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PS recua na distribuição de preservativos nas escolas

O acesso a meios contraceptivos ficará dependente da decisão tomada em cada escola, em articulação com o centro de saúde.

Isabel Leiria
13:51 Quarta feira, 27 de maio de 2009

O acesso a contraceptivos nas escolas vai ficar dependente da decisão do gabinete de apoio aos alunos de cada estabelecimento de ensino e do centro de saúde local. É esta a versão final da nova lei da Educação Sexual, hoje aprovada na especialidade no Parlamento.

Na versão inicial da proposta socialista dizia-se que os gabinetes de apoio existentes nas escolas deviam "assegurar aos alunos a distribuição gratuita de meios contraceptivos não sujeitos a prescrição médica". Depois da polémica gerada, inclusivamente dentro do próprio PS, os deputados reformularam este ponto, obrigando à existência de uma "articulação [dos gabinetes de informação e apoio das escolas] com as unidades de saúde".

"A lei permite que os gabinetes avaliem e actuem de forma diversa consoante o caso. Não faz sentido ir para além disto no projecto de lei", explicou o socialista Pedro Nuno Santos, um dos subscritores da proposta, quando interrogado pelos jornalistas.

A ideia, adiantou o deputado, foi a de "procurar consensos internos e na sociedade". Ainda assim, no Parlamento o desacordo foi total, com todos os partidos a votarem contra a nova formulação deste artigo.

Miguel Tiago, do PCP, acusou o PS de fazer "o já habitual processo de recuo, cedendo ao lado mais conservador".

"A ideia é interessante do ponto de vista eleitoral, mas perigosa em termos de qualidade legislativa", criticou por sua vez Pedro Duarte, do PSD, contestando a formulação ambígua deste ponto do diploma, susceptível de criar as mais diferentes interpretações em cada escola.

"Isto vai ou não impedir as escolas de fazer a distribuição de preservativos aos estudantes?", questionou a deputada do Bloco de Esquerda, Ana Drago, lembrando que este é o método contraceptivo mais seguro para prevenir doenças sexualmente transmissíveis e gravidezes não desejadas e que não necessita do aconselhamento de qualquer técnico de saúde.

A pergunta não obteve resposta dos socialistas dentro da Comissão Parlamentar, mas à saída, perante a insistência dos jornalistas, Pedro Nuno Santos afirmou: "Depende da situação [de cada aluno] que está em causa e da articulação com o centro de saúde".

À direita, o CDS-PP e o deputado independente José Paulo de Carvalho congratularam-se com o recuo do PS nesta matéria, mas reforçaram a sua convicção de que a distribuição de contraceptivos não é função das escolas.

A nova lei da Educação Sexual deverá entrar em vigor no próximo ano lectivo, mas as escolas terão mais um ano para criar os gabinetes de apoio e informação aos alunos que terão de funcionar, pelo menos, durante uma manhã e uma tarde por semana.

Quanto à carga horária da Educação Sexual, os alunos do 1º e 2º ciclos terão um mínimo obrigatório de seis horas anuais, enquanto nos restantes o tempo dedicado a esta matéria será de 12 horas.

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O Estado a recuar
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 18:14 | Domingo, 2 de maio de 2010

São as famílias de condição social mais baixa, as famílias onde os progenitores possuem uma escolaridade reduzida e as famílias dos meios mais pequenos e fechados que têm tendência a assumir posições fortemente conservadoras, retrógradas e moralistas, essencialmente porque ainda estão sob os efeitos da influência da norma católica.

São estas famílias que vão ser chamadas a entrar em conflito com as Escolas dos seus filhos, porque o Estado decide recuar e entregar nas mãos de cada Estabelecimento de Ensino a decisão de fazer o que entender. Uma escola, frequentada por alunos cujas famílias sejam de classe social baixa, irá encontrar-se perante uma pressão moralista indigente e desnecessária para o seu bom funcionamento.

Já não basta termos de aturar situações em que os pais e as mães vão à escola para insultar ou mesmo agredir fisicamente os professores por não concordarem com as notas dos filhos, agora também vamos ter ó Diácono Remédios a organizar manifestações à porta das escolas por causa da educação sexual dos jovens.

