O comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil, Gil Martins, desvalorizou hoje o incidente com a GNR no exercício de Benavente, considerando que, num cenário real, "ter-se-ia resolvido a situação em cinco minutos".
Segundo Gil Martins, cerca de 20 elementos da equipa da GNR deveriam ter esperado no posto de comando pelos elementos da Protecção Civil municipal, o que acabou por não acontecer, tendo existido um desencontro.
"Num cenário real, ter-se-ia perdido cinco minutos, foi o tempo para resolver a situação", salientou o comandante.
O responsável disse ainda que a equipa da GNR participou num outro exercício feito em Porto Alto.
O grupo ficou fora do simulacro de sismo ocorrido hoje em Benavente, porque, segundo o oficial de ligação daquela força de segurança no exercício, não tinha a Protecção Civil à sua espera.
Segundo o tenente Eduardo Fernandes, os cerca de 20 elementos da GNR não tinham ninguém da estrutura local da Protecção Civil para lhes prestar as indicações quando chegaram ao local onde se ia desenrolar o simulacro.
"Até que se conseguisse o contacto com a estrutura local o tempo limite esgotou-se e a GNR já não actuou em Benavente", adiantou.
A força da GNR que deveria participar neste exercício era composta por elementos transportados por helicóptero e por via terrestre.