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Podem parar de construir auto-estradas?

Nicolau Santos
8:00 Segunda feira, 13 de abril de 2009

Dez a doze mil veículos é o tráfego necessário para que se justifique a construção de uma auto-estrada, de acordo com parâmetros internacionais e com as normas do Plano Rodoviário 2000. Ora de acordo com contas feitas pelo Expresso (4.4.09), nove das actuais auto-estradas não têm razão de existir porque ficam abaixo daquele limite de tráfego: três no Norte (A11, A7 e A24), duas no Centro (A14 e A17) e quatro a Sul (A10, A15, A13 e A6).

É claro que não se constroem auto-estradas apenas por estas razões. A A6, que liga Lisboa a Madrid, justifica-se, independentemente do tráfego que nela circula. E há razões de isolamento do Interior que também podem justificar esse investimento. Mas quando o Eurostat revela que Portugal é dos países da Europa com mais auto-estradas por habitante e densidade geográfica; e que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a "campeã" da União Europeia neste item, convém parar para reflectir.

E o que está dito é que chega e sobeja o que já temos em matéria de auto-estradas. Não há nenhumas razões, ainda mais neste momento, que justifiquem continuar a investir nesta área.

Em primeiro lugar, porque é um esforço financeiro que não melhora a competitividade do país, hoje em dia o nosso objectivo crucial. Em segundo, porque sobrecarrega as gerações futuras com encargos pesadíssimos. Em terceiro, porque agrava ainda mais o já enorme desequilíbrio externo do país. E, em quarto, porque Portugal está claramente abaixo da média europeia no que toca às redes de transporte ferroviário e ao investimento nos portos.

O que será preciso para levar o Governo a suspender a decisão de construir novas auto-estradas? Argumenta o Governo que dos 1300 km de novas estradas, 1200 são para fazer ligações ao Interior e só 600 km são auto-estradas. E mais de metade dos 1300 km são nos distritos de maior sinistralidade (Évora, Beja, Portalegre, Bragança, Santarém e Faro).

As justificações governativas esbarram, contudo, num primeiro absurdo. Na prática, as concessões Auto-estradas do Centro e Pinhal Interior vão criar uma nova auto-estrada entre Lisboa e Porto, a terceira tendo em conta as duas existentes, a A1 e a ligação A8-A17-SCUT Costa de Prata. Não faz sentido, mesmo que o Governo diga que o objectivo é ligar Coimbra a Viseu e resolver a ligação IP3 Coimbra-Viseu e o IC-2 Coimbra-Porto.

O segundo absurdo é que as duas actuais auto-estradas entre Lisboa e Porto estão muito longe de esgotar a sua capacidade, que pode chegar aos 150 mil veículos/dia e em 2008 atingiu apenas um terço desse movimento.

A terceira razão é que as cidades do país não podem ter todas uma auto-estrada à porta - como conseguiram ter um hospital, alguns dos quais distando poucos quilómetros entre si.

Um estudo de há dois anos, encomendado pela FLAD e liderado pelo economista Marvão Pereira, demonstrava que, na fase actual, os investimentos em infra-estruturas mais rentáveis deveriam ser feitos nos portos, porque são os que apresentam uma contribuição mais positiva para o PIB e para o emprego. Mas, pelos vistos, o Governo gere-se por outros estudos, apesar de ser evidente que novos investimentos em auto-estradas (mesmo que sejam 'apenas' mais 600 km) não aumentam a produtividade do país nem a sua competitividade. E todos os investimentos deveriam, neste momento, ser canalizados para aumentar a competitividade do país. Sem isso, vamos passar dificuldades muito sérias durante largos anos.

P.S. - Confiança é o termo-chave nesta crise. Sem o seu regresso não sairemos do atoleiro em que estamos metidos. E no sistema financeiro a confiança é fundamental. É por isso que é tão incómodo aquilo que a Caixa Geral de Depósitos decidiu fazer. Depois de ter vendido obrigações de caixa aos seus clientes atraídos por taxas fixas anuais elevadas (4,9% no primeiro ano, 5% no segundo e por aí fora até aos 5,30% no 5º ano), o banco do Estado exerceu a opção de passar a remuneração para uma taxa variável (previsto no prospecto de emissões, claro - mas não foi isso que atraiu os investidores...), correspondente à Euribor a 12 meses e que está em queda há largos meses. Resultado: entre a taxa efectivamente paga e a fixa começa a haver um diferencial desfavorável aos clientes, claro.

