12/02/2012 atualizado às 15:51
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Professora não desiste de processar juiz

Docente quer ir até ao Tribunal dos Direitos do Homem porque se diz enxovalhada durante um julgamento.

Hugo Franco (www.expresso.pt)
11:55 Quarta feira, 25 de agosto de 2010
Professora não desiste de processar juiz
Ilustração de Cristiano Salgado
Adriana Caria já enfrentou muitas audiências na vida. É professora primária e lida todos os dias com as diatribes de miúdos com metro e meio. A sala de aulas é o seu habitat natural. A sala de um tribunal não. "Fui humilhada, pessoal e profissionalmente, por um juiz há dois anos. Mas ainda hoje me sinto enxovalhada", diz Adriana, de 48 anos, professora numa escola na linha de Cascais.

É preciso recuar até à manhã de 12 de março de 2008 para perceber a razão de tanta ira. Adriana viajou até à Guarda para testemunhar a favor dos pais, num processo em que eles acusam um vizinho, dono do café do lado, de ter provocado inundações numa loja térrea da casa onde habitam, na pequena freguesia de Pêga. À partida, nada de muito relevante para o caso, que se arrasta há vários anos na Justiça.

Atestado de "ignorância" e de "incompetência"


Durante o depoimento, a professora terá sido interrompida pelo juiz Luís Filipe Agostinho, que lhe perguntou se ela sabia calcular um volume de água, ao mesmo tempo que referia a respetiva fórmula e apresentava um resultado. Surpreendida pela questão, Adriana não adiantou qualquer cálculo. Nem teórico nem sobre o caso que estava a ser debatido na sala. "O cálculo do volume de água depende da quantidade que entrou na loja e também das medidas daquela divisão, que desconheço", respondeu.

"É professora de quê?". Ao saber que Adriana dava aulas a alunos do 1º ciclo, o magistrado terá referido em voz alta: "Se a minha mãe soubesse que tinha uma colega que não sabia calcular o volume de água, ia ficar muito triste".

Adriana lembra-se de ter ficado sem fala. Estava perplexa com as palavras proferidas pelo juiz. "Nunca se tinham dirigido a mim daquela maneira. Em 23 anos de profissão, ninguém me faltou ao respeito".

Para a docente, aquela intervenção, que considera "desajustada", foi uma tentativa de lhe passar um atestado de "ignorância" e de "incompetência".

Até porque, segundo a professora, calcular o volume de água na referida divisão inundada era difícil. "O chão está repleto de objetos; a divisão é inclinada e tem uma geometria irregular". Além disso, nada se sabe sobre "o tempo de enchimento e escoamento" das águas.

O juiz refere que não interrompeu a professora. "Mas não posso deixar que alguém emita opiniões inverosímeis e não factos numa sala de audiência". O magistrado não entende como é possível que uma docente do primeiro ciclo "não soubesse calcular o volume do cubo".

Cêntimo simbólico


Durante a viagem de regresso a Lisboa, o estado de espírito da professora vagueava entre a incredulidade e a fúria. Aquelas palavras do juiz martelavam-lhe na cabeça. "Não ambiciono ser a melhor professora do mundo, mas tenho a consciência de que faço o meu melhor". E resume: "Tenho muito orgulho nesta profissão".

Os que a conhecem bem descrevem-na como uma "profissional competente", avessa a confusões e sempre pronta a fazer uso da diplomacia ao mais pequeno conflito. "É uma workaholic, com amor à causa da educação", conta uma pessoa que lhe é próxima, sob anonimato.

Depois do choque inicial, a docente apresentou queixa ao Conselho Superior da Magistratura, que se decidiu pelo arquivamento. O recurso do caso seguiu ainda para o contencioso do Supremo Tribunal de Justiça, que, em junho, confirmou a decisão do CSM.

No acórdão do Supremo, o magistrado - que não será alvo de um processo disciplinar - justifica as intervenções em voz mais alta com a necessidade de "controlar e não perder a direção da audiência" e de evitar que a voz dos advogados se sobrepusesse à sua.

