13/02/2012 atualizado às 16:53
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Simulacro de sismo

Protecção Civil admite que encontrou "algumas fragilidades"

O comandante operacional da Protecção Civil afirma que o simulacro de sismo fez com que fossem "detectadas algumas insuficiências".

14:40 Domingo, 23 de novembro de 2008

O comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), Gil Martins, disse hoje que o simulacro de sismo permitiu detectar algumas "fragilidades", como falhas de comunicação e de gestão de informação.

"Nos últimos três dias apreendemos e foram detectadas algumas insuficiências", afirmou Gil Martins na conferência de imprensa de balanço do simulacro de sismo que decorreu desde sexta-feira até hoje nos distritos de Santarém, Lisboa e Setúbal.

O responsável admitiu que foram "encontradas fragilidades". Falhas de comunicação e de gestão de informação foram algumas das "insuficiências" avançadas por Gil Martins, que apontou ainda, sem pormenorizar, lacunas no empenhamento de algumas entidades nos teatros de operação.

No entanto, salientou que "o exercício não foi feito para correr bem, mas sim para detectar as falhas e fragilidades".

Gil Martins acrescentou que "a aposta da Autoridade Nacional de Protecção Civil foi ganha com o finalizar do exercício", tendo marcado "um passo decisivo na aprendizagem" das autoridades envolvidas no simulacro.

"Se houvesse um sismo amanhã estaríamos melhor preparados do que no dia de ontem", realçou, adiantando que o simulacro teve como objectivo fundamental "localizar e eliminar estrangulamentos antes que um sismo real ocorra".

O exercício teve também como finalidade testar e introduzir alterações no Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico para a Área Metropolitana de Lisboa (PEERS-AML), que deverá ser aprovado pelo Governo até ao final de Março.

De acordo com o comandante operacional nacional da ANPC, todas as entidades envolvidas vão reunir-se ao longo desta semana para elaborarem um relatório, além de se realizarem reuniões finais para revalidar o PEERS-AML.

Baseado no sismo histórico de 1909 em Benavente, o "terramoto", com uma magnitude de 6.6/6.7, "abalou" os distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal às 15:50 de sexta-feira e gerou elevados danos materiais e humanos nos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal.

No final do exercício, o sismo fictício provocou 281 mortos, 895 feridos e 808 desaparecidos em 16 cenários que envolveram 2.835 operacionais, 854 veículos e 1.798 figurantes.

Lisboa, Vila Franca de Xira, Benavente, Seixal, Samora Correia, Porto Alto, centro histórico de Almada, Sintra e Barreiro foram as localidades onde decorreu o simulacro de sismo, que teve como cenários edifícios em colapso e soterrados, deslizamento de terras, vias de acesso bloqueadas e incêndios urbanos e florestais.

No exercício estiveram envolvidas 68 entidades, desde Bombeiros, PSP, GNR, Forças Armadas, Aviação Civil, INEM, Cruz Vermelha Portuguesa, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Polícia Judiciária, autarquias locais e Ministério Público.

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A utilidade dos simulacros
josemanuel (seguir utilizador), 1 ponto , 17:01 | Domingo, 23 de novembro de 2008
Sinceramente, custa-me a perceber qual será a utilidade dos simulacros. Nenhuma, na minha opinião. A segurança e a evacuação de catástrofes deve antes de mais de ser ensinadas nas escolas, e não impingidas às pessoas que querem circular livremente e podem só porque um grupo de pessoas lembrou-se de passar um fim de semana diferente.
 
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    Re: A utilidade dos simulacros    Ver comentário
Annia (seguir utilizador), 1 ponto , 18:50 | Segunda feira, 24 de novembro de 2008
Erros infantis e muito graves!
C$ (seguir utilizador), 1 ponto , 19:12 | Domingo, 23 de novembro de 2008
Erros graves: 1- O centro de operações geral não deveria situar-se em Sintra, zona ainda sob a influência de sismos. Para além do centro de operações geral deverá haver mais um ou dois outros centros secundários que deverão poder funcionar em qualquer altura real e situarem-se em zonas seguras e privilegiadas. 2 - Simular um sismo com influência em Lisboa e simular a utilização dos hospitais de Lisboa é outro erro infantil. 3- Simular um sismo com influência numa grande cidade como Lisboa e não ter previsto o uso do exército para dar as ajudas necessárias e fundamentalmente para garantir a segurança das áreas atingidas onde são normais os saques foi outra infantilidade. Já no tempo de Salazar havia um plano de intervenção para Lisboa em caso de sismo que previa entre outras coisas o seguinte. a) – Intervenção do exército; b) – Centro de operações na base aérea de Monte Real; c) – Uso dos frigoríficos do bacalhau na 24 de Julho e dos frigoríficos privados de Rio Maior para recolha dos mortos para futura identificação e enterro; d) – activação da brigada de voluntários que à altura eram subordinados à Legião portuguesa; e) - Rápida instalação de hospitais de campanha a montar rapidamente nas zonas limites de acidentes muito graves e mobilização de todos os meios médicos, equipamentos e de pessoal da área para além de transferência de meios humanos e materiais de outras áreas. ??????? Sugiro que as Senhoras e Senhores Jornalistas se desloquem ao Japão e procurem informar-se como estava artilhado o plano de intervenção para Kobe e como se desenvolveu depois do sismo. Ficarão a saber muito mais do que os nossos sábios da Protecção Civil.
 
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Adultos abrincar como crianças com coisas sérias!
C$ (seguir utilizador), 1 ponto , 19:19 | Domingo, 23 de novembro de 2008
Adultos abrincar como crianças com coisas muito sérias. Que Deus nos livre destes incompetentes que em caso de sismo ainda intensificarão mais a catástrofe!
 
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