Uma pequena multidão de pessoas de todas as idades encheu a Loja Fnac do Centro Comercial Colombo, em Lisboa, e a loja da Vodafone na Rotunda da Boavista, no Porto, para comprar o telemóvel iPhone, da Apple, que começou a ser comercializado em Portugal a partir da meia-noite.
Poucos minutos após a meia-noite, foi vendido naquela loja Fnac o primeiro iPhone 3G, que utiliza tecnologia de terceira geração, que é mais avançada que a versão 2G que nos últimos anos foi comercializada nos Estados Unidos e em alguns países europeus.
O aparelho, da rede da Optimus (que, tal como a Vodafone, garantiu a comercialização do iPhone em Portugal), foi comprado por Pedro Morais, um lisboeta de 27 anos que é linguista de profissão.
"Estava à procura de um telemóvel que me permitisse aceder à Internet e ao mesmo tempo fosse um leitor de música", afirmou Pedro Morais, à conversa com a agência Lusa.
Definindo-se como uma pessoa com uma "perspectiva utilitária" em relação a este tipo de aparelhos, Pedro Morais reconhece que os 599 euros que pagou pelo telemóvel não corresponderam a um preço "barato", mas considera que fez um "bom negócio", tendo em conta as funcionalidades do iPhone.
"Tem uma boa relação entre qualidade e preço", afirmou o linguista, embora considere que "é pena que as operadoras não tenham optado por preços mais baratos".
"Fiz as contas e constatei que se optasse por um dos planos de fidelização anunciados pelas operadoras, em que se entra com 120 e tal euros e paga-se uma determinada quantia durante dois anos, no final o iPhone custar-me-ia mais 100 euros", acrescentou.
Pedro Morais mostrou-se satisfeito com a "rapidez" do processo. "Fiz a reserva há dois ou três dias e hoje não tive de esperar muito", afirmou. O linguista, que até agora era cliente da TMN, será de hoje em diante também cliente da Optimus.
Também o actor e apresentador de televisão João Baião marcou presença na loja Fnac para comprar um iPhone, embora possua uma versão anterior do aparelho, que utiliza tecnologia 2G e foi comprado no estrangeiro.
"Gosto imenso. Tenho um iPhone e sou fã incondicional. É um aparelho muito bom, fantástico mesmo", afirmou à Lusa o artista, visivelmente satisfeito com a perspectiva de poder comprar uma versão mais avançada do telemóvel da Apple.
Os funcionários da Fnac do Colombo não quiseram fornecer à Lusa números das vendas nesta primeira noite em que o iPhone chegou a mãos portuguesas.
Mas um dos funcionários garantiu à Lusa que, "tal como aconteceu na fase das reservas, as vendas estão a correr bem".
No Porto, mais de 100 pessoas fizeram fila na noite de quinta-feira, algumas durante duas horas, à porta da loja da Vodafone da Rotunda da Boavista, no Porto, para serem as primeiras a comprar o iPhone, o telemóvel de terceira geração da Apple.
Pedro Gomes, um jovem militar do Exército que estava "em sétimo ou oitavo lugar" na fila, acabou por ser o primeiro a tomar posse do novo aparelho, cujo design acha "muito lindo".
"Há muito tempo que andava a estudar as funcionalidades deste aparelho, já sei tudo de cor", garantiu.
O iPhone é um telemóvel produzido pela empresa norte-americana Apple (fabricante do iPod), com leitor de música, câmara digital, GPS, navegação na Internet, entre outras funcionalidades, com interacção com o utilizador a ser feita através de uma tela sensível ao toque ('touch screen').
O aparelho possui duas versões, de 8 e de 16 GB de capacidade, custando entre 130 e 599 euros, conforme a opção entre o pagamento imediato e a adesão a um contrato de fidelização.
Em Portugal, apenas a Optimus e a Vodafone possuem direitos de comercialização do iPhone, embora a TMN continue em negociações com a Apple para poder vir a oferecer o aparelho aos seus clientes.