10/02/2012 atualizado às 15:35

PR Cavaco admite que, no seu tempo como PM, um negócio como PT/TVI seria do conhecimento do Governo

Lisboa, 10 Mar (Lusa) - O Presidente da República admitiu hoje que, no seu tempo como primeiro ministro, um negócio como o da PT/TVI teria de ser do conhecimento prévio do Governo, defendendo que todo este processo deve ser esclarecido.

22:28 Quarta feira, 10 de março de 2010

Lisboa, 10 Mar (Lusa) - O Presidente da República admitiu hoje que, no seu tempo como primeiro ministro, um negócio como o da PT/TVI teria de ser do conhecimento prévio do Governo, defendendo que todo este processo deve ser esclarecido.

Em entrevista à RTP, questionado se, no tempo em que foi primeiro ministro, um negócio desta dimensão poderia acontecer sem o seu conhecimento prévio, o chefe de Estado respondeu negativamente.

"Eu penso que não. Numa sociedade democrática, a compra de uma estação de televisão não pode deixar de ser uma operação transparente, tenho alguma dificuldade que uma compra de tal relevância não seja objeto de uma transparência muito forte", disse.

Lusa
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AFIRMAÇÃO INCÓMODA E EXPLICADA
NJP (seguir utilizador), 2 pontos , 1:25 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Uma afirmação incómoda e explicada em detalhe do Presidente Cavaco Silva para uma extracção ponderada das devidas conclusões a que nem o Governo, nem a Gestão da PT poderão ficar indiferentes, por muito que se aceite o bom relacionamento entre Belém e S. Bento.
Mesmo considerando-se a justificação da necessidade estratégica da PT dispor da produção de conteúdos para a consolidação do MEO, Bava e Granadeiro deverão compreender o significado de transparência. Todos os outros envolvidos directa e indirectamente também, mais não seja pela omissão, não se percebendo as mais valias efectivas das golden shares se o Estado também é encornado, na terminologia de Granadeiro. Tanto barulho está acontecer quando haveria que mobilizar energias para a resolução dos reais problemas que afectam os portugueses e se ameaça as classes médias.
 
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