I. Há um dado positivo, muito positivo, que não tem sido salientado com a devida atenção: no PSD, parece existe um consenso na área económica. Paulo Rangel e Passos Coelho dizem o mesmo: devemos acabar com a promiscuidade entre público e privado. Para mim, esta é a melhor notícia desta campanha. Seja qual for o vencedor, não há razões para o PSD não apresentar um programa forte com as seguintes metas: fim das golden share, privatizações, regulação realmente forte.
Ou seja, um PSD realmente diferente do PS pode estar a caminho
.
II. Por outro lado, é bom ver que Paulo Rangel iniciou o debate que vai, a seu tempo, gerar outro consenso: é preciso uma ruptura com o "eduquês" na escola pública. O discurso de ruptura na educação, por parte de Paulo Rangel, é a grande novidade política desta "campanha". É um discurso que já existia nos media
, mas é a primeira vez que aparece em força num responsável político. É preciso rigor. É preciso acabar com o facilitismo
. E, por outro lado, é preciso dar autonomia às escolas. É preciso libertar os professores da tutela castradora do ministério
.