12/02/2012 atualizado às 9:02
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Polícia, um cidadão sem limites

Um sindicato da PSP marcou uma greve. Porque não hão-de os polícias poder fazer greve com serviços mínimos? Os médicos não fazem? A vida não vale tanto como a segurança? Aceitamos que a PSP é uma força civil e os polícias cidadãos por inteiro?

Daniel Oliveira (www.arrastao.org)
9:00 Quarta feira, 8 de setembro de 2010

Um dos sindicatos de polícia entregou um pré-aviso de greve para a semana da cimeira da NATO, quando Barack Obama visita Portugal. A direcção nacional da PSP já fez saber que a greve é "um crime". E, de facto, a lei portuguesa parece retirar aos polícias o direito à greve, interpretação que os próprios contestam. A maior parte das pessoas achará esta proibição lógica. Não me parece.

Não há nenhuma razão geral para tal proibição. Os polícias não são membros de órgão de soberania nem estão sujeitos às regras militares. Por isso mesmo, há muitos anos que os sindicatos de polícia exigem direitos sindicais plenos que, como é evidente, deveriam incluir o direito à greve. Entregaram mesmo ao Parlamento, em 2008, uma petição com cinco mil assinaturas com essa exigência. A ela, o antigo ministro da Administração Interna, António Costa, respondeu: "nunca, jamais, em tempo algum". Felizmente o "jamais", seja em português ou em francês, não vale nada em politica. O debate democrático trata de o ignorar.

É verdade que a própria Constituição permite (mas não obriga) a limitação desse direito às forças de segurança. Diz o artigo 270º: "a lei pode estabelecer, na estrita medida das exigências próprias das respectivas funções, restrições ao exercício dos direitos de expressão, reunião, manifestação, associação e petição colectiva e à capacidade eleitoral passiva por militares e agentes militarizados dos quadros permanentes em serviço efectivo, bem como por agentes dos serviços de e das forças de segurança e, no caso destas, a não admissão do direito à greve, mesmo quando reconhecido o direito de associação sindical". Resumindo: pode proibir, mas remete para a lei a decisão de o fazer ou não.

A única razão que sobra é prática: uma greve na PSP iria pôr em causa a segurança dos cidadãos, valor fundamental a preservar. Não vejo porquê. O direito à greve nas forças de segurança, legal em vários países (Holanda e Roménia, por exemplo), já existe na Polícia Judiciária e nos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras, sem qualquer risco para os cidadãos. Os próprios polícias municipais já exerceram este direito em Portugal.

Mas podemos ir mais longe: os médicos e os enfermeiros podem fazer greve. Nem por isso a vida das pessoas fica em perigo. Como é evidente, os serviços mínimos neste sector são mais abrangentes do que noutros. Assim teria de ser na polícia. É que os agentes da PSP cumprem muitas funções quotidianas que não têm directamente a ver com a defesa da segurança de pessoas e bens. Não há nada nas funções da polícia de fundamentalmente distinto das funções daqueles que salvam vidas em hospitais. Ou não será a vida um valor tão ou mais importante que o direito à segurança? Com os serviços mínimos cá nos temos sabido orientar.

Na verdade, a razão que leva o Estado a retirar o direito à greve aos polícias é a mesma que levou, durante décadas, a proibir o direito ao seu associativismo sindical que, como se viu, não prejudicou em nada a segurança dos cidadãos: continua a ver a PSP como uma força essencialmente militar. Mesmo a forma como as chefias da PSP lidam com a natural contestação laboral na corporação é ainda a de quem vive mal com o carácter civil daquelas forças.

Fazem mal. O País e a nossa segurança só têm a ganhar com o civilismo da PSP. Quanto mais integrados nas regras democráticas que vigoram para todos os restantes cidadãos mais os polícias defenderão o respeito pelo Estado de Direito democrático. E essa é a forma mais segura de compreenderem e consequentemente defenderem a lei e os direitos cívicos que ela consagra.

Palavras-chave  Blogues, greve, sindicato, cidadaos, PSP
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O dedo de Louçã
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 9:25 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
O policia tem uma arma á cintura.O médico, o professor, o cidadão comum mesmo com licença, não o pode fazer.
As armas estão subordinadas á politica-e assim deve ser, num País civilizado,livre e democrático.
A greve, na cimeira da Nato, cheira a "esturro": é politica a mais dentro desse sindicato-e, por certo, está a estravasar os seus direitos constitucionais.
São conselhos de Louçã-é o que se diz por aí.Mas, se assim é, os policias devem mudar de conselheiro, antes que seja tarde demais.
 