Ao Expresso, o juiz conta que todos os anos decide milhares de processos. "Este é o único caso de queixa." Sobre este caso, uma providência cautelar que ascende a dez volumes, declara que as duas partes "têm colocado sucessivos requerimentos e ampliações de perícias". E critica os sucessivos atrasos para um processo que à partida, deveria ser decidido no máximo em trinta dias. "Já vai em quatro anos." E não parece perto do seu desenlace.

Adriana não pode reagir ao arquivamento do Conselho Superior da Magistratura, mas avança noutra direção. O caso poderá extravasar as fronteiras nacionais e ir "até ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem".

Há poucas semanas, avançou paralelamente com um processo cível contra o juiz, no tribunal de primeira instância, da Guarda. E decidiu processar o magistrado judicial, por injúrias. "Pedi um cêntimo de indemnização. É apenas uma quantia simbólica. Não quero dinheiro. Apenas que o juiz seja punido pelos seus atos".

O juiz condena esta ação. "É legítimo que as pessoas usem o aparelho judicial para discutir um cêntimo, quando há processos importantes para serem decididos?"

Um caso singular


O juiz-desembargador jubilado Martinho de Almeida Cruz não se lembra de nenhum caso em que a testemunha tenha ido tão longe nos seus protestos contra a conduta de um magistrado. "É um processo singular".

Martinho de Almeida Cruz admite que possa ter havido "alguns excessos verbais do juiz". Ainda assim, não acredita que a estratégia da professora dê resultado. "Se o Supremo considerou que não havia matéria para processo disciplinar, esta é, de facto, a única saída para a docente. Mas não creio que haja motivo para matéria criminal". Por outras palavras: "O caso parece condenado ao insucesso".


Números

41


processos disciplinares a juízes em 2009, instaurados pelo Conselho Superior da Magistratura (CSM). Mais 27 do que no ano anterior

98%


foi o aumento do número de processos disciplinares a juízes nos últimos quatro anos

34


processos resolvidos no último ano no CSM. Doze foram arquivados e os restantes deram origem a penas disciplinares

 

Texto publicado na edição do Expresso de 21 de Agosto de 2010



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Há gato... há!
Kinikós (seguir utilizador), 9 pontos (Interessante), 12:31 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
O Poder Absoluto está nos Juízes! Quem duvida?
Ainda que alguns não passem de menos bem criados, vestidos de toga.
Eles podem dizer o que quiserem. A nós compete o silêncio!
Têm o martelo na mão, só lhes faltando a foice para o poder ser ainda mais "absoluto".

Já não sei o que é "Democracia".
Será o poder do povo, como dizem?
Então, quem elegeu os juízes para o posto que exercem?
Em nome de quem e de quê eles exercem o poder de julgar?
Quem dá tal poder a jovens inexperientes que, vestidos de preto, decidem sobre o futuro de pessoas?
Não será a Magistratura um dos últimos redutos do Absolutismo onde a Democracia ainda não entrou?

Deixo estas considerações motivados pelo caso acima descrito que não conheço e, por isso, não me pronuncio sobre ele.

Mas que nos tribunais e seus anexos há gato... há!
 
