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Prémios dos gestores em tempo de crise

Os comentários de Pedro Lima, editor de economia do Expresso, no Jornal de Economia da SIC. Em análise, os prémios dos gestores, o preço das matérias-primas e a crise grega.

9:59 Segunda feira, 5 de abril de 2010
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Prémios dos gestores em tempo de crise
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 11:24 | Segunda feira, 5 de abril de 2010
Foi precisamente Manuela F. Leite que acha que cortar em reformas e ordenados dourados é demagógico. Até lhe posso dar alguma razão,mas não deixava de ser um sinal para Sindicatos e trabalhadores em geral que a crise seria paga por todos. Desta forma se as greves forem uma constante e as ruas se encherem não os podemos criticar de todo. A questão tem de ser vista mais pelo prisma moral do que pelo económico. Foram precisamente estas questões que provocaram a Revolução Francesa, mas também a Russa. Poderão dizer alguns que os tempos são outros, mas há questões que não mudam e são intemporais. Aliás se tivesse havido coragem, o PEC seria muito mais credivel. Temos de nos preparar para os dias difíceis que aí vêm. Além da crise Mundial, a Europa não pode continuar a meter a cabeça na areia, quando o capital se está a deslocar para a Ásia, dado que já nos vendem mais do que nos compram. Na Cimeira de Copenhaga a América já deu o sinal de que a Ásia era mais importante que a Europa. Não nos podemos esquecer que aí vivem dois terços da população Mundial em franco desenvolvimento. A continuar assim os europeus não vão conseguir manter por muito mais tempo este nível de vida.
 
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Les uns et les autres!
Runaldinho (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 19:30 | Segunda feira, 5 de abril de 2010
Não vejo o Estado preocupado em emagrecer os altos proventos dos quadros superiores de empresas de que é titular, bem como de algumas empresas ditas privadas que encapotadamente não passam de empresas públicas, tal a depência do OE e dos Fundos da CEE, dando o exemplo à comunidade. E a maior parte delas estão na realidade falidas ou quase, ainda que manipulem os números para nos darem uma imagem distorcida da realidade.
Os Políticos vêm sempre com o mesmo discurso, assumindo isso como demagogia, e não resolvendo problema nenhum! Redondamente falso! Em percentagem da dívida talvez não, mas essa simples alteração de postura, tende a criar uma consciência colectiva que não existe, em que todos se sentem obrigados na "medida do possível" a apertar o cinto em tempos de crise.
Não! O que se vê a olho nu, é que vivemos cada vez mais num país de poucos ricos e muitos pobres!
 
 
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Gestores
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:26 | Segunda feira, 5 de abril de 2010
Quanto a prémios aos administradores das empresas tuteladas pelo Estado, é caso para dizer:
OS POBRES QUE PAGUEM A CRISE !
Os "BOYS" e muitos outros, não podem ser privados dos previlégios, que como António José Seguro, do PS afirmou são autênticas "OBSCENIDADES" !
Até quando?
Valha a verdade que José Sócrates já mexeu em alguns desses interesses, mas ainda há muito para fazer, neste e noutros domínios !
 
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    Re: Gestores    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:06 | Segunda feira, 5 de abril de 2010
    Re: Gestores    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 12:17 | Segunda feira, 5 de abril de 2010
Premiar o mérito
JJFF (seguir utilizador), 1 ponto , 11:02 | Segunda feira, 5 de abril de 2010
Premiar o mérito é algo de positivo e correcto em termos de racionalidade económica porque incentiva o bom desempenho. Porem os valores de que se fala na imprensa de prémios atribuídos a alguns gestores são manifestamente exagerados e reveladores de que alguns cargos públicos são utilizados predominantemente com o objectivo de servir interesses particulares de certos grupos políticos e de amigos. Há que estabelecer critérios de selecção para estes lugares que impeçam esta política de favores, bem como criar limitações remuneratórias para quem exerce funções nestes cargos. Se é lícito e admissível que alguém, pelo seu elevado desempenho e responsabilidade, receba uma remuneração superior ao do Sr. Presidente da República, já não é razoável que essa remuneração seja “N” vezes superior.
 
