Portas desafia Sócrates a negociar antes de apresentar Orçamento
O líder do CDS-PP afirmou que o primeiro-ministro devia abrir negociações com os partidos antes de apresentar o Orçamento de Estado, para perceber qual é a "margem de manobra". (Veja vídeo SIC no final do texto)Clique para visitar o dossiê Novo Governo
Portas garantiu que voltará a questionar o Governo sobre o Rendimento Mínimo Garantido
Alberto Frias
"O que é natural num primeiro-ministro que não tem maioria é que antes de o apresentar (Orçamento de Estado) abra negociações com os partidos para ver quais são as suas propostas, qual é a margem de manobra e qual é o caminho que quer seguir",
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, disse domingo que seria um acto de "boa fé" José Sócrates negociar com os partidos antes de apresentar a proposta de Orçamento de Estado para 2010.
"O que é natural num primeiro-ministro que não tem maioria é que antes de o apresentar (Orçamento de Estado) abra negociações com os partidos para ver quais são as suas propostas, qual é a margem de manobra e qual é o caminho que quer seguir", desafiou Paulo Portas, no discurso no jantar de Natal do CDS-PP, domingo à noite em Lisboa.
"O que não fará sentido é que o primeiro-ministro não converse com ninguém antes, apresente o seu orçamento, que só corresponde às suas próprias ideias e depois diga que qualquer alteração é um crime de lesa-majestade. É de boa fé abrir negociações antes", continuou o líder partidário.
Portas acusa primeiro-ministro de"queixinhas"
Paulo Portas acusou ainda José Sócrates de ser "queixinhas", por "passar a vida a queixar-se de tudo e de todos e não se pronunciar sobre o mérito concreto das propostas" dos outros partidos e, nomeadamente, do CDS-PP.
"Se ele, em vez de nos chamar nomes, discutisse connosco, dissesse porque é que não está de acordo ou nos dissesse `preciso de tempo para adaptar o Estado a esses novos procedimentos, tinha uma atitude mais positiva", defendeu.
"Agora queixar-se de tudo e de todos sem dizer porque é que não concorda com as medidas, isso não é aceitável", criticou Paulo Portas.
No jantar, o líder do CDS-PP sublinhou que em 2010, o partido voltará a questionar o Governo sobre o Rendimento Mínimo Garantido, o futuro da Agricultura e o aumento das pensões de reforma mais baixas.
Na verdade perante a desorganização do PSD o Paulo Portas não perde oportunidade. Já não é a primeira vez que se adianta e já no rectificativo fez o mesmo ao anunciar que se ía abster. Depois não digam que não está pura e simplesmente a abafar a Manela e agora que ninguém nos ouve até nem é difícil de acontecer. A mim pessoalmente tudo isto me deixa preocupado, como deve deixar qualquer democrata. Este homem que não é parvo nenhum utiliza a táctica de que candeia que vai à frente alumia duas vezes. Se não é impossivel está a revelar-se uma missão muito difícil conduzir hoje o País. Se não está ingovernavel para lá caminha. As reformas tão necessárias são uma miragem. Conservar mesmo algumas que foram conseguidas no anterior governo com sangue suor e lágrimas está a revelar-se missão impossivel. Não era conversa de chacha que íam destruír e rasgar tudo. Pelo que se está a ver depois do incêndio começamos a assistir ao reunir de escombros. A Educação será o caso mais vízivel, onde se procura não soluções mas sim ajuste de contas. Estão a vir ao decima os ódios, as raivas e as frustações. Os interesses supremos do País estão a ser postos de lado. Em termos colectivos estamos a caminhar alegremente para o abismo e os partidos a empurrar.
Nada me identifica com Paulo Portas, nem com o CDS.
Mas isso não me impede de considerar a sua proposta como positiva.
Só que a mesma está condenada ao fracassso, porque José Sócrates não sabe conjugar o verbo "NEGOCIAR"!
Conhece, sòmente o "QUERO, POSSO E MANDO "!
Ele, até dentro do próprio partido, só se faz o que ele quer!
Todos os outros elementos, não passam de uns subservientes !
Veja -se o último caso, relacionado com Teixeira dos Santos!
De nada valeu o seu discurso exaltado e inflamado !
Ainda não tinha terminado o mesmo e a sua "DESAUTORIZAÇÃO", já estava consumada.
O Governo e o Grupo Parlamentar, já tinham decidido aceitar o pedido de endividamento de 69 milhões, pela Região Autónoma da Madeira !
Se fôsse o Ministro anterior, nunca aceitaria uma coisa destas, tenho a certeza !
Paulo Portas não esteve interessado em estabelecer qualquer acordo de indicência parlamentar nem tampouco integrar qualquer coligação governativa!
Como, aliás, nenhum dos partidos com representação parlamentar!
