16/03/2010 actualizado às 19:14
Inovar é Preciso Portugal e os Mundo Virtuais  «  Inovar é Preciso  «  Opinião  « Página Inicial |

Portugal e os Mundo Virtuais

8:00 Segunda-feira, 30 de Jun de 2008
Deixe aqui o seu comentário Comente   [1759 visitas]
Aumentar Texto Diminuir Texto Link para esta página Imprimir Enviar por email
del.icio.us technorati digg facebook myspace reddit google search.live newsvine

O Portugal Digital, exibido na Expo-98, permitia aos visitantes voar sobre o território e consultar bases de dados geo-referenciadas. Foi precursor dos actuais Google Earth e Microsoft Virtual Earth.

O sistema representava uma visão de futuro para a exploração de um país. As tecnologias subjacentes resultaram da investigação de equipas da Universidade Nova de Lisboa (UNL), Instituto Superior Técnico (IST) e do Centro Nacional de Informação Geográfica (CNIG), que liderava o projecto. A Imersiva, uma "spin-off" da UNL, foi, entretanto, criada para explorar a componente de realidade virtual.

Em 1998, Portugal detinha um capital de conhecimento praticamente único na Europa e com um número limitado de concorrentes na América do Norte. As equipas portuguesas que trabalhavam na criação de mundos virtuais tinham ainda um apoio significativo da diáspora: o professor José Encarnação do Fraunhofer Institute na Alemanha, líder mundial em computação gráfica; e Ken Pimentel e Kevin Teixeira, pioneiros em empresas como a Sense8 e Intel nos EUA.

Mas o Portugal Digital não foi continuado e as tentativas dos promotores do projecto, para o expandir para a escala europeia, não foram bem sucedidas. A Imersiva, adquirida pela Portugal Telecom, nunca teve a oportunidade de transformar a tecnologia num produto.

Os custos de equipamento e a largura de banda eram inapropriados. Mas não houve uma visão, em Portugal e na União Europeia, semelhante à proclamada por Al Gore no seu documento 'The Digital Earth' de 1998 (http://www.isde5.org/al_gore_speech.htm ).

Empresas como a Keyhole (adquirida pela Google) e GeoTango (comprada pela Microsoft) implementaram a visão de Gore. O Google Earth e o Microsoft Virtual Earth já têm mais de cento e cinquenta milhões de utilizadores.

Passaram-se dez anos. A União Europeia continua sem perceber que a invenção vem de pequenos grupos e não de redes com dezenas de parceiros. Portugal está, no entanto, mais aberto à inovação. Mas, a diferença reside no You Tube. O Portugal Digital teria sido um estrondoso sucesso global se esse canal de difusão existisse em 98.

António Câmara
Presidente da Y-Dreams

PUB
 
Arquivo


Aviso
FAQ. Como funciona a comunidade no Expresso
Para fazer o seu comentário precisa de estar registado. O registo é gratuito e demora pouco mais de 30 segundos.

Se já for utilizador registado, coloque o seu mail e palavra-chave nos campos para o efeito, na página de registo. Depois disso, poderá comentar qualquer conteúdo.

Clique aqui  para se registar.

Em caso de dúvida escreva-nos para novosite@expresso.pt, seremos tão breves quanto possível a responder.

Miguel Martins, Editor de Multimédia do Expresso
O que não há na escola
8:00 Segunda-feira, 29 de Set de 2008,
[349 visitas]
Riapolis, o futuro
8:00 Segunda-feira, 1 de Set de 2008,
[1036 visitas]
Leituras de Verão
8:00 Segunda-feira, 25 de Ago de 2008,
[1528 visitas]
A guerra nas estradas
8:00 Segunda-feira, 11 de Ago de 2008,
[1179 visitas]
Baixo Vouga, um 'living lab' natural das TICE
8:00 Segunda-feira, 4 de Ago de 2008,
[1399 visitas]
Propriedade intelectual
8:00 Segunda-feira, 28 de Jul de 2008,
[1503 visitas]
Valorizar a inovação nacional
8:00 Segunda-feira, 7 de Jul de 2008,
[1906 visitas]
Portugal e os Mundo Virtuais
8:00 Segunda-feira, 30 de Jun de 2008,
[1759 visitas]
Audácia e ambição
8:00 Segunda-feira, 23 de Jun de 2008,
[1869 visitas]
Há muitos incumbentes inovadores
8:00 Segunda-feira, 16 de Jun de 2008,
[1957 visitas]
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
Prémio Produto Inovação
Primus Inter Pares
Grupo ImpresaACAP