicitários e muito menos deverão pagar para sê-lo! Actualmente fazem o mesmo com os seus filhos e não se dão mal.

 
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Queremos bons valores e educação dos nossos pais!
Tempestuosa (seguir utilizador), 1 ponto , 1:20 | Segunda feira, 8 de fevereiro de 2010
A crise toca a todos mas por favor,tenham noção daquilo que dizem.. Alguém com 20 anos não é uma criança e existe muita gente com essa idade que já vive por sua própria conta.
Seja como for,num momento de crise absurda,que se transforma até em notícia,não comprendo como é que estas jovens continuam a ter semanadas sem terem sequer uma cama... Não seria sensato juntar esse dinheiro?Poupá-lo e investir em algo útil?
Eu sou uma jovem de 20 anos,não tenho pai e desde os 18 que consigo sustentar-me e ainda estudar.Daí que de certa forma me questione com o porquê deste tipo de notícia.
Outra coisa intrigante,e não é que seja o caso das pessoas entrevistadas,parece-me ser o facto de vários adultos sem qualquer formação académica e condições financeiras estáveis,continuarem a optar por ter filhos.Não seria boa ideia se pensassem duas vezes antes de colocar essas crianças no mundo?
Quanto ao bullying ,acho que todos sabemos que é algo com que as crianças e jovens lidam com muita frequência e não necessariamente por motivos ligados a pobreza.Uma criança que tenha uma vida desafogada pode por exemplo ouvir dizer "tu és um menino da mamã".Cabe aos pais darem bases aos filhos para se tornarem pessoas decididas,compreensivas e não alguém que se deixa esmorecer porque "todos têm uma playstation menos eu".
Não quero com isto dizer que a crise não chegue a todos,mas estes casos não revelam nem metade daquilo que é realmente pobreza e sofrimento.
 
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O polvo da corrupção assaltou o poder
águiadois (seguir utilizador), 1 ponto , 10:06 | Segunda feira, 8 de fevereiro de 2010
Dos politicos que tem ocupado o poder,se envolvem em escandãlos de corrupçao,sacam o mais que podem do orçamento e empregam milhares de afilhados,a juventude portuguesa não pode esperar muito .Claro que também há gente honesta e é nessa que está a esperança para que este pântano acabe.O 25 de Abril teve os militares á cabeça:a situação hoje é diferente, a tropa está profissionalizada e ganha bem.Cabe agora á sociedade civil tudo fazer para pôr na rua das instâncias do poder os que contribuiram para a situação ruinosa em que o País se encontra e por tabela a Juventude.Sempre generosa , atenta e solidária é nela que assenta a garantia da própria independência nacional .
 
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E que tal os pais em fez de emprego pensarem em...
Sakata (seguir utilizador), 1 ponto , 8:35 | Quarta feira, 10 de fevereiro de 2010
....trabalho e mesmo em cirar riqueza começando com um pequeno negócio mesmo que pequeno ?!!! É que com esta gente e esta mentalidade, não se vai a lado nenhum......

Milhares de chulecos e energumenos criam Leis e "regras" mas empregos com capitais próprios é mentira. Isso é para outros......A UE está a afogar-se em sacanagem que se não fosse carreira política/sindical nem para lavar esgotos serviam.
 
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Lindas histórias portuguesas, com certeza ...
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 9:40 | Quarta feira, 10 de fevereiro de 2010
Mas é disto que a oligarquia portuga gosta, foi esta a TRADIÇÃO que tentaram a todo o custo RECUPERAR durante os anos de vacas gordas, em que a direita tanto atacou o 25 de Abril e as suas políticas socialistas. É destes "pobrezinhos" que a classe política portuga tanto precisa e que António Lobo Antunes tão bem retratou nos seus livros. É certo que são pobrezinhos ligeiramente diferentes dos de Lobo Antunes, já não andam tão descalços, embora utilizem os mesmos sapatos todos os dias, até as solas ficarem gastas. E é verdade também que já não são apenas o OBJECTO da CARIDADEZINHA católica, mas até, pasme-se, de ateus e de outras seitas mais ou menos secretas ...
 
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