De quem herdámos este miserável peso moralista que temos em cima dos ombros? De uma instituição hipócrita e mentirosa que acha que se devem manter os jovens na ignorância da sexualidade. Quem sabe, talvez para mais facilmente abusarem delas, como se viu recentemente nos colégios irlandeses, onde a Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana tudo fez para conseguir silenciar os nomes dos padres que abusaram das crianças durante anos. Hipócritas!
 
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dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:51 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
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Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 20:32 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
    Re: O Estado a recuar    Ver comentário
papadk (seguir utilizador), 1 ponto , 20:46 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
    Re: O Estado a recuar    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 21:00 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
    Re: O Estado a recuar    Ver comentário
papadk (seguir utilizador), 1 ponto , 22:47 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
    Re: O Estado a recuar    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 23:02 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
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BRAHMOS (seguir utilizador), 1 ponto , 18:00 | Terça feira, 23 de março de 2010
    E querem fazer o quê???    Ver comentário
raiderx (seguir utilizador), 1 ponto , 9:54 | Segunda feira, 1 de junho de 2009
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Kinikós (seguir utilizador), 1 ponto , 19:40 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
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Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 20:43 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
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Kinikós (seguir utilizador), 1 ponto , 21:01 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
    Re: O Estado a recuar    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 22:08 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
    Re: O Estado a recuar    Ver comentário
Kinikós (seguir utilizador), 1 ponto , 0:14 | Quinta feira, 28 de maio de 2009
    Re: O Estado a recuar    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 11:32 | Quinta feira, 28 de maio de 2009
    Re: O Estado a recuar    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 12:02 | Quinta feira, 28 de maio de 2009
    Re: O Estado a recuar    Ver comentário
sabemius (seguir utilizador), 1 ponto , 18:44 | Quarta feira, 3 de março de 2010
    Re: O Estado a recuar    Ver comentário
papadk (seguir utilizador), 1 ponto , 20:22 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
    Re: O Estado a recuar    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 20:48 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
    Re: O Estado a recuar    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:17 | Sexta feira, 26 de junho de 2009
    Re: O Estado a recuar    Ver comentário
sabemius (seguir utilizador), 1 ponto , 18:38 | Quarta feira, 3 de março de 2010
NO CORREIO DE COIMBRA - O sexo e os cristaos
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 15:25 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
Quando a minha filha Isabel era pequenita, gostávamos de ir às livrarias e passar longos minutos a folhear livros infantis. Algumas livrarias têm espaços preparados para crianças, onde temos a possibilidade de perscrutar um mundo fantástico de cores, sons e cheiros que nos transportam para outra realidade. Aí, pais e filhos são convidados a mergulhar na inocência de uma infância feliz.
Foi numa manhã de sábado chuvosa que me deparei com livros sobre sexualidade dirigidos a crianças de tenra idade. Curiosa, folheei alguns. Inquieta, detive-me nalgumas partes. A certa altura, um autor dizia qualquer coisa como isto: “Todos os dias a tua mãe toma um comprimidinho para não ter mais bebés. Um dia, quando a tua mamã e o teu papá resolverem dar-te um irmão, ela parará de tomar esse comprimido…”.
