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Promover a mudança disruptiva

Luís Todo Bom* (www.expresso.pt)
8:00 Quarta feira, 28 de outubro de 2009

Clayton Christensen, o pai da inovação disruptiva, depois de escrever "O Dilema do Inovador" e a "Solução do Inovador", publicou o seu último livro "Seeing What's Next", em que desenvolve um novo modelo para a mudança nas organizações.

As bases conceptuais da obra de Christensen suportam-se em três teorias sobre o processo de inovação.

- A Teoria da Inovação Disruptiva, que refere as situações em que novas organizações usando inovações relativamente simples, convenientes e de baixo custo podem criar crescimento e vencer incumbentes mais poderosos;

- A Teoria dos Recursos, Processos e Valores, que estipula que os recursos, sobretudo do conhecimento, os processos ligados à actividade da organização e os valores que tornam a organização um corpo coeso, colectivamente, definem os seus pontos fracos e fortes no ambiente competitivo;

- A Teoria da Evolução da Cadeia de Valor, que estabelece os princípios de avaliação das opções do desenho organizacional, de modo a garantir um modelo competitivo de sucesso.

Christensen considera que a aplicação destas teorias ao passado das organizações permite, se convenientemente usadas, prever o seu futuro e que as teorias da inovação podem ajudar a prever alterações globais na indústria.

A partir deste pressuposto, o livro propõe um modelo de evolução das organizações, com três passos. Detecção, análise e avaliação dos "sinais de mudança"; definição da arena onde se verificarão as "batalhas competitivas"; e as "escolhas estratégicas" que coloquem a organização no caminho competitivo adequado.

Quanto mais leio Christensen, mais o associo ao meu partido, o PSD.

O que é que aprendeu com o passado? Como utiliza os seus recursos, organiza os seus processos e define os seus valores? Como tem evoluído a sua cadeia de valor? Que preparação para as batalhas competitivas? Como avalia os sinais de mudança? Que opções estratégicas estabeleceu? Com que coragem enfrenta a necessidade da disrupção?

Se as elites do meu partido estudassem um bocadinho mais, reflectindo com profundidade e rigor, para os líderes actuarem com eficiência!

*Professor Associado Convidado do ISCTE

Texto publicado na edição do Expresso de 24 de Outubro de 2009

 

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