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    Re: Premiar o mérito    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:58 | Segunda feira, 5 de abril de 2010
    Re: Premiar o mérito    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 12:40 | Segunda feira, 5 de abril de 2010
    Re: Premiar o mérito    Ver comentário
anarchist1 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:44 | Segunda feira, 5 de abril de 2010
Caro Pedro LIma...
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 12:09 | Segunda feira, 5 de abril de 2010


Desculpe-me, como os outros, você pega pela rama. Vem falar sobre abobrinhas, ou melhor, para ser mais chique: “courgettes”.

Não há dúvida de que Portugal é a bola da vez. E os números mostram-nos isso claramente, vejamos:

Endividamento externo em % do PIB :

1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2004 2005
10,4 18,5 25,7 31,5 39,6 47,4 56,3 64,8 70,4

2006 2007
79,4 81,3
Fonte: Banco de Portugal

Como vemos o endividamento é uma curva crescente.

Agora, vejamos a progressão do nosso endividamento externo desde o tempo da Manuela em termos absolutos:

I - 2003 = $ 211.7 billion

II - 2004 = $ 274.7 bilion
   
III - 2005 = $ 298.7 bilion

IV - 2006 = $364.2 billion

V - 2007= $461.2 billion

VI - 2008 = $484.7 billion

VII - 2009 (30/06) $507 billion

Como cresce essa dívida! E ninguém põe cobro!

E como vai a nossa “Current account balance”?

Sempre péssima:

-$18.61 billion (2009 est.)

-$29.6 billion (2008 est.)

Como podemos inferir o nosso endividamento é crescente, e não temos meios ou políticas para estancá-lo, Não há como sair das cordas, já que as nossas exportações mais juros só fazem nos afundar progressivamente.

O afundamento é iminente! É uma questão de tempo. Enquanto isso a nossa oligarquia canta, se diverte, faz demagogia barata, e até já comprou submarinos, algumas fragatas, para se safar.

Ah! E tanques para lavar a roupa suja.
 
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Obsenidade, imoralidade e promiscuidade!
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 13:49 | Segunda feira, 5 de abril de 2010

Querem mais?

O salário do Mexia na EDP é uma ofensa aos portugueses que trabalham e suam as estopinhas... Ainda mais sendo a EDP uma empresa de capital, maioritariamente, do Estado, vejamos:

• Estado português - Parpública (20,49%) e da CGD (5,24%) - 25,73%
• BCP e Fundo de Pensões do BCP - 3,38%
• Iberdrola (Espanha) - 9,5%
• CAJA DE AHORROS DE ASTURIAS (Espanha) - 5,53%
• Banco Espírito Santo – 2,86%
• JOSÉ DE MELLO - 2,00%
• PICTET ASSET MANAGEMENT - 2,86%
• SONATRACH - 2,03%
• EDP (acções próprias) - 0,55%
• Restantes accionistas - 45,87%

Quanto ao Daniel dizer que o salário do Mexia é estabelecido em Assembleia Geral é um falácia, já que há cartas marcadas, não fosse Portugal um país de cunhas e compadrios Os 45, 87% dos acionistas anônimos não têm qualquer voz ativa. Só fazem figuração e batem palmas...

Assim pelo quadro acima, podemos concluir que o salário do Mexia é estabelecido por compadres, que não se importam com colorações partidárias.

Para vermos, como há uma total promscuidade e favorecimento nas empresa do Estado, basta lembrar que o Mexia é um político que esteve a serviço do Santana, a má moeda, e foi empossado como Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações do XVI Governo Constitucional (PSD-PP).

Em nível elevado o que importa é satisafazer os lóbis dos amigos... Coloração partidária ? É para o povo.
 