No meu imaginário de criança, os comprimidos tomavam-se para tratar doenças. Aliás, a minha decisão de ser farmacêutica passou exactamente por aí: por conhecer bem o corpo humano para, através dos medicamentos, poder ajudá-lo a recuperar a saúde, sem, contudo, ter de me envolver directamente na relação médico-doente, para a qual não sentia particular vocação. “Medicamento versus doença” era o mote. Mas, neste caso, a situação estava invertida: a mãe da criança do livro, saudável, tomava todos os dias um comprimidinho para… não ter bebés; donde, uma criança inteligente facilmente conclui que ter bebés é… uma doença!
Regressando ao presente, verifico que, afinal, é exactamente esta a mensagem que atravessa toda a sociedade. Mais ou menos explícita, é ideia amplamente difundida a defesa da dissociação entre sexo e procriação. Como se fossem actos independentes. Endeusa-se o primeiro, recorrendo-se ao segundo apenas quando é necessário. Uma, eventualmente duas vezes na vida. E se, por acaso, de um acto sexual resulta um bebé… “que estranho, não era suposto; há que eliminar este produto da concepção!”
Cedo percebeu Karol Wojtyla a necessidade de apontar um caminho novo ao mundo, no âmbito da moral sexual. Foi com os jovens da sua paróquia de São Floriano, em Cracóvia, que, no início dos anos 50, começou, nas suas palavras, a “aprender a amar o amor humano”. Durante 25 anos, escutou, aconselhou e acompanhou os seus jovens jovens, que eram e se foram fazendo namorados, intelectuais, cientistas, noivos, filósofos e teólogos. E muitos casaram. Daí surgiram novas reflexões sobre o amor humano. Das suas questões e dificuldades, das muitas horas de confessionário e das conversas fora dele, nasceu um estudo célebre: “Amor e Responsabilidade”(1). A doutrina moral da Igreja era apresentada, pela primeira vez, não em termos do que é permitido ou proibido, mas a partir de uma reflexão sobre a pessoa. No contexto dos anos 60, ele sabia que era urgente apresentar as regras da moral católica como um itinerário que conduz homens e mulheres a uma maior realização de si próprios. Mais tarde, João Paulo II aproveitaria as audiências gerais de 4.ª-feira para, semana após semana, durante mais de quatro anos (de 5.9.1979 a 28.11.1984), explorar “Amor e Responsabilidade” de uma forma muito mais alargada, incluindo o ponto de vista teológico. Procurava, deste modo, responder aos problemas pastorais nascidos da publicação da Humanae Vitae, fornecendo os esclarecimentos necessários para se poder compreender até que ponto são bem fundadas as normas éticas aí enunciadas. Nascia assim a “Teologia do Corpo”, dedicada ao amor humano no plano divino(2).
Tenho-me questionado por que razão me suscita repulsa a ideia da obrigatoriedade da educação sexual nas escolas. Teoricamente, ela seria parte de uma educação para a saúde, e, como tal, benéfica do ponto de vista da preparação das novas gerações. Mas basta olhar para os manuais propostos ou para as manchetes de jornais dos últimos dias para perceber que não se trata de verdadeira educação sexual, mas antes de uns ensinamentos sobre como fazer sexo sem fazer bebés e sem ficar doente. Falta falar de Amor. Parece que os mentores dos projectos se esquecem de que, no ser humano, os aspectos biológicos e psicológicos se complementam para dar à sexualidade um duplo significado: não só o da transmissão da vida a novos seres, como também o da expressão do amor que se estabelece entre homem e mulher. O complexo funcionamento dos órgãos sexuais masculinos e femininos sugere essa dupla finalidade, na medida em que é da própria organização do sistema sexual humano no seu conjunto que resulta a possibilidade de ocorrer ou não uma gravidez num determinado momento da vida do casal.
Diz-se, no nº 12 da Humanae Vitae, que, “pela sua estrutura íntima, o acto conjugal, ao mesmo tempo que une profundamente os esposos, torna-os aptos para a geração de novas vidas, segundo leis inscritas no próprio ser do homem e da mulher”. São estas leis da natureza que precisamos de ensinar. E de aprender. A regulação natural da fecundidade é um meio concreto para se viver a sexualidade conjugal de um modo mais pleno. Por isso, o CADC propõe-se realizar um Curso de Métodos Naturais de Planeamento Familiar já nos próximos dias 30 de Maio e 20 de Junho. E promete, para breve, o aprofundamento, em Coimbra, da Teologia do Corpo de João Paulo II.
A não perder
 
