O nojo não é Gordon Brown ter desabafado com um assessor sobre uma eleitora mais chata
no remanso do seu carro. O nojo é ter-se feito notícia deste desabafo escutado indevidamente, e ter-se esfregado na cara da pobre senhora o comentário privado do futuro ex-primeiro-ministro britânico para criar sensação. Havia alguma necessidade de fazer isto à senhora? O debate democrático em Inglaterra ganha alguma coisa com esta indecência? Que nojo.
Este modo doentio, patologicamente doentio, dos mass media de hoje é fortemente anti-democrático; indecentemente anti-social; politicamente absurdo; socialmente destrutivo; culturalmente abaixo de zero; mentalmente curtíssimo; espiritualmente sem ponta por onde se lhe pegue; deontologicamente incorrecto; jornalisticamente indigno; humanamente indecoroso; moralmente inaceitável; psicologicamente bronco; efectivamente tolo. Um nojo, portanto. E se isto continua assim, o nojo um dia destes será tal que ninguém aguentará o mau-cheiro, todos se lamentarão da dignidade perdida, todos deverão chorar a miséria dos tempos que correm. E um jornal, estação de rádio ou de TV que aceita publicar um suspiro mais forte, uma ventosidade como esta agora em Inglaterra, deveria ser um jornal, rádio ou TV a desprezar, a meter pura e simplesmente na gaveta das inutilidades. Sobretudo na gaveta das inutilidades para a Democracia. Infelizmente, este nojo vê-se todos os dias: nas escutas, nos segredos segredados aos quatro ventos, nos abusos de opinião, na falta de respeito pelos outros. E um político, lá por ter a infelicidade de o ser, merece mais respeito, merece mais consideração do que aquela de Gordon Brown acaba de ser mais uma vez objecto. Sobretudo porque é bem possível que ele nem sequer tenha faltado à verdade! Claro, ninguém tem o direito de fazer comentários depreciativos sobre ninguém; mas tampouco alguém devia ser punido por simplesmente dizer o que pensa quando abre a boca. Eu acho!
Ora, o artigo "Que nojo" é simplesmente vazio de expressão, pois que a eleitora disse, dentro da liberdade de expressão, o que pensava de determinada situação; o primeiro ministro, um político, é que não usou da liberdade de expressão, para o contraditório e, assim, mais parece um E.T., incomodado com a voz dos eleitores. Agiu, como muitos agem e como é de costume, nos bastidores. E, o articulista, pretendeu ser mais realista que o próprio rei. Dos três, com certeza, o articulista é o menos liberal.
Mais uma não notícia... sim? Disse? E a mulherzinha não lhe virou as costas a meio também?
Já agora, a Europa necessita de líderes, é verdade, há muito tempo que não os tem, nem Gordon Brown é um deles. No entanto quem lhe quer o lugar a socorrer-se de manobras destas também não é um líder... é só mais um mentecapto na fila.
Porquê nojo? Isto é normal? Em Portugal, o mais velho aliado(?) da Inglaterra, o PM, Eng- José Socrates não chega ao restaurante e começa a falar do que lhe apetece e ninguém se espanta!! São tudo conversas particulares e o que os cidadãos têm que fazer é meter tampões (tapulhos) nos ouvidos. Deve ser dos hamburgers e batatas fritas do McD.
Só para, juntando-me á equipa dos enjoados com tanta "porcaria noticiada, ir mais longe e deixar claro que TODOS mas mesmos todos, sem descriminar qualquer pessoa anonima ou o mais publico dos publicos, tem de ter direito a tecer os comentarios e desafafos que qualquer ser humano normal faz! todos os fazemos! sem que isso seja objecto e extravasar da esfera privada.
A publicação tem de obdecer á autorização
A estratégia inquisitora e purgatória do jornalismo actual "NOJENTA" que retira ao ser humano o direito à privacidade dos seus desabafos é inadmissivel e destruidora de qualquer modelo modelo de organização social, haja quem emita um ultimo desabao e diga, a esses individuos ou organizações que são capazes de se enfiarem na sanita de uma pessoa só para medir e divulgar a intensidade do "PEIDO" de qualquer figura publica. BASTA , VÃO A MER... e façam lá a ultima pagina antes de ...