Foi também isso que aconteceu com os Certificados de Aforro (CA), quando o Estado decidiu mudar as regras, baixando a remuneração a meio do jogo. Resultado: milhões de euros fugiram deste instrumento de poupança. O presidente dos Correios, onde os CA eram vendidos em grande escala, reconhece que "o mercado dos certificados de aforro nunca mais será como dantes". E porquê? "Perdeu-se a confiança no produto, porque se criou a ideia de que as condições podem ser alteradas a cada momento".

São exemplos do que acontece quando a confiança dos clientes se retrai. E quando isso acontece, o dano, se não é irreparável, anda lá perto. Por isso, persistir neste tipo de comportamentos não só é péssimo como vai conduzir a resultados cada vez piores.

Bancos, IVA, fisco e todos nós

Indignemo-nos, cidadãos! A administração fiscal deixou prescrever cerca de €3 milhões de correcções ao IVA do exercício de 2004, propostas pela Inspecção Geral de Finanças a uma amostra de 13 instituições financeiras.
Ora não se percebe como não há um pronto esclarecimento sobre isto, nem como a administração fiscal não cumpre uma proposta da IGF. Não se percebe como ninguém se demite nem é demitido. E não se percebe porque é que o fisco persegue encarniçadamente quem passa recibo verde e não entrega o IVA a tempo e horas apesar das somas serem irrisórias - e deixa prescrever os milhões de IVA que os bancos cobram aos clientes e deveriam entregar a horas ao Estado.

Figurantes e erros técnicos

Alípio Dias deu uma entrevista onde afirma que, quanto às eventuais irregularidades no BCP, não passou de um "simples figurante" de um "alegado filme ou enredo em que se viu envolvido". Jardim Gonçalves, na sua defesa, explica que houve um erro processual nas offshores que foram criadas pela Servitrust para clientes - mas que nunca foram colocadas em clientes. Realmente, é lamentável que um erro processual permita suspeitar que a administração do BCP criou as offshores para manipular as contas do banco e garantir os aumentos de capital. E que um homem com a longuíssima experiência de Alípio Dias nunca tivesse dado por nada. Como se sabe, os banqueiros não mentem. E nós somos parvos.

Nicolau Santos

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excelente texto
Teobar (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:53 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
O Sr. Nicolau Santos toca aqui em diversos pontos importantes - assuntos que o Governo não lhe interessa que sejam discutidos.
De facto vivemos num país pequeno e com fraco poderio financeiro, e mesmo assim o Estado desperdiça o nosso dinheiro a olhos vistos. E depois não há dinheiro para o que é realmente importante... como por exemplo não ter que esperar 3 anos por uma operação num hospital público.
Já para não falar dos "intocáveis" gestores que recebem ordenados milionários para fazerem um mau trabalho e depois dizerem que as vítimas são eles.
 
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"horizonte de cálculo"
AntiFar (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 12:22 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
Algumas notas:
Esta perspectiva (um tanto miserabilista e inconsequente) sobre o investimento nas auto-estradas incorre, a nosso ver, nas seguintes imprecisões:
1. Os projectos de vias de comunicação, tanto quanto sabemos, admitem à partida uma extrapolação do tráfego para x anos. Podem existir várias razões para o paradigma se alterar, contudo o horizonte será sempre de algumas dezenas de anos;
2. O número de auto-estradas tem que ser comparado não isoladamente mas em conjunto com todo o sistema de vias de comunicação de um país. Isto porque os territórios têm a sua geomorfologia específica, as suas características próprias. Aliás, como é sabido, o estudo de um território tem que obedecer a uma aproximação integrada o mais exaustiva e repleta de interconexões possível. A isso se chama planeamento;
3. “A8-A17-SCUT Costa de Prata” em rigor não é uma auto-estrada. Embora desconhecendo essas vias é um facto que uma SCUT e uma auto-estrada não obedecem às mesmas regras de construção;
4. Como decorre do número 1. não seria de maneira nenhuma admissível que uma via esgotasse a sua capacidade antes do "horizonte de cálculo";
5. Seriam os investimentos nos portos mais comportáveis que os investimentos nas auto-estradas (estas com um programa de financiamento já em curso)?