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    Re: De elementar Justiça. A autoria é de    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 16:02 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
    Os Cristãos e o Sexo    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:45 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
    A falta de respeito dos 1500 já não incomoda?    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 20:53 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
    Re: A falta de respeito dos 1500 já não incomoda?    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:07 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
    Re: A falta de respeito dos 1500 já não incomoda?    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 22:55 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
    Re: A falta de respeito dos 1500 já não incomoda?    Ver comentário
sabemius (seguir utilizador), 1 ponto , 19:10 | Quarta feira, 3 de março de 2010
    Re: A falta de respeito dos 1500 já não incomoda?    Ver comentário
papadk (seguir utilizador), 1 ponto , 23:25 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
    Re: A falta de respeito dos 1500 já não incomoda?    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 23:30 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
ALTO CONSUMO.
4 DE DEZEMBRO (seguir utilizador), 2 pontos , 16:38 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
Os socialistas namoram, dão muitos beijinhos, mandam muitos bilhetinhos, mas depois falta-lhes energia.

O preservativo pode fazer falta, e é necessário com certeza, antes ou depois das aulas e nunca na escola. O esforço, a dedicação e a disciplina não podem ser transformados num gigantesco recreio.

O sexo ou tudo quando a ele esteja ligado, exige entrega, partilha, união e reciprocidade afectuosa. Isto contraria a concentração que o aluno deve ter na aprendizagem.

Eu entendo que, mesmo a educação sexual nas escolas, deverá ser ministrada por um grupo de médicos tutelados pelo Ministério da Saúde, destacados para o efeito. Confrontados com a realidade do nosso país, a mesma ministrada por docentes poderia originar constrangimentos ou relacionamentos indesejáveis no ambiente escolar.

Tudo pode ser feito, tudo deve ser ensinado mas, não vá o sacristão ensinar o padre a rezar a missa. A televisão, os jogos de computadores, o cinema são realidades infanto-juvenis que ultrapassam e balizam gerações. Hoje os embaraços atingem mais os pais do que os filhos.

Sendo vital nos dias de hoje, se toda a sociedade, incluindo os demagogos, substituíssem a palavra preservativo por fidelidade, sem falsos moralismos, teríamos com certeza uma educação melhor.

Vale mais uma campanha verdadeiramente organizada através dos meios massivos de Comunicação Social, do que uma educação sexual dada por gente não preparada para o efeito.

 
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"Coito/preservativo" interrompido
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:46 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
Era inevitável. A proposta, quer na forma, quer no conteúdo, não servia o sistema de ensino, impunha regras às famílias (que nunca foram tidas nem achadas), e era uma meduda de resultados totalmente imprevisíveis. Veremos agora o que fazem as escolas. Se reunem primeir com os pais ou se os conselhos executivos mais prepotentes, simplesmente optam por um si ou um não, consoante lhes der na gana. É que há professores depravados... como já sabemos até através de gravações...
 
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Passaram a batata quente para os prófs...ehehehehe
THUNDERSSTORM (seguir utilizador), 1 ponto , 14:34 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
vai ser bonito os papás e as mamâs dos meninos em guerra (mais uma) com os profs
 
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Apesar de tudo
Miranda07 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:46 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
Apesar de tudo, saúdo este recuo dos senhores deputados do Partido Socialista. Embora continue a pensar iníqua a política de incentivo à sexualidade precoce nas Escolas mediante a distribuição de preservativos, a solução encontrada parece-me minimamente aceitável, embora coloque o peso da decisão, e em certo sentido ainda bem, nas próprias Escolas e nos agentes de saúde e aconselhamento nelas presentes. Mas julgo também ser da máxima importância que os partidos com valores humanistas os mostrem em momentos como estes. Confundir os jovens com mensagens enganosas (o preservativo tem a sua função, mas pode ser terrivelmente enganoso) é algo que, em termos políticos, deveria ser seriamente "punido". De resto, a “sabedoria” de quem defende o preservativo a todo o custo não me parece ir muito para além da do vendedor da banha-da-cobra palancado sobre uma qualquer carroça no meio de uma qualquer feira semanal no que foi o nosso Portugal rural. Que isso aconteça no Parlamento, a mim, parece-me muito grave. Sendo verdade a notícia, permito-me felicitar a sabedoria que parece voltar a manifestar-se neste ponto tão sensível que é o da Educação Sexual nas Escolas de Portugal.
 
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Imperou o bom senso.....
Bairrada Vigilante (seguir utilizador), 1 ponto , 14:53 | Quarta feira, 27 de maio de 2009

Bem me parecia que a maioria do PS (que conta com muita gente equilibrada e com bom senso), apesar da "brilhante ideia" inicial partir dos "meninos radicais - JS", ainda que apoiados pelo PCP e BE, não permitiria a "barbaridade" nos moldes inicialmente apontados.