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    Re: Há gato... há!    Ver comentário
tocaafalar (seguir utilizador), 2 pontos , 17:40 | Quinta feira, 26 de agosto de 2010
    Re: Há gato... há!    Ver comentário
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 20:51 | Quinta feira, 26 de agosto de 2010
    Re: Há gato... há!    Ver comentário
lidiasousa (seguir utilizador), 1 ponto , 15:07 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    Re: Há gato... há!    Ver comentário
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 15:41 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    Re: Há gato... há!    Ver comentário
Spitzer (seguir utilizador), 1 ponto , 15:59 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    Re: Há gato... há!    Ver comentário
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 21:55 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    Re: Há gato... há!    Ver comentário
anabcouteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 16:38 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    Re: Há gato... há!    Ver comentário
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 22:02 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    Re: Há gato... há!    Ver comentário
Anibal RODRIGUES (seguir utilizador), 1 ponto , 17:58 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    Re: Há gato... há!    Ver comentário
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 23:51 | Quinta feira, 26 de agosto de 2010
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ratel (seguir utilizador), 1 ponto , 16:25 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    Re: Há gato... há!    Ver comentário
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 22:09 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    Re: Há gato... há!    Ver comentário
lusofora (seguir utilizador), 1 ponto , 18:02 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    Re: Há gato... há!    Ver comentário
Anibal RODRIGUES (seguir utilizador), 1 ponto , 17:48 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    Re: Há gato... há!    Ver comentário
figueiredo2 (seguir utilizador), 1 ponto , 21:24 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
Eureka!
Rio Grande (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 14:15 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
Se o Magistrado deve ser respeitado, o mesmo se espera com relação ao vulgo, quando está num tribunal, por qualquer razão. Pretender menosprezar o cidadão, na qualidade de testemunha, ainda que de forma indireta, é reprovável. O Estado, na pessoa do Magistrado, não lhe confere autoridade ilimitada. E, o cidadão que é juiz, em última instância, um igual, pode ser instado a dar explicações de seus atos, como seria para qualquer funcionário público. A expressão que usou, se verdade, para mostrar que a professora não sabia calcular foi, no mínimo, constrangedora. E, para mim, não ficou provado que não soubesse calcular. Restou mesmo foi o espanto do tratamento que, como sabemos, faz calar o mais esclarecido, até mesmo por uma questão psicológica de insegurança diante do inusitado. Faz bem em não deixar em branco o fato.
 
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Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:47 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
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Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos , 4:23 | Quinta feira, 26 de agosto de 2010
    Re: Eureka!    Ver comentário
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 23:57 | Quinta feira, 26 de agosto de 2010
JUIZ
natariosilva (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 12:11 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
Uma profissão actualmente nada prestigiante.
 
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    Re: JUIZ    Ver comentário
Spitzer (seguir utilizador), 2 pontos , 15:51 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
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Miguel Lifôro (seguir utilizador), 1 ponto , 18:09 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    ...e convite ao expresso...    Ver comentário
Spitzer (seguir utilizador), 1 ponto , 10:03 | Sexta feira, 27 de agosto de 2010
Professora não desiste de processar Juiz
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 15:18 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
Vamos lá ver se a gente se entende. Pela descrição que é feita o caso também não é assim tão grave. No entanto o Juiz em Tribunal não tinha o direito de amachocar a testemunha, até pelo que representa, mas também por todo o simbolismo do Tribunal. Afinal não estavam no café, porque se assim fosse a gravidade tinha outro volume completamente diferente. Quanto a mim a questão não se põe em relação mais à testemunha e à sua profissão mas antes no respeito que deve ser guardado à Instituição Forense. Se são os proprios que a devem respeitar não o fazem como querem que os outros a respeitem. Por isso se diz à boca cheia longe dos ouvidos e dos olhares dos carrascos que a Justiça em Portugal faz lembrar o anterior regime no seu final, ou seja ainda é temido, mas já não é respeitado. Na minha humilde opinião que vale o que vale ou seja coisa nenhuma, mas que é a de um cidadão que se considera ter bom senso, que paga os impostos e contribui para o ordenado do senhor Juiz e da senhora professora, seria causa para uma advertência por escrito.
 
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Desplante
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:16 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
Se um juiz tem o direito de falar o que quer e não ser censurado pela sua atitude o que demontra esta classe?
Por tal motivo a justiça Portuguesa é alvo da chacota e descrédito total.
A vergonha maior para um país é a justiça não funcionar, com isenção e sériedade.
 
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    Re: Desplante    Ver comentário
Spitzer (seguir utilizador), 1 ponto , 15:52 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    Re: Desplante    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:46 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    Re: Desplante    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:50 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    Re: DesplanteP    Ver comentário
SETEDEESPADAS (seguir utilizador), 1 ponto , 17:23 | Quinta feira, 26 de agosto de 2010
Juiz malcriado-e provado-pede desculpa.
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 12:16 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
Se o Juiz foi malcriado-tem que ser penalizado por isso: A Educação cabe em todo o lugar e por maioria de razão num Tribunal, numa sala de audiências e nas considerações de um Juiz.
Se foi malcriado só tem uma coisa a fazer: pedir desculpa.É ,concerteza isso, que a Sra Professora e com toda a razão, quer.
Se foi malcriado- e provado que o foi e mesmio assim não pedir desculpa- não tem condições para ser Juiz, mesmo com todos os arquivamentos que a hierarquia, por tradição, costuma-erradamente- proteger quem a ela pertence.
 
