Portugal registou uma queda de 1% no último trimestre do ano passado, face ao período homólogo de 2008, e caiu 0,2% face ao terceiro trimestre do ano passado, interrompendo dois trimestres de crescimento.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) revê assim, em baixa, a previsão inicial de estagnação nos últimos três meses do ano passado, "refletindo sobretudo nova informação sobre o comércio internacional (valores nominais e deflatores)", explica o organismo oficial das contas nacionais.
Olhando para todo o ano de 2009, confirma-se que o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 2,7%, "após a variação nula verificado no ano anterior". De acordo com o INE, "o contributo da procura interna para esta variação foi negativo (-2,8%), enquanto o da procura externa líquida foi ligeiramente positivo (0,1%), refletindo a maior redução em termos absolutos das importações comparativamente à observada nas exportações."
No ano passado, "o comportamento das principais componentes da procura interna foi diferenciado, assistindo-se a uma redução acentuada do investimento, a uma redução moderada do consumo final das famílias e a um aumento do consumo final das administrações públicas. Em termos nominais, o PIB ascendeu a cerca de 163,6 mil milhões de euros, menos 1,7% que no ano anterior", acrescenta o comunicado do INE.
Governo estima crescimento do PIB de 0,7%
Centrando a análise nos últimos três meses do ano passado, o INE conclui que "o PIB diminuiu 1% em volume face ao período homólogo de 2008 (variações de -2,5%, -3,4% e -3,8%, respetivamente no 3º, 2º e 1º trimestres de 2009). A redução menos intensa do PIB em termos homólogos no 4º trimestre esteve associada ao contributo menos negativo da procura interna, que passou de -2,2% no 3º trimestre para -1,2% no seguinte, e ao aumento do contributo da procura externa líquida, que se fixou em 0,2% (-0,3% no trimestre anterior)", conclui a nota do INE.
Para este ano, o Governo estima, no Orçamento do Estado e no Programa de Estabilidade e Crescimento, um crescimento do PIB de 0,7%.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo Ortográfico, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.