O CDS-PP vai usar o direito de agendamento potestativo para obrigar o presidente da ASAE a ir ao Parlamento explicar as políticas de higiene e saúde que estão a ser implementadas no país, anunciou hoje Paulo Portas.
O presidente do CDS-PP visitou hoje a Feira do Fumeiro e do Presunto do Barroso, em Montalegre, onde aproveitou para anunciar a intenção do seu partido de chamar à Assembleia da República, "sem ele poder dizer que não", o presidente da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), António Nunes.
"Eu sou favorável a todas as políticas de higiene e saúde públicas, mas acho que está no momento de perguntar ao director da ASAE sobre temas que todo o país está a discutir", salientou.
E porque o PS inviabilizou inicialmente a ida do responsável pela ASAE à Assembleia da República, o CDS-PP vai usar agora o direito de agendamento potestativo (que tornam o agendamento da audição obrigatório).
Paulo Portas quer que a ASAE responda a quatro questões "relacionadas com o que é regulamento e aplicação da lei e o que é abuso e espectacularidade".
O CDS-PP quer ainda questionar António Nunes sobre as declarações sobre o "encerramento de metade dos restaurantes portugueses" e se "estão ou não a destruir-se algumas economias familiares por excesso de zelo".
Por fim, Portas salientou ainda que "não gostaria que em Portugal, que é um país livre e com largas tradições, houvesse uma espécie de polícia
do gosto".
"É necessário separar o trigo do joio, o que está bem feito do que está mal feito", sublinhou.
Audição de Constâncio no Parlamento
Relativamente à ida do governador do Banco de Portugal à Assembleia da República, o líder do CDS-PP disse que o seu partido defendeu há 10 dias a possibilidade de ser constituída uma "comissão de inquérito" a Vítor Constâncio.
"Eu acho absolutamente extraordinário que o governador do Banco de Portugal ainda não tenha percebido que, quanto mais ele adia, quanto mais ele se esconde, mais o país perde o respeito pela isenção e credibilidade dele", afirmou.
Aeroporto em Alcochete
Paulo Portas comentou ainda a decisão do aeroporto ser construído em Alcochete, referindo que o CDS-PP mandou analisar tecnicamente todo o relatório do LNEC.
"As questões técnicas que estão muito complexas merecem um estudo muito atento. Eu pronunciar-me-ei em breve, mas ainda não está concluído esse estudo", frisou.