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    Re: Juiz malcriado-e provado-pede desculpa.    Ver comentário
Spitzer (seguir utilizador), 1 ponto , 15:54 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
ARROGÂNCIA E PREPOTÊNCIA
NoReply (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 12:33 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
Já aconteceu comigo.
O juiz de forma desbragada e paternalista dirigiu-se a mim, eu respondi-lhe "à letra", e a coisa esteve mal parada.
Ali é território dele, e ai de quem se atrever ...
Mas todos já demos por isso, ao ver a vergonha que se passa nos processos dos quais algumas decisões vêm a lume.
A queixosa tem todo o meu apoio, nem que seja só de estímulo. Não se pode ser achincalhado por alguém que de forma arrogante e prepotente exerce as suas funções, só pelo simples facto de ser o suserano inquestionável e incontestável naquele reininho de chuchadeira.
Condennado ao insucesso, está o nível da nossa Justiça.
 
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Assim mesmo!
aperto (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 12:42 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
Faz mt bem a Sra Professora.
O arrastar deste caso pelos sucessivos niveis de recurso, sempre com a mesma decisão, evidencia por demais, precisamente, o corporativismo mais que vigente!

Ela sabe bem que não chegaria alado nehum cá!

Mas para ficar bem à mostra o tal corporativismo, decidiu continuar, para ver até onde pode ir a pouca vergonha. E expô-la!

O singular , realmente foi a sua reação.
Porque o corriqueiro é o que lhe aconteceu!

Há milhares de provas gravadas, em milhares de casos!

A impotencia é tanta que só dá para rir mesmo!

A omnipotencia na sua plenitude!!

( só se deveria aceder ao cargo de juiz aos 45 anos, com alguma experiencia de vida civil e foral.
nao esta garotada vigente!)

Machado
 
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Toga
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:57 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
Actualmente um símbolo de dúvida e descrédito.
 
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Luis Filipe Agostinho
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:40 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
Sr. Juiz não perciso de nenhuma formula para verificar que deverá ser um perfeito idiota, e graças a pessoas como voçê é que esta justiça está no estado em que se encontra.
 
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    Re: Luis Filipe Agostinho    Ver comentário
Spitzer (seguir utilizador), 1 ponto , 15:46 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
Longe é muito perto
vidiguera (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 15:13 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
Espero não estar enganado: não foram os juizes que ilibaram Pinto da Costa? Não são juizes e advogados que estão a prolongar o caso CASA PIA por anos e que somos nós a pagar os milhões que isso custa? Não foram juizes e advogados que mandaran destruir as gravações do PM?
Juizes? Advogados? Longe. Muito longe é pertíssimo. Os primeiros têm o rei na barriga e os segundos têm sempre uma solução para todos os casos. Uma vez fui testemunha, desloquei-me a Lisboa a expensas minhas, 9 horas da manhã já lá estava, chegou a hora de almoço e ninguém me disse nada. Ao perguntar foi.me dito que o SR. DR. Juiz é que poderá decidir se..... continuei à espera e às 4 horas, sem almoçar, foi-me dito que o julgamento tinha sido adiado para data a determinar pelo Sr. Dr. Juíz.
Com todo o respeito que ele me possa merecer, só não lhe chamei Pai!
Quando virem um Juíz ou advogado pirem-se. Para longe. Mas para muito longe que fujam é sempre pertíssimo.
 
