O Governo português não vai solicitar a intervenção de autoridades internacionais para resolver o problema do défice excessivo, garantiu hoje em entrevista à cadeia televisiva norte-americana CNN o ministro das Finanças,
Teixeira dos Santos
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"Não precisamos de qualquer espécie de ajuda externa", respondeu o governante, quando questionado por Richard Quest, da CNN, se Portugal planeava recorrer a algum tipo de auxílio das instituições internacionais para reduzir o défice das finanças públicas.
Teixeira dos Santos sublinhou que Portugal "tem um défice alto por causa da crise, mas em linha com a média da União Europeia (UE) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE)" e "uma dívida pública abaixo da média europeia".
Governo vai usar mecanismos especiais
Apesar da aprovação no Parlamento da
Lei das Finanças Regionais
com os votos favoráveis da oposição, o governante garante irá usar os mecanismos especiais que a lei lhe confere para equilibrar as finanças públicas.
"Vou usar os poderes que a lei dá ao Governo para controlar a despesa e para evitar o défice excessivo", disse hoje Fernando Teixeira dos Santos à CNN.
O governante salientou "o período de consolidação [orçamental] histórica" entre 2005 e 2008, durante o qual o défice passou de 6,1% para 2,6% - cumprindo o Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC).
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar, a partir de amanhã, o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.