Esta intervenção a "reclamar" uma negociação prévia ao debate do OE não tem nada de sincero nem interessante!
Nem o próprio Paulo Portas alguma vez considerou possível que a sua "proposta" pudesse ser acolhida pelo governo e pelo PS.
O que Paulo Portas tem em vista é "conduzir" a intervenção política na AR, procurando esvaziar de protagonismo o PSD e procurando dar sinais de alguma abertura a contrapartidas em áreas que lhe interessa continuar mediaticamente exposto, como sejam a segurança e a agricultura, já que sabe que a área da educação está do lado PSD!
Na verdade, o PS e JS já perceberam que se alguma abertura devem ter é com o PSD e com o CDS/PP, sem darem a perceber, todos, o que cada um está disposto a conceder para conseguir obter o que procura.
Ou seja, estamos no domínio da política pura, no domínio da negociação, cujas propostas e contrapropostas se vão ajustando em função de acções e reacções que se vão lançando e reconhecendo!
Esta acção de Paulo Portas não é mais do que isso!
O CDS/PP precisa de manter o PSD em permanente sobressalto, aproveitando especialmente o facto de Manuela Ferreira Leite estar completamente bloqueada, pois de cada vez que intervém, o PSD afunda!
NJP (seguir utilizador), 2 pontos , 23:05 | Segunda feira, 14 de dezembro de 2009
O seguro de vida de Paulo Portas é a inflexibilidade negocial de José Sócrates, o que é surpreendente pois ambos têm muitos pontos de contacto na domesticação dos respectivos partidos. Portas assassinou politicamente Manuel Monteiro e Diogo Freitas do Amaral, acabando de vez com a ideologia democrata cristã em favor do populismo do PP. Sócrates fez quase o mesmo dentro do PS, concentrando tudo na sua medida e opinião, resistindo apenas o estratega Manuel Alegre.
Ninguém de bom senso arrisca a conjecturar um cenário único enquanto o País parece nada importar. Até Cavaco Silva já percebeu que é possível governar em minoria gerando consensos. Sócrates ainda não percebeu onde se está a afunilar quando a teimosia deixou de ser uma qualidade apreciada pelos eleitores. Portas nada tem a perder e estica a corda com inteligência e estratégia notáveis. Enquanto isto o País arruína-se mais em cada dia.
Ricardo Rodrigues, vice-presidente da Bancada Parlamentar do PS, não tem mesmo emenda.
Ontem, solicitava a intervenção do Presidente da República
para que se pronunciasse sobre a situação política.
De imediato, foi desautorizado por Francisco Assis.
Hoje, volta com a ameaça de eleições antecipadas, o que na opinião de António Vitorino constituiria um erro crasso do PS, pois seria penalizado pelo eleitorado.
Entretanto, volta a suceder que o deputado em questão, é de novo desautorizado pelo seu Lider Parlamentar.
Sr. Dr. Ricardo Rodrigues, não se sente incomodado com estes factos ?
Isto, não significa, divisões internas, dentro do PS ?
Mais, diria, desorientação ?
O PS intitula os partidos da Oposição de "Coligação Negativa", só porque rejeitaram o Código Contributivo, e muito bem.
Senão em Janeiro de 2010, milhares de trablhadores, veriam os seus já baixos ordenados diminuídos, devido a terem de descontar mais para a TSU e, eventualmente, para o IRS, com mudança de escalão.
E as empresas seriam agravadas, na TSU.
Para não falar nos trabalhadores independentes !
O PS, diz que isso lhe retirou milhões de euros.
Recordo-me de na altura da sua apresentação terem afirmado que o resultado era neutro.
Se é como dizem, então havia aumento de impostos,o que contraria a promessa de José Sócrates!
Terminando, com uma simples ao PS:
Suponhamos, que o BE e o CDS, tinham aceite o convite que lhes dirigiu.
Como chamaria a essa "Coligação" ?
NEGATIVA, OU POSITIVA ?
Desafio a abolir o sistema POC aprovado pelos socialistas que é um atentado à dignidade civica de qualquer ser humano.
VENCIMENTO DE 52,20 a dignidade de ter este vencimento, mas continuo a trabalhar para lutar contra esta medida.
O Portas ainda não percebeu que o 1º ministro não quer dialogar com os parceiros, o que ele quer é dizer que a oposição não o deixa governar. pois não pretende chegar a um consenso
Mais tarde dirá que a oposição é que quer governar. Pois é, se soubesse viver em democracia talvez soubesse governar com uma minoria relativa.
De facto, no governo anterior, com maioria absoluta, tambem nunca deu ouvidos á oposição.
Portas assume-se como o verdadeiro lider da oposição e está a transformar o PSD num "cãozinho que segue o dono". Assim foi com a proposta do código contributivo e tudo indica que o será também com o orçamento.