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    Re: O D. OLIVEIRA ESTÁ A BRINCAR...    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 11:54 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
    Re: O dedo de Louçã    Ver comentário
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 9:43 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
O comunismo infiltrou-se nesse sindicato da PSP?
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos , 9:57 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
Temos de compreender este fenómeno se queremos uma polícia disciplinada e eficiente.

Não pode haver greve de uma força que está armada e serve para o cumprimento da Lei.

No dia em que a polícia fizer greve, toda a disciplina do Estado estará em causa.

Mão dura contra estes fazedores do caos e em último caso dissolva-se esse sindicato.
 
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Polícia, um cidadão sem limites
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:36 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
Trata-se de um terreno pantanoso e não sabemos nunca ao caminhar, quando é que vamos ser engolidos ou se vamos mesmo passar para o outro lado. Pode sempre invocar que os Juizes, os médicos e não sei que mais já têm esse direito, no entanto ainda não está provado da sua razão. Faz lembrar o namorado, que começa por agarrar na mãozinha. Pelo andar da carruagem não tarda que o mesmo aconteça nas Forças Armadas. Já estou a ver aquela guerra do saudoso Raúl Solnado. Fiz um presioneiro. Pergunta o capitão. Onde é que ele está. Responde o soldado. Não quis vir. Por vezes nem sempre o que parece é, mas às vezes o que é parece. Numa sociedade moderna nem todos têm as mesmas obrigações, mas também os mesmos deveres. Cada um toma as suas opções e deve assumi-las como tal. Os Sindicatos são essenciais à Democracia, mas tal como o sal na comida não pode ser nem de mais nem de menos. Segundo diz o povo e tem razão, é no meio que está a virtude.
 
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QUEM VAI PARA A POLICIA DEVE SABER ISTO:
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 11:14 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
Para si tudo é relativo. Tudo é negociável. Nada merece respeito e tudo é possível. A sociedade vive de equilíbrios, compromissos assentes em convenções expressas e não expressas. Viver em sociedade supõe isto tão fácil e tão complicado ao mesmo tempo. Você acha que estar sempre do contra é que é. É a sua marca e daí não consegue sair… no presente caso da greve da Policia vc acha que não só legitima como é um direito. Só pode ser mais um dos seus enganos pois como anteriormente disse em sociedade existe uma ordem de relacionamento com regras que impõe que as entidades que exercem o poder coercivo do Estado e que têm legitimidade em usar armas não têm direito a usar um direito exclusivo da sociedade civil ou seja o direito á greve. Quem o diz são os teóricos da matéria. Numa sociedade em geral e numa democracia em particular o facto de alguém possuir a delegação de poderes de coacção e uso de arma e invocar esse estatuto para reivindicar um direito desequilibra qualquer não só qualquer negociação como a harmonia desejada. Este princípio parece exagerado mas é a essência de um equilíbrio. O poder executivo não pode ser nunca coagido pois ele representa o povo e a sua vontade. Creio que compreenderá este raciocínio simples pois a simples ameaça de greve por parte dum corpo policial consubstancia uma agressão ao equilíbrio de uma sociedade livre
 
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Um sindicato independente
JNv (seguir utilizador), 2 pontos , 17:28 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
À semelhança do que se passa na justiça, os cidadãos e os polícias perdem muito quando deixam a política e os interesses partidários meterem-se no meio. E nada ganham.

Mas, ao contrário da justiça, aqui aceita-se perfeitamente a existência de um sindicato profissional, sem ligação à política e sem direito a greve.

Um sindicato idóneo e independente é um sindicato com força para ser ouvido pela chefia da polícia e pelo governo.

E para ter força, o sindicato dos polícias nunca precisará de usar as técnicas e os métodos dos sindicatos normais, quase todos dominados pela agenda política dos partidos e não pela agenda das suas necessidades profissionais.
 
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TODOS OS CIDADÃOS TÊM LIMITES
Anamanacosta (seguir utilizador), 1 ponto , 9:19 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010

Numa ditadura há cidadãos que não têm limites, entre os quais se encontram o ditador e seus partidários. Numa Democracia todos os cidadãos têm limites. São aqueles que estão legislados e que têm a ver com o exercício dos direitos, liberdades e garantias de todos os cidadãos. Há quem já se tenha esquecido do que é viver em Ditadura, com uma cidadania limitada. Pretender que os polícias, por serem cidadãos, podem estar acima da lei é tão perigoso como duvidar da decisão da Justiça no caso Casa Pia. É pretender, talvez inocentemente, estar acima de tudo questionando os princípios do Estado Democrático.
 