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    Em vez de Daniel; leia-se, por favor: Pedro Lima.    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 13:58 | Segunda feira, 5 de abril de 2010
    Re: Obsenidade, imoralidade e promiscuidade!    Ver comentário
portugesdebraga (seguir utilizador), 1 ponto , 8:41 | Quarta feira, 7 de abril de 2010
Os bons exemplos é para seguir...!!!
the titty (seguir utilizador), 1 ponto , 15:20 | Segunda feira, 5 de abril de 2010
As pessoas comentadas são um bom exemplo do que é empresariado sustentado e sustentável, ser nomeado-gerir-pintar-fazer cosmética-premiar, eles a ganhar e os consumidores a perder...!!
Recomendo a todos os alunos de gestão que deixem de ir às aulas e estudem o cv´s destes senhores.
Seguramente vai ser melhor aprendizagem e um resultado em benefícios futuros.
O País agradece porque as nossa empresas com este tipo de gestores ficam mais fortes e salvaguardadas....!!!

Vivam os bons exemplos...!!!
 
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PREMIAR O INSUCESSO
Figgs (seguir utilizador), 1 ponto , 18:44 | Segunda feira, 5 de abril de 2010
Além do mais há muitas situações em que se pagam prémios que de prémios nada têm. As empresas com resultados maus e os gestores a serem premiados ! Neste país atingimos o granel completo, o salve-se quem puder ! Esperamos um ditador ? Um presidente da républica que dê uns murros na mesa e ponha isto nos eixos !
 
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Uma vergonha
caminheiro (seguir utilizador), 1 ponto , 14:36 | Quinta feira, 8 de abril de 2010
Estou aos poucos a caír na realidade.Eu que sempre apoiei este governo, começo agora a ficar muito aprenssivo sobre esta governação.Acho que estes prémios escandalosos atribuidos a gestores são uma vergonha para um país onde a miséria ê o desemprego são cada vêz mais preocupantes.Não apoio a greve dos enfermeiros,professores, pilotos e outras classese privelegiadas, mas apoio com uma greve nacional, que faça paralizar esta vergonha e que sejam esses sanguessugas os principais pagadores desta crise.
 
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Salários astronómicos prejudicam economia
Nunes da Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 11:44 | Sexta feira, 9 de abril de 2010
O problema dos salários astronómicos não é apenas a imoralidade do contraste com a situação de um desempregado ou com o trabalhador ou pensionista que nem tem dinheiro para se tratar, que é obrigado a prescindir de medicação receitada ou a aguardar anos em listas de espera por ter de recorrer a hospital público para consulta, exame ou cirurgia.
    Nem sempre o sucesso duma empresa deriva da eficácia dos administradores. Que por vezes até tomam decisões erradas. E que se enfeitam com penas de pavão à custa de ideias e competência dos seus trabalhadores.
    Há que considerar a instabilidade social derivada da revolta que gera.
    E, ignorado por muitos, o prejuízo para a economia em geral. Porque faz encarecer o preço de bens e serviços, tornando-os menos competitivos.
    Flagrante o caso do preço da electricidade que este ano até subiu acima da inflação. Electricidade que é imprescindível à vida das pessoas e que bem pesa em qualquer empresa, de comércio, de indústria, de serviços, até do próprio Estado como num hospital. Se os administradores da EDP se contentassem com salários bem menores, se os seus accionistas se contentassem com lucros mais sensatos, a economia portuguesa sentiria algum alívio.
        António José de Matos Nunes da Silva

 
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o perfil...
the titty (seguir utilizador), 1 ponto , 14:05 | Segunda feira, 12 de abril de 2010
O Perfil Mental do Gestor Nacional que se preze:

-Estratégia: mais vale uma boa cosmética, hoje, que muitas expectativas no amanhã
-Missão: tratar da vidinha hoje porque amanhã os accionistas podem não deixar
-Objectivos: sacar o máximo hoje não vá a coisa correr mal amanhã
-Carreiras: ajudem-me a tratar da minha da vossa tratem vocês
-Competência: quanto menos melhor, nem dão pelos jogos de cosmética
- Formação de quadros: se não aprendem a entrar no esquema, rapidamente, rua
-Motivação de equipas: cada um trate de si e também de mim, senão…
-Promoções comerciais: mais vale uma má promoção que um bom resultado
-Prémios: primeiro eu, de seguida eu, a seguir eu. É melhor levar hoje, o certo, que amanhã o incerto
-Resultados: hoje, hoje e só hoje. Quem vier a seguir que “..feche a porta..”
 
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