"Não é isso que o país precisa neste momento, é o caminho errado, e o CDS tem de seguir o caminho certo", afirmou Manuel Queiró aos jornalistas, no final do discurso de Paulo Portas, na abertura do XXIII Congresso do partido.
Queiró, que apresenta uma proposta sectorial alternativa à do líder, defende um entendimento com o PSD prévio às eleições.
"Se não se fizer mais nada do que disse o dr. Paulo Portas, na melhor das hipóteses vamos repetir o cenário de há 7 anos, uma coligação pós-eleitoral no espaço não socialista", alertou.
Para Queiró, os democratas-cristãos terão de acertar com o PSD "um programa comum" antes das eleições, defendendo que é desta forma que o partido "ganha em credibilidade e confiança face ao país".
"Estamos há vários anos a afrontar uma maioria absoluta e o país espera de nós que possamos dar o nosso contributo a uma mudança, a um governo não socialista", sublinhou.
Outro crítico da actual direcção, Filipe Anacoreta Correia, um dos elementos do Movimento Alternativa e Responsabilidade (AR), defende que "tem de ser o Congresso a impor ao presidente a estratégia que pretende".
"O presidente do partido já disse que não haveria qualquer coligação pré-eleitoral e nós estamos de acordo. A dúvida reside apenas sobre que tipo de acordos possa haver em caso de Governo minoritários", avisou Anacoreta Correia.
Para o AR, que também apresenta uma proposta alternativa à do líder, que será discutida hoje à tarde, "deve ser claro que o CDS estar do outro lado do PS, e que identifica o PS como um dos grandes responsáveis da crise".
"O CDS tem o seu próprio projecto, as suas próprias propostas, e é isso que o país espera de nós", defendeu.