Claro que, em conjunto com os Centros de Saúde, com o mais amplo e desejável esclarecimento possível, tudo poderá ser diferente.

Muito diferente, mesmo.....

Imperou o bom senso e, sem dúvida também, a proximidade de eleições terá levado o PS a ser mais responsável e equilibrado.

As eleições, além de permitirem as salutares mudanças, também têm outros aspectos positivos.
 
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É melhor não recuarem muito...
nonamenun0 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:26 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
neste caso dos preservativos, pode ser perigoso!
 
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Não ponham os professores a falar (ensinar)de sexo
Aleb (seguir utilizador), 1 ponto , 21:55 | Quarta feira, 27 de maio de 2009
Não será melhor atribuir essa fução a um um expert que saiba explicar o que é o sexo e que este (tirando a prostituição) deve ser sempre acompanhado de amor e plena consciência da acção que se vai praticar?
Será que os professores têm idoneidade moral para falar com alunos sobre esse assunto? Sobretudo nos mais jóvens duvido dada a vida leviana que alguns levam. Hoje não se olha a meios para atingir fins e uma das armas é o sexo. O oferecimento. As funções do corpo humano têm de ser explicadas sim com a naturalidade de como funcionam os órgãos do nosso corpo. Talvez na aula de ciências. Mas só issso. Em casa, as famílias devem esclarecer os filhos de todas as dúvidas e de como se devem preparar NA HORA CERTA para evitar consequências não desejadas. E porque não no centro de saúde dar uma sabatina a quem requisitar preservativos gratuitos. Fazer os adolescentes perceber que se trata de amor e não de desejo carnal. Antigamente os rapazes de 15, 16 eram levados a uma tal madame Blanche para serem iniciados. As raparigas eram respeitadas pela sua condição de mulher. Não queiram criar um bando de jóvens fornicadores que não se auto-respeitam e que em termos de futuro não poderão sair boas rezes conforme já estamos a ver. Raparigas miudecas a oferecerem-se aos rapazes e os rapazes a comentarem que já "comeram" xxx.
Não tem a ver com os ensimamentos da igreja. Tem sim a ver com o auto-respeito.
Quanto a quem deve explicar o que é o sexo, não vá o sapateiro além da sua chinela.
 
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É fácil
LisQue2 (seguir utilizador), 1 ponto , 2:25 | Quinta feira, 28 de maio de 2009
Já têm os casos da Espanha... primeiro dar aulas de sexo, distrubuir preservativos para que a juventude (apenas uns miúd@s) tenha relações sexuáis sem consequências e, quando toda esta rapaziada comezar a ficar grávida... então mudar as leis do aborto para que miúdas de tão só 14 ou 16 anos possam abortar sem que os pais sejam informados disto...
 
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Aos puristas
Outubro1560 (seguir utilizador), 1 ponto , 7:34 | Quinta feira, 28 de maio de 2009
Como ainda há muitos que não os querem usar, não é preocupante :)

Acho imensa graça que os desejos de imbuír os jovens do amor humano impeça alguem de pensar que as DST e o mundo não se compadecem com esses detalhes... pelo menos por enquanto (não quero desanimá-los).

Em que mundo vivem?

Porque será que continuam a insistir em (não) dar aos outros aquilo que VOCÊS acham que eles (não) precisam?

Daqui a pouco o preservativo é um instrumento do diabo.

Pois se o inferno é aqui, senhores. Há que o encarar para lhe escapar. Sabe-se lá o que as "ovelhinhas" fazem quando fogem do curral. Pois é. Se as querem de volta o melhor será não excluirem o preservativo da equação.

E por favor, não dêem cabo do trabalho de tanta gente, preocupada em munir gente do mundo com as ferramentas que lhes permitem lidar com este mundo.

Bela ajuda este papa. Espalhou a mensagem e ela propaga-se como as demais infecções... extermínio selectivo, será?

Desde quando o preservativo é avesso ao amor humano? Basta querê-lo, não? Ninguém a quem não seja dada opção de escolha, poderá realmente escolher.

 
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