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É uma aposta de alto risco!
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 9:54 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
É em todo o caso, uma aposta de alto risco. Como se depreende de todo o historial da associativismo policial (a começar pelas célebres mangueiradas no Terreiro do Paço), esta foi sempre contestada, e não me parece que parte da oposição viva de amores por ela. As datas escolhidas não são inocentes, até porque são as datas onde o governo tinha pedido aos polícias para não marcarem férias (o que também já tinha sido contestado). Acontece que existem razões nacionais para isso: a qualidade dos participantes nas reuniões que se avizinha é de tal ordem que pode muito bem atrair a atenção de grupos terroristas.

Se a greve for avante, duas coisas podem acontecer. Por um lado, muitos dos grevistas perderão a valiosa experiência profissional de se entrosarem com os vários serviços de informação que por cá vão abundar. Isto pode ser um facto de risco na adesão à greve mas talvez não para aqueles que queriam tirar férias nessas datas.

A outra coisa é mais grave mas também mais improvável. Se vier a ocorrer algum atentado com sucesso nesta situação, o futuro do sindicalismo policial fica automaticamente em risco. Uma fuga possível para a frente do governo será acabar com ele, e a oposição secundará. Mesmo se as perturbações não forem além de cancelamentos devido à percepção de uma deficiente segurança, isso pode acontecer.

É como eu disse, uma aposta de alto risco!
 
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Tantos Porquês...
Ricardo37 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:40 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
Já agora, e depois de 36 anos de paz, Portugal envolvia-se num conflito militar, e os militares aproveitavam para fazer greve alegando fracas condições de segurança.

Vai para o 'Prós e Contras' pá !
 
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Uma arma à cintura não ajuda a pensar
Matrix_2012 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:43 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
Qualquer que seja o desfecho desta opção me parece condenada em prejuizo dos seus protagonistas.
 
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Vamos com calma
eng7 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:48 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
Em primeiro lugar custa-me a entender um país no qual uma grande parte das forças de segurança é militar (GNR), sempre achei que isso fosse coisa de países sob ditadura. Adiante, não é sobre estes profissionais o texto, mas sim sobre a PSP. Ora, julgo eu que na Lei, um policia está sempre de serviço, por isso pode levar a arma para casa depois de cumprido o horário. Se tem esse direito, deveria em principio ter também o dever de não poder fazer greve (se está sempre em serviço como pode fazer greve?!). O que acontece é que o país está com o desemprego elevado. Muitos vêm no exercito, na GNR e na PSP uma forma de fugirem ao desemprego por serem trabalhos com um salário razoável em relação ás habilitações exigidas. E vão para lá pensando que são mais uns funcionários públicos como outros quaisquer. Pois bem, não são. Andam armados, a sua palavra vale mais que a dos outros em tribunal etc...O problema de quem trabalha para o Governo (ou seja, para nós, pagadores de impostos) é que toda a gente quer regalias e ninguém quer deveres. Num país onde até os juízes têm sindicatos, onde a policia ameaça fazer greve, parece que já vale tudo mesmo. Haja bom senso e responsabilidade nos cargos que merecem alguma dignidade por representarem a nação. Parece que a vergonha e a honra definitivamente desapareceram de quem era suposto estar à frente deste país.
 
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    TÚ ES O COLEGA DO SOCRATES, NÃO ÉS?    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 14:40 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
    Re: TÚ ES O COLEGA DO SOCRATES, NÃO ÉS?    Ver comentário
eng7 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:51 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
    engraçado    Ver comentário
cidadaodiferente (seguir utilizador), 1 ponto , 20:36 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
Creio que havemos de lá chegar
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 11:04 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
apesar de todos os recuos que se têm verificado nos direitos laborais em geral, desde o 25 de Novembro. Creio nisso porque me parece que os polícias têm, nesse campo, sido exigentes e porque, como bem faz notar, não há nada na constituição que lhes proíba a existência de direitos sindicais plenos.
Acredito também, que a polícia necessita de ser encarada (e de ser educada) como uma força civil – não creio contudo que haja uma relação tão simples entre a forma como é tratada e a como se comporta. Qualquer autoridade tem tendência a ser autoritária... não é por ter levado com uma barreira de água em jacto que no dia a seguir se comportaram como anti-autoritários. Neste campo, eu que apenas vou a Portugal esporadicamente, tenho notado uma evolução notável ao longo dos últimos 30 anos que julgo se deve mais à entrada de novos elementos (e) com níveis de escolaridade superiores do que, por exemplo, às suas conquistas no campo sindical.
 