O que Portas parece querer agora é um acordo com o PS sobre o orçamento para dar mais um golpe no PSD. Eu acho que Sócrates vai tentar negociar, mas em política, a iniciativa é fundamental e Portas parece ter jogado bem antecipando-se ao próprio PM.
Então o CDS recusou o convite do PS para uma coligação e agora quer que Socrates negocei um assunto primordial para a governação como é o orçamento de Estado?...
Diz o "engenheireiro" Sócrates que "QUEM GOVERNA É O GOVERNO E NÃO O PARLAMENTO, CONFORME CONSTITUIÇÃO..."
Eu gostava de saber o que é que, afinal, os deputados que estão no parlamento estão lá a fazer. Eu sempre pensei que as leis são aprovadas no parlamento pela maioria parlamentar. Ora se a maioria é da oposição e se a oposição tiver propostas consentâneas, é lógico que as mesmas sejam aprovadas pelo governo.
Foi assim que o povo escolheu... E eu acredito que meia dúzia de cabeças a pensar é melhor que só uma, que foi o que aconteceu na legislatura anterior.
Eu sei que é frustrante ser-se governo e a oposição é que dita as regras, mas foi assim que os eleitores decidiram...
E é nas alturas das eleições que os "políticos" se apercebem que, afinal, o povo é quem mais ordena...Mas quando vão para o poleiro esquecem-se logo...
Este título foi para comentar a passada campanha Eleitoral de PP. Queria acabar com o subsídio de reinserção e diminuir a insegurança!
Agora é ao contrário : Quer aumentar a segurança governativa diminuindo a margem de manobra de um Partido - que embora minoritário -ganhou as eleições e deve apresentar as suas Propostas em tempo - cedendo ou não conforme as respostas dos outros Partidos. Mas só dos que querem construir! E haverá alguem - a não ser o PS - interessado em Governar este País?
O Dr. Paulo Portas tem em mãos uma oportunidade única de ser o Lider do 2º maior Partido da oposição. O PSD está de rastos. PP é suficientemente bom Político - para compreender isso - pois, finalmente para concretizar o que acima se refere -não precisa de subir o degrau que todos os Partidos Portugueses tem a mais! PP ocuparia como se diz bem o degrau abaixo- lider do PSD.
Apresente ao País propostas exequiveis -de ambito social - registe-as num Notário e garanto-lhe que o País agradecia.
É por estas e outras que este cavalheiro não merece o mínimo de credibilidade!
Se cria ter algo a dizer devia de o ter dito quando Sócrates chamou os partidos individualmente a para os sondar em que condições estariam disponíveis para formar governo com o PS.
Na altura ninguém esteve disponível para nada, mas agora querem impor o seu programa eleitoral e a isso chamam negociação???
Sim…porque com a coligação vinha responsabilidade, e responsabilidade é algo que ninguém na oposição quer!
Temos uma assembleia da república que está para a democracia, como a selecção nacional está para o país, Se no futebol temos o Brasil B na assembleia da república temos dois BE de esquerda e dois BE de direita que não se inibem minimamente em se coligarem para evitar qualquer coisa que pareça governação!
Se queriam ter algo a dizer para alem de serem contra, o momento para isso passou!
Quem governa é responsável! E quem não deixa governar também!!!
Após zanga no recreio o miúdo volta a chorar para a aula.
- Então? Ainda não chamei para a aula - Pergunta o professor.
- Stôr - snif,(funga) snif - Stôr eles não me deixam -snif - jogar e a bola é -snif, pfff, pfff (assoa-se) - é minha.
- Não, a bola é de todos. É da escola.
- Mas sempre fui -snif- fui eu que joguei...-pff, pfff - joguei mais os meus amigos.
- Pois é, mas os seus amigos já cá não estão. Não passaram de classe. Uns foram para as obras e outros distribuem jornais.
- Pois é, tenho-snif- tenho saudades dos meus amigos. Eram-snif- eram tantos.
- Mas vão voltar, vais ver.
- Não acredito no Stôr. Habituaram-se a ganhar dinheiro nas obras e já não querem nada com a escola. E eu também não gosto desta escola que é muito vagarosa. Queria era uma escola tipo plano inclinado. Sempre a subir.
- Plano inclinado, vais sempre a descer...
- Não se alguém me empurrar para cima. Mas agora -snif- agora quero a bola...
- Tem calma, vou chamar os teus colegas. -E toca a campaínha.
Entram todos em turbilhão - Em silêncio e sentem-se nos vossos lugares - Grita o o professor.
- Vamos lá a ver o que se passa com o jogo. Porquê, vocês não deixam o vosso colega jogar? - Falam todos ao mesmo tempo - Ordem! Ordem Só fala quem eu indicar. - E aponta um - Tu.
- Mentira...
- Não se chama mentiroso, deve-se dizer "O meu colega falta à verdade"