Quanto aos restantes assuntos focados é notório que, dada a matéria em análise, o articulista já “flutua” melhor…
 
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Portugal , dois paises.
Alves1 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 21:57 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
Toda a gente opina, mas na maior parte das vezes mal.
Aqueles que opinam esquecem-se , que no interior não há comboio ou metro ou aeroporto, fecham-se escolas, retira-se as valências dos hospitais, fecham-se serviços publicos.
E aqueles que habitam no interior , pagam os mesmos impostos por cabeça, IVA, IRS, IRC, ISP.
Uma solução seria medir 100 km a partir da linha de costa e vender aos espanhois. Ou então transformar o interior num deserto, arranjar emprego e moradia para todos no litoral .
 
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    Re: Portugal , dois paises.    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:39 | Terça feira, 14 de abril de 2009
As autoestradas e os acidentes
Toni 2 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:58 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
Acabada a operação Pascal pela GNR,podemos este ano congratular-nos pelos resultados obtidos. Segundo a mesma GNR, o sucesso deve-se ao facto de termos melhores estradas,melhores veiculos e a cima de tudo ao civismo dos condutores. Para os que são contra a construção de mais autoestradas,acho que encontram aqui uma boa razão para mudar de opinião. Em relação ao civismo dos condutores,devemos orgulhar-nos de tal facto porque estamos a ír no bom sentido,pois é a propria GNR que o refere. Também posso informar,que não tenho duvidas que só é contra as vias de comunicação quem sempre as teve,porque não sabe a falta que elas fazem. As autoestradas são feitas para durar 50,100 anos,não será obrigatorio que logo no primeiro dia a seguir à sua inauguração se tenha de andar nelas em filas compactas. Já os Romanos defendiam o conceito que as vias de comunicação criavam só por si mais valias. O que me espanta é que dois mil anos depois ainda há gente com responsabilidades que desconhece esse conceito. Eu não conheço outra maneira de desenvolver,modernizar e fazer progredir um País. Podemos discutir se devemos dar prioridade à ferrovia em detrimento da rodovia. Quem sabe um pouco de Historia de Portugal e conheça o Reinado do nosso Rei D. Luis e a vida de Fontes Pereira de Melo,vai encontrar um paralelismo com o que se está a passar hoje,sobre este assunto. Nessa altura disseram ainda pior dele do que de Socrates. É bem verdade que os factos não se repetem mas sucedem-se.
 
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E manutenção ? uiiii
Bocagiano (seguir utilizador), 1 ponto , 18:23 | Segunda feira, 13 de abril de 2009
E custos de manutenção das SCUT ?

Vim morar para o interior do país e circulo todos os dias na A23. Fico abismado com a manutenção absurda que é efectuada nesta auto-estrada. A finalidade ? arranjar facturas para justificar os milhões entregues à Scutvias que até paga subsídio de Páscoa aos funcionários !! Sim eu disse subsídio de Páscoa ! Salários 15 meses por ano. A razão ? Arranjar despesas para justificar a continuidade da Scutvias. E carros de serviço ?uiiiiii é vê-los a circular na ida-volta para a sede na Lardosa.Até os cantoneiros devem ter carro de serviço de certeza !
 
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Peoples Power Party?
Volnei (seguir utilizador), 1 ponto , 16:17 | Terça feira, 14 de abril de 2009
Certos pessimismos não tem fundamentos que o optimismo não desmonte.

Com tanta ira melhor mas é mesmo formar um...

Partido Anti Novas Auto-Estradas?

E a outra parte funda um outro partido tipo...?

Peoples Power Party?

Tudo o que não seja construído na caduca Lisboa. As velhas elites em Portugal estão sempre contra tudo.

O novo Aeroporto de Lisboa só passou a ser bom desde foi decido ser construído em Lisboa.

As vezes certos jornais e jornalistas, fazem-me lembrar certas conspirações. “Encontraremos um gato preto numa sala sem luz, até mesmo que o gato lá não esteja, ou não exista. “

Esta na hora de Lisboa ser solidária e devolver aquilo que tem retirado a província.

Marco Pólo sonhava ligar a China ao mundo por estrada. Por esse sonho, a ONU vai construi uma estrada de Singapura a Europa. Da Europa a Bangladeche por via Férrea

A ONU diz só quando as cidades das províncias estiveram ligas as grandes Capitais, e cidades do litoral, acaba as migrações da província para essas mesmas cidades.

Boa qualidade de vida dos povos tem o seu preço.

  Todos ou quase todos que estão contra os necessárias infra-estruras da província já tem pelo menos uma auto estrada perto da porta de onde habita.

No tempo do império português, e da Lisnave, havia um mar de navios no rio Tejo.

Hoje tudo desapareceu. Por esta lógica para quê então mais portos do mar?
 