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    Re: FADO RISKADO    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 14:43 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
    Re: FADO RISKADO    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 16:04 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
"CHAMEM A POLICIA"
"LUAOUAKYARA" (seguir utilizador), 1 ponto , 11:31 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
Caros colegas comentaristas sou o Kácus que agora já não existe para o expresso.
  Serve este post para vos dizer que o Kácus com mais de 300 comentários e 37 pontos no "prestígio" foi pura e simplesmente e sem aviso varrido daqui deste site provocado e inventado pelo Expresso.
Houve uma besta que se dignou dár-me importância aqui fica o registo para todos saberem da democracia destes senhores que apenas querem que lhes forneçamos palha fresca diária mas correm connosco se a palha está molhada.
Vou escrever para outro lado e levo a cadela.
Cumps a todos.
Para quem me afastou faço minhas as palavras do Kirós.
 
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    Re:    Ver comentário
JF Pereira (seguir utilizador), 1 ponto , 14:31 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
    Re: PATETA !    Ver comentário
"LUAOUAKYARA" (seguir utilizador), 1 ponto , 17:07 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
    Re: PATETA !    Ver comentário
JF Pereira (seguir utilizador), 1 ponto , 18:09 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
Sem policia..
JPOSR (seguir utilizador), 1 ponto , 20:58 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
A força policial é o elemento que impede que a sociedade cai no caos social (passo o pleonasmo).
Se o policia fizer greve, o que impede os criminosos, marginais e arruaceiros de literalmente tomarem as ruas, espalhando o caos e a anarquia?
 
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    Re: Sem policia..    Ver comentário
lusofora (seguir utilizador), 1 ponto , 21:21 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
    Re: Sem policia..    Ver comentário
JPOSR (seguir utilizador), 1 ponto , 21:27 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
    Re: Sem policia..    Ver comentário
lusofora (seguir utilizador), 1 ponto , 2:29 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Que estupidez de comparação
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 22:09 | Quarta feira, 8 de setembro de 2010
Se o médico fizer greve não vai haver mais doentes nesse dia por causa disso.

Se o polícia estiver de greve, talvez um simpático ladrão tenha um estímulo extra para meter algum juízo na cabeça do daniel oliveira, assaltando-lhe a casa, o carro e ele próprio, com a impunidade garantida.
 
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Parece-me que baralham tudo
jasf41 (seguir utilizador), 1 ponto , 3:23 | Quinta feira, 9 de setembro de 2010
Caros comentadores, digam-me lá ou antes, esclareçam-me o que tem o porte de arma (que fora de serviço, deixou de ser obrigatório) com o direito à greve? Para que saibam a PJ, SEF, algumas PM´s (ao arrepio do estatuto) e Guarda Prisional, tem a obrigação de uso de arma em serviço e nem por isso deixam de poder fazer greve. Desde quando o direito à greve de uma F.S. faz o Estado cair na anarquia? Que se saiba existem serviços mínimos e a própria Lei de Segurança Interna que estabelece limites e pode suspender direitos em alturas de crise.
Desde quando e isso só passa pela cabeça de “velhos do Restelo” o equilíbrio de direitos e deveres passa por um fiel de balança chamado “arma” e “poder coactivo”? Não basta serem dois teóricos da matéria a dizerem q isso assim deve ser, pois existem muitos mais teóricos que dizem que os deveres inerentes à função, nada tem a ver com o direito de reivindicar, desde que tal não comprometa o normal funcionamento da sociedade, e foi para isso que foi criada a figura jurídica dos serviços mínimos, tantas e tantas vezes desrespeitada por camadas profissionais como os juízes (órgãos de soberania), médicos, professores, maquinistas e motoristas e isto só para falar dos casos mais visíveis.
Podem-me dizer, pq é que na maioria dos países europeus, o direito à greve nas FS civis (que é o caso da PSP) é admitido, embora e reconheço, que nalguns casos com restrições?? Será assim esta FS tão diferente das suas congéneres europeias??
 
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