13/02/2012 atualizado às 20:55
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"Portas ressuscitou tese da equidistância estratégica" - Manuel Queiró

O ex-secretário-geral do CDS-PP Manuel Queiró acusou hoje o líder Paulo Portas de ter "ressuscitado a tese da equidistância estratégia" em relação ao PS e PSD.

15:18 Sábado, 17 de janeiro de 2009
"Se não se fizer mais nada do que disse o dr. Paulo Portas, na melhor das hipóteses vamos repetir o cenário de há 7 anos, uma coligação pós-eleitoral no espaço não socialista", alertou Manuel Queiró (à esquerda)
"Se não se fizer mais nada do que disse o dr. Paulo Portas, na melhor das hipóteses vamos repetir o cenário de há 7 anos, uma coligação pós-eleitoral no espaço não socialista", alertou Manuel Queiró (à esquerda)
Alberto Frias

"Não é isso que o país precisa neste momento, é o caminho errado, e o CDS tem de seguir o caminho certo", afirmou Manuel Queiró aos jornalistas, no final do discurso de Paulo Portas, na abertura do XXIII Congresso do partido.

Queiró, que apresenta uma proposta sectorial alternativa à do líder, defende um entendimento com o PSD prévio às eleições.

"Se não se fizer mais nada do que disse o dr. Paulo Portas, na melhor das hipóteses vamos repetir o cenário de há 7 anos, uma coligação pós-eleitoral no espaço não socialista", alertou.

Para Queiró, os democratas-cristãos terão de acertar com o PSD "um programa comum" antes das eleições, defendendo que é desta forma que o partido "ganha em credibilidade e confiança face ao país".

"Estamos há vários anos a afrontar uma maioria absoluta e o país espera de nós que possamos dar o nosso contributo a uma mudança, a um governo não socialista", sublinhou.

Outro crítico da actual direcção, Filipe Anacoreta Correia, um dos elementos do Movimento Alternativa e Responsabilidade (AR), defende que "tem de ser o Congresso a impor ao presidente a estratégia que pretende".

"O presidente do partido já disse que não haveria qualquer coligação pré-eleitoral e nós estamos de acordo. A dúvida reside apenas sobre que tipo de acordos possa haver em caso de Governo minoritários", avisou Anacoreta Correia.

Para o AR, que também apresenta uma proposta alternativa à do líder, que será discutida hoje à tarde, "deve ser claro que o CDS estar do outro lado do PS, e que identifica o PS como um dos grandes responsáveis da crise".

"O CDS tem o seu próprio projecto, as suas próprias propostas, e é isso que o país espera de nós", defendeu.

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