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PME? Não, obrigado

Luís Todo Bom* (www.expresso.pt)
0:00 Sábado, 23 de janeiro de 2010

A bibliografia sobre as PME - Pequenas e Médias Empresas é unânime em referir como ponto forte mais relevante destas organizações a flexibilidade em termos de produtos, serviços, tecnologias, mercados e clientes; e como ponto fraco, os constrangimentos em recursos humanos, tecnológicos, financeiros e nos "recursos do conhecimento".

Assim, nas fases de crescimento económico, as PME criam emprego, com rapidez e menores níveis de investimento, mas nas fases de estagnação e de decrescimento, destroem emprego, com igual rapidez.

Em países com sistemas de justiça eficientes, a mortalidade das PME tem taxas equivalentes às da sua natalidade, mesmo em períodos de baixo crescimento.

As economias sólidas apoiam-se em grandes empresas (GE) e não em PME. As PME são organizações complementares no preenchimento da malha industrial, ou transitórias no seu processo de crescimento para GE, onde ganham capacidades e recursos para poderem ser competitivas no mercado global.

Ninguém de bom senso acredita que é possível vencer um campeonato de futebol com jogadores de 10 anos de idade, pequenos, flexíveis e habilidosos, que por vezes fintam os adultos, mas sem a estatura necessária para garantirem a vitória.

Este deslumbramento e obsessão nacional pelas PME é pouco saudável, assim como as declarações superficiais de que é necessário apoiar genericamente as PME.

Infelizmente, os estudos que têm sido produzidos e divulgados, incluindo os oriundos das associações empresarias, são de uma pobreza intelectual confrangedora em termos do seu suporte teórico.

Uma das suas fragilidades reside na ausência de análise matricial destas organizações em termos de tecnologias/mercados, de que resultariam recomendações de acções estruturantes diferenciadas.

Com o agravamento de a maioria das PME desenvolver a sua actividade com tecnologias maduras e produtos de reduzida incorporação de conhecimento, o que torna mais difícil um programa de intervenção dirigido aos diferentes mercados.

Acreditar que, na fase actual dos mercados, as PME portuguesas têm recursos suficientes, mesmo com apoios públicos, para desenvolverem com sucesso processos de investimento internacionais é pura ficção. Quando muito, poderão incrementar, marginalmente, as suas exportações.

Em contrapartida, não se conhece nenhum programa, com a intervenção obrigatória das sociedades de capital de risco com fundos públicos, desenhado para o apoio às acções de fusão, concentração e reorganização sectorial de PME no sentido do seu crescimento e incremento de competitividade.

Os programas que se conhece não fomentam a selecção e crescimento das melhores PME e limitam-se a lançar mais dinheiro sobre os problemas.

Estes manter-se-ão, ficaremos, unicamente, com menos dinheiro, ou seja, mais pobres.

*Professor associado convidado do ISCTE

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PME? Não, obrigado
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:00 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
Eles falam, falam, falam, mas eu não os vejo a fazer nada a não ser por eles mesmo. Com tanta cabeça iluminada, não consigo entender como Portugal continua na cauda da Europa e por este caminhar nunca mais de lá sairá. A fazer fé no que dizem dos trabalhadores portugueses, em todos os Países para onde têm emigrado, não me parece que seja deles a culpa.
 
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O tamanho conta para quê?
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 10:59 | Domingo, 24 de janeiro de 2010
Não posso estar de acordo que as PME sejam más e que as GE sejam boas, e vice versa, tal como não considero que as empresas privadas sejam boas e as públicas sejam más, e vice versa.
O primeiro critério para avaliar uma empresa é que consiga atingir os objectivos para que foi criada de forma sustentada, cumprindo a sua missão social num mercado concorrencial e respeitando o meio ambiente.
As GEs, as PMEs e as micro empresas todas têm o seu papel no preenchimento do espaço económico, sendo certo que a maior diferença entre elas é o poder económico. É aqui que o tamanho conta e muito, pois com a globalização algumas grandes empresas tornaram-se mais poderosas que os estados mais poderosos do mundo permitindo aos "fat cats" sacar milhões aos contribuintes enquanto que as PMEs não conseguem ter direito a nada.
 
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Evidente meu caro Watson!
Runaldinho (seguir utilizador), 1 ponto , 10:20 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
Valeu a pena ler este artigo de Mira Amaral!
Este homem sim, vale bem o dinheiro que custa!
É dos poucos cérebros que funcionará até tarde na vida! Foi feito à moda antiga, moldado nas colónias ultramarinas, passou pelas metamorfoses todas, e não desceu de para quedas!
 
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Ok. Vamos passar todos a SARL
CM84 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:45 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
Pois é, de pessoas assim é que precisamos. Pensar alto e sempre em grande. É mais ou menos a mesma coisa que ir para o Haiti apresentar novas soluções da cozedura da lagosta. Para quê perder tempo a discutir a falta de água, de arroz ou de qualquer outro ingrediente próprio de pessoas pouco sofisticadas.

Portanto peço ao Senhor Professor e Banqueiro que quando vier a Portugal - porque se está cá, deve ser lá no alto - nos traga assim, umas Empresas de jeito mas coisa em grande. Ah, mas traga-as vazias, porque temos por aqui mais de 600 mil desempregados, e há-os para todas as actividades e com todos os níveis de conhecimento. Olhe, o que precisar, temos.

Cumprimentos esperançosos
 
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    MAS AFINAL QUEM É O AUTOR?    Ver comentário
CM84 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:59 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
Isto é conversa...
Cruzadas (seguir utilizador), 1 ponto , 13:18 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
De quem nunca passou dificuldades. A quem a vida lhe sorriu desde início. Pais, avós abastados, tanto faz...

