O líder do CDS/PP, Paulo Portas, considerou hoje que deve ser o primeiro-ministro, José Sócrates, a defender o orçamento suplementar no Parlamento, que considerou uma proposta de "decepções".
"Eu considero que os portugueses têm direito a que seja o primeiro-ministro e mais ninguém a defender na Assembleia da República o orçamento rectificativo. Já chega de ser o primeiro-ministro a fazer o discurso das ilusões e depois encomendar aos seus ministros os discursos das decepções em termos económicos e sociais", afirmou Paulo Portas.
O líder democrata-cristão falava aos jornalistas à entrada para o XXIII Congresso do CDS/PP, que decorre nas Caldas da Rainha.
Paulo Portas frisou que já há dois meses "a previsão para o crescimento económico não tinha adesão à realidade" e que a "projecção das receitas fiscais é fantasiosa"
"Uma economia sem consumo, sem negócios, não gerava aquelas receitas que só se tornariam possíveis com uma extorsão. Agora, os portugueses podem avaliar quem é que tinha feito bem as contas ou não tinha feito bem as contas e não as tinha mostrado", afirmou Paulo Portas.
O Governo apresentou sexta-feira o Orçamento Suplementar que prevê um défice de 3,9 por cento em 2009 - superior ao limite de 3 por cento do Pacto de Estabilidade e Crescimento - corrigindo em alta a estimativa de 2,2 por cento constante no Orçamento.
O XXIII Congresso do CDS-PP decorre hoje e domingo nas Caldas da Rainha, prevendo-se hoje a apresentação da estratégia eleitoral de Paulo Portas e a discussão de várias propostas de orientação política, económica e social.