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    Re: Longe é muito perto    Ver comentário
Spitzer (seguir utilizador), 1 ponto , 15:44 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    Re: Pinto da Costa    Ver comentário
lavrense (seguir utilizador), 1 ponto , 18:31 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    Re: Pinto da Costa    Ver comentário
vidiguera (seguir utilizador), 1 ponto , 10:59 | Sábado, 28 de agosto de 2010
Condenado ao fracasso
socrates_lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 12:26 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
Como o juiz-desembargador jubilado Martinho de Almeida Cruz diz : "O caso parece condenado ao insucesso".
Creio que a Professora e o seu advogado não têm sobre isso qualquer dúvida. O corporativismo e a sem vergonha que grassam entre os Juízes e Magistrados não auguram uma decisão justa.
Não só por isso (mas principalmente por isso ) a professora merece o meu aplauso.
 
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    Re: Condenado ao fracasso    Ver comentário
Spitzer (seguir utilizador), 1 ponto , 15:56 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
Factos? O facto e' que nao se trata de um cubo...
vieira_paulo (seguir utilizador), 1 ponto , 12:37 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
E' de louvar o rigor em exigir factos e não opiniões na sala de audiências.

Mas a verdade dos factos e' que a professora não parece ter os dados para calcular em rigor o volume questionado.

Eu tb fico triste por saber que um juiz ache que o volume de um fluido numa divisão de uma habitação (irregular como diz a professora) seja equivalente ao volume de um cubo. Quando muito, numa aproximação grosseira, seria o de um paralelepípedo, do qual o cubo seria um caso particular altamente improvável.

E quanto ao volume adiantado pelo juiz, pois não passara igualmente da sua opinião e não de um facto. Não me parece que tenha calculado de cabeça a superfície irregular da divisória, o nível de agua (com o chão desnivelado) e subtraído o volume ocupado pelos objectos irregulares presentes naquele espaço.

Se e' factos que o juiz procurava, então perdeu uma boa oportunidade para ficar calado!

Parece-me que seja exagerado processar o juiz, mas também e' verdade que o sentimento de "intocável" não e' aceitável.
 
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    Re: Factos? O facto e' que nao se trata de um cubo    Ver comentário
userEX136279 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:59 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    Re: Factos? O facto e' que nao se trata de um cubo    Ver comentário
Pinto14 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:24 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    Re: Factos? O facto e' que nao se trata de um cubo    Ver comentário
Lonet (seguir utilizador), 1 ponto , 20:20 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    Re: Factos? O facto e' que nao se trata de um cubo    Ver comentário
Lonet (seguir utilizador), 1 ponto , 22:21 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
    Re: Factos? O facto e' que nao se trata de um cubo    Ver comentário
vieira_paulo (seguir utilizador), 1 ponto , 12:04 | Quinta feira, 26 de agosto de 2010
    Re: Factos? O facto e' que nao se trata de um cubo    Ver comentário
Lonet (seguir utilizador), 1 ponto , 12:36 | Quinta feira, 26 de agosto de 2010
Como em todas as profissões ...
userEX165338 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:50 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
... existem bons e maus profissionais.

Porque os Juizes são autónomos nas suas decisões, deveriam ter melhor formação e ponderação nas suas atitudes.

Há muitos Juizes em exercício que, pela idade actual, não terão a capacidade de julgar necessária.

Não façamos confusões: uma coisa é o conhecimento técnico, das Leis, e outra é o conhecimento que só a experiência de vida nos proporciona.

Colocar um Juiz novato numa comarca isolada, sem ninguém para o apoiar, sem ninguém para fazer o contraditório técnico e humano, pode ter este tipo de consequências.

Fica a Justiça mais pobre e ficam as Pessoas que a solicitam ainda mais prejudicadas.
 
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Condenado ao insucesso......
happylady (seguir utilizador), 1 ponto , 13:08 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
A atitude de alguns juizes é realmente condenável, pela arrogância e má educação como tratam os cidadãos, que acham que é normal, e não reagem por se encontrarem numa situação de fragilidade. Os magistrados protegem-se mutuamente como em todas as corporações relativamente aos seus membros, e possivelmente o caso vai dar em nada. Mas pelo menos teve o mérito de chamar a atenção para o comportamento dos juizes, e mostrar que a forma como se dirigem aos cidadãos em certos casos, não é aceitável!!
 
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