Quem vê um congresso do PSD fá-lo com a certeza que assistirá a momentos hilariantes. Mas desengane-se quem pensa que o confronto se fará entre opções políticas. Em tempos, ainda havia as moções onde se podia ler uma ou outra linha política que, embora secundarizadas, ainda eram submetidas a votação. Agora elege-se o líder.
Ninguém se interroga sobre a organização democrática do partido. A eleição do líder transportará a posição do partido sobre matérias determinantes como as privatizações, o TGV ou o PEC. A partir do momento em que o líder toma posse, os militantes, terão de gramar com cada palermice que os líderes entenderam defender durante o processo eleitoral, imagine-se o terror do militante que perceba alguma coisa de ordenamento do território a visionar as CCDR's transformados em Secretarias de Estado ou os banqueiros laranjas a pensar que a CGD pode ser privatizada...
Mas desengane-se quem teme que estas eleições possam definir qual o próximo primeiro ministro de Portugal. A acreditar nos estudos de opinião parece que o PS está longe de deixar de ser o partido mais votado, ainda que a popularidade de José Sócrates decresça a olhos vistos.
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