Paulo Portas quer Sócrates no debate do orçamento rectificativo
João Relvas/Lusa
"É uma vergonha Portugal ter um Governo que mentiu deliberadamente ao Parlamento sobre o estado real da economia" - foram as primeiras palavras de Paulo Portas perante os delegados ao congresso do CDS, nas Caldas da Rainha. Foi o arranque para um duríssimo ataque ao Executivo e ao primeiro-ministro, acusados de mentir, enganar e iludir o país com um Orçamento de Estado para 2009 que ainda ontem teve que ser alterado.
"Ou não fez [as contas] bem feitas ou não as quis mostrar ao Parlamento, disparou Portas, lembrando que há dois meses, quando foi denunciado o irrealismo dos números do OE Sócrates e Teixeira dos Santos insistiram na sua validade. Sócrates, disse o presidente do CDS, "deliberadamente fez um discurso enganador". E desafiou o chefe do Governo a não se escudar atrás dos seus ministros e a assumir as más notícias, como assumiu as boas. No debate do orçamento rectificativo, "que dê a cara pela verdade quem deu a cara pela mentira, ou seja, o primeiro-ministro", exigiu Portas.
Após um ano em que o Executivo "negou a evidência da crise", o líder centrista concluiu: "Portugal não tem um primeiro-ministro verdadeiro nem um Governo competente, tem uma comissão eleitoral do PS para tentar ter a maioria absoluta que não merecem."