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As velhas elites em Portugal estão sempre contra
Volnei (seguir utilizador), 1 ponto , 16:20 | Terça feira, 14 de abril de 2009
Certos pessimismos não tem fundamentos que o optimismo não desmonte.

Com tanta ira melhor mas é mesmo formar um...

Partido Anti Novas Auto-Estradas?

E a outra parte funda um outro partido tipo...?

Peoples Power Party?

Tudo o que não seja construído na caduca Lisboa. As velhas elites em Portugal estão sempre contra tudo.

O novo Aeroporto de Lisboa só passou a ser bom desde foi decido ser construído em Lisboa.

As vezes certos jornais e jornalistas, fazem-me lembrar certas conspirações. “Encontraremos um gato preto numa sala sem luz, até mesmo que o gato lá não esteja, ou não exista. “

Esta na hora de Lisboa ser solidária e devolver aquilo que tem retirado a província.

Marco Pólo sonhava ligar a China ao mundo por estrada.
Por esse sonho, a ONU vai construi uma estrada de Singapura a Europa. Da Europa a Bangladeche por via Férrea

A ONU diz só quando as cidades das províncias estiveram ligas as grandes Capitais, e cidades do litoral, acaba as migrações da província para essas mesmas cidades.

Boa qualidade de vida dos povos tem o seu preço.

  Todos ou quase todos que estão contra os necessárias infra-estruras da província já tem pelo menos uma auto estrada perto da porta de onde habita.

No tempo do império português, e da Lisnave, havia um mar de navios no rio Tejo.

Hoje tudo desapareceu. Por esta lógica para quê então mais portos do mar?
 
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Auto estradas engarrafadas
Volnei (seguir utilizador), 1 ponto , 16:41 | Terça feira, 14 de abril de 2009
Lá para o ano de 2011, porca usa da alta inflação que as maciças injecções de dinheiro que o G20 esta lançando no sistema financeiro já os juros devem estar a mais de 5% para que em parte desse capital seja retirado da circulação. tudo isso é o que os ministro-as das finanças dizem por ai.

Portanto a que fazer agora os contractos de financiamento porque mais tarde é mais caro.

É como a actual especulação com o petróleo, os oceanos estão cheios de supertanques cargados de petróleo a um euro por barril, esperando que os preços subam. Cada novo contracto já custa mais 12 dólares por barril.

Em 1998 Portugal não tinha 900 milhões de euros para construir a Ponte Vasco da Gama. Em 2008 2009 só o sistema financeiro custou varias vezes essa quantia. Há dinheiro ou não há dinheiro?

Vir da província profunda a Lisboa apanhar o avião, toda a auto estrada é pouca.

Auto estradas engarrafadas como existem na China e em S.Paulo Brasil não é isso que se quer para Portugal.

Sem auto estradas, e sem pobres com dinheiro suficiente para viver, não há país viável
 
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Um euro por Barril preço de armazenamento
Volnei (seguir utilizador), 1 ponto , 16:48 | Terça feira, 14 de abril de 2009
É como a actual especulação com o petróleo, os oceanos estão cheios de supertanques cargados de petróleo a um euro por barril, esperando que os preços subam. Cada novo contracto já custa mais 12 dólares por barril.

Comprada-se: Um euro por Barril preço de armazenamento e não preço de matéria prima.

Os 12 euros, esses sim, como lucro especulativo sobre o ultimo preço por barril.
 
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O cooperativismo esta de Volta?
Volnei (seguir utilizador), 1 ponto , 16:57 | Terça feira, 14 de abril de 2009

O Finance Times veio considerar um banco de uma Cooperativa de um país europeu, como modelo a seguir para o sistema bancários do velho continente.

O cooperativismo esta de Volta?

Então uma cooperativa para a Qimonda?
 
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Good and Bad Motorway
Volnei (seguir utilizador), 1 ponto , 17:14 | Terça feira, 14 de abril de 2009

Bem secalha Portugal tambem deve criar em vez de Bancos, cria sim uma rede de Good and Bad Motorways?

 
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Ai as auto-estradas
vidiguera (seguir utilizador), 1 ponto , 17:31 | Terça feira, 14 de abril de 2009
As auto-estradas em Portugal são uma fonte de enriquecimento para certas pessoas e entidades, e os interesses são tão grandes, que nunca poderão terminar.
Sem ser economista, deixo aqui uma pequena informação, sem grande importancia: qualquer auto-estrada feita em Portugal, custa, sem exagero e pelo menos, o dobro do que deveria custar. E se alguém tiver interesse em saber como, diga, terei gosto em o explicar, embora sabendo que corro riscos tremendos ao fazê-lo.
 
