O conselho de administração da PT ainda não decidiu onde vai utilizar a diferença entre o montante obtido com a venda da Vivo (7,5 mil milhões de euros) e o que gastará com a compra de 22,4% da Oi (3,75 mil milhões), afirmou o presidente executivo da PT, Zeinal Bava.
Bava garantiu que a PT "vai continuar a ter uma presença estratégica forte no Brasil".
Quando questionado sobre se há ou não o risco de não se concretizar o acordo de entrada na Oi, referiu que "são operações de mercado, estamos confiantes de que vamos concluir essas operações com sucesso e em pouco tempo".
"Acreditamos que é uma excelente solução para a PT, que garante a nossa independência a médio e longo prazo", acrescentou.O acordo entre a PT e a Oi prevê a entrada desta empresa no capital da PT. Questionado se isso implica a saída da Telefónica da PT, Zeinal Bava referiu que a Telefónica já reduziu a sua posição, tendo nesta fase cerca de 2%. Os dois administradores nomeados pela Telefónica irão assim abandonar a administração da PT.
Henrique Granadeiro, presidente da administração da PT, confirmou que houve contactos com o Governo no decurso das negociações que conduziram à saída da Vivo e à entrada na Oi. "Se houve contactos com o Governo, obviamente que sim pois o Governo é acionista de referência da PT".
Disse também que as "declarações enfáticas" do presidente brasileiro Lula da Silva e do primeiro-ministro José Sócrates ajudaram a que fosse encontrada uma solução para o impasse que se verificava em torno do controlo futuro da Vivo.
Granadeiro recusou fazer comentários sobre declarações de acionistas, nomeadamente a de Ricardo Salgado, presidente do BES, que a dado momento afirmou que "tudo tem um preço, menos a honra".