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    Re: Ai as auto-estradas    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:57 | Terça feira, 14 de abril de 2009
    Re: Ai as auto-estradas    Ver comentário
vidiguera (seguir utilizador), 1 ponto , 21:58 | Terça feira, 14 de abril de 2009
    Re: Ai as auto-estradas    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:59 | Terça feira, 14 de abril de 2009
    Re: Ai as auto-estradas    Ver comentário
vidiguera (seguir utilizador), 1 ponto , 10:19 | Quarta feira, 15 de abril de 2009
    Re: Ai as auto-estradas    Ver comentário
AM(Lx) (seguir utilizador), 1 ponto , 17:21 | Segunda feira, 4 de maio de 2009
    Re: Ai as auto-estradas    Ver comentário
vidiguera (seguir utilizador), 1 ponto , 23:24 | Terça feira, 5 de maio de 2009
    Re: Ai as auto-estradas    Ver comentário
Volnei (seguir utilizador), 1 ponto , 0:18 | Quarta feira, 15 de abril de 2009
    Re: Ai as auto-estradas    Ver comentário
vidiguera (seguir utilizador), 1 ponto , 10:05 | Quarta feira, 15 de abril de 2009
    Re: Ai as auto-estradas    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:17 | Quarta feira, 15 de abril de 2009
    Re: Ai as auto-estradas    Ver comentário
Volnei (seguir utilizador), 1 ponto , 20:18 | Quarta feira, 15 de abril de 2009
    Re: Ai as auto-estradas    Ver comentário
Volnei (seguir utilizador), 1 ponto , 13:06 | Quarta feira, 15 de abril de 2009
    Re: Ai as auto-estradas    Ver comentário
vidiguera (seguir utilizador), 1 ponto , 16:42 | Quarta feira, 15 de abril de 2009
    Re: Ai as auto-estradas    Ver comentário
Volnei (seguir utilizador), 1 ponto , 20:03 | Quarta feira, 15 de abril de 2009
    Re: Ai as auto-estradas    Ver comentário
vidiguera (seguir utilizador), 1 ponto , 23:42 | Quarta feira, 15 de abril de 2009
Temos muitas auto estradas?
pjcaldeira (seguir utilizador), 1 ponto , 9:58 | Quinta feira, 16 de abril de 2009
Só pensa que Portugal já tem auto-estradas suficientes quem vive no litoral. Desloque-se a Resende ou Cinfães, S. João da Pesqueira ou Vila Flor e veja o martirio que é circular naquelas estradas antigas. O mais grave é que com aquelas vias de comunicação o desenvolvimento economico não aparece condenando parte do País à estagnação. Concordo que no litoral já chega de mais estradas, principalmente as que se dirigem ao centro urbano, mas no interior esquecido não.
 
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AUTO-ESTRADAS
Avelino Barroso (seguir utilizador), 1 ponto , 19:26 | Quinta feira, 16 de abril de 2009
"E o que está dito é que chega e sobeja o que já temos em matéria de auto-estradas. Não há nenhumas razões, ainda mais neste momento, que justifiquem continuar a investir nesta área".

Claro que há. Não podemos esquecer que este ano é o ano de três eleições.

Avelino Barroso

BRAGA
 
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A Velha Fórmula
F A M (seguir utilizador), 1 ponto , 18:05 | Sexta feira, 17 de abril de 2009
Aprecio os comentários de Nicolau Santos, quando muitos são apenas arautos da desgraça , tenho lido textos que sem escamotear problemas , trazem alentos e reflexões importantes sobre o que de bem tem acontecido também.

A Fixação das Obras Públicas como solução mágica de crises e catalisador de Economias , é ao que os factos comprovam apenas uma mesma receita que tem dado os mesmos resultados , o verdadeiro investimento que nos pode catapultar para amanhãs mais risonhos será sempre o de construir uma nova geração de pessoas que nos tragam um País diferente , com hábitos novos e apostas diversificadas , também entendo que temos as infraestruturas necessárias em matéria rodoviária , mas como igualmente aqui já foi dito , os governantes entendem que a "malta " gosta de ver obra feita , por isso
em ano de eleições , está um País inteiro em obras de rotundas , estradas e projectos mais ousados , esta formula com traços de "saloiada" só deixará de existir quando os que votam ,em vez de premiarem , derem sinal contrário !!
 
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