Ora então nada de PME's. A sua alternativa é qual? O Estado criar mais grandes monopólios?

Você sabe que possivelmente já dormiu centenas de horas numa PME (hotel)? E sabe que possivelmente já passou grande parte da sua vida sentado numa cadeira de uma PME (na realidade várias), ou seja, num restaurante/café/bar, onde possivelmente vai todos os dias? E o canalizador que vai lá à sua casa para os biscates, também pertence a uma multinacional de referência?

Essa de dizer: «Em países com sistemas de justiça eficientes, a mortalidade das PME tem taxas equivalentes às da sua natalidade, mesmo em períodos de baixo crescimento.» tem que se lhe diga. É meramente "mandar" não-informação em bruto a ver se "pega". Apresente os números desse "facto", em comparação com a situação portuguesa, se for capaz de tal.

As PME's são fundamentais. Mas não num país onde quem não paga as dívidas, vence. Com elevadas cargas fiscais, com pré-pagamento de impostos.

Deve-se, sim, incentivar a exportação e consequente crescimento da PME, o investimento na tecnologia.

    O seu artigo é simplesmente vergonhoso para quem quer dar a entender perceber de economia. Mas não se preocupe, você se algum dia perder o seu emprego, tem "tachos" noutros sítios. Não precisa de ganhar a coragem para criar e expandir uma PME. Acredite, dá muita dor de cabeça. Porém muito útil para a população
 
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    Re: Isto é conversa...    Ver comentário
Cruzadas (seguir utilizador), 1 ponto , 13:24 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
Génios!
lumogo (seguir utilizador), 1 ponto , 13:24 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
Eu sinceramente só não percebo como é que tendo Portugal tantas sumidades em economia e gestão, como é que esta dita crise nos afectou tanto e o problema do défice, divida externa, crescimento económico e desemprego ainda não está resolvido.
Pois é sr. professor é com grandes investimentos como seja as obras públicas (auto-estradas, tgv e aeroporto) que absorve 36 000 postos de trabalho que vai resolver o desemprego, ou seja multiplicando estes projectos 20 vezes, o que diga-se não é díficil e existe capital suficiente em off-shores!!!!
 
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    Re: Génios!    Ver comentário
Desanimado (seguir utilizador), 1 ponto , 19:15 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
Pequenas empresas
JCCC (seguir utilizador), 1 ponto , 13:32 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
O problema das pequenas empresas é que nascem pequenas e os seus "progenitores" fazem questão de as manter assim.

São geralmente pequenos nichos familiares que mais não fazem do que gerar a riqueza suficiente para manter esse mesmo nicho.
Não se avança, não se arrisca nem se inova.
Contratam-se os funcionários suficientes para suprir necessidades do momento e quando estes começam a pesar, fruto do abaixamento de encomendas do pequeno grupo de clientes que desesperadamente dependem, dispensam-no.

Quanto ao funcionário ideal para estas pequenas empresas, tem de ser um verdadeiro "tuga" do desenrasca.
para além da sua especialidade profissional com devida formação, vai ter de fazer trabalhos que nem o próprio imaginaria conseguir.
É nestas empresas que se percebe bem a designação do "português desenrascado".

Um bom exemplo disto são aqueles anúncios de emprego com um texto do género:
"Procuramos recém-licenciado com experiência em tal e tal.... valorizamos conhecimentos em tal... e tem de ser pró-activo.

Equivale a dizer:
"Venha trabalhar connosco mas não nos peça formação, traga o desenrascanço".
 
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    Re: Pequenas empresas    Ver comentário
Cruzadas (seguir utilizador), 1 ponto , 14:47 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
    Re: Pequenas empresas    Ver comentário
JCCC (seguir utilizador), 1 ponto , 19:54 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
    Re: Pequenas empresas    Ver comentário
Cruzadas (seguir utilizador), 1 ponto , 12:39 | Domingo, 24 de janeiro de 2010
    Re: Pequenas empresas    Ver comentário
JCCC (seguir utilizador), 1 ponto , 13:49 | Domingo, 24 de janeiro de 2010
    Re: Pequenas empresas    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 17:33 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
    Re: Pequenas empresas    Ver comentário
JCCC (seguir utilizador), 1 ponto , 20:03 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
    Re: Pequenas empresas    Ver comentário
Jaime V. (seguir utilizador), 1 ponto , 21:59 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
Erro de Imagem!
Runaldinho (seguir utilizador), 1 ponto , 15:12 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
É usual ouvir dizer-se que:
  "vale mais uma imagem, que mil palavras!"

Neste caso, o erro é da imagem e não das palavras, pois o artigo é de Luis Todo Bom e não de Mira Amaral!
Para mim é indiferente, pois ao meu comentário apenas trocaria o nome do autor!
 
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Tem toda a razão, Sr. Eng.!
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 15:33 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
Venham para cá muitas grandes empresas, vá dar uma volta pelo estrangeiro para angariar essas empresas que elas depois de passarem por cá uns anos sem pagarem impostos e com enormes descontos à Seg. Social, vão à vida delas onde lhes ofereçam as condições necessárias para continuarem a chular!
Foi no seu tempo que mais empresas grandes se instalaram, onde estão a maioria delas?
Na China, na Ucrânia, etc., etc.
Ponha os pés na Terra e não continue a insistir numa receita que já provou a sua pouca valia!
As PME são, em princípio, constituídas por nacionais e têm muito espaço para crescer, dão emprego e servem para pagar os impostos de que as grandes são alijadas.
Quando não dão resultado os empresários nem sequer têm direito a subsídio de desemprego, quer melhor negócio para o Estado?
 
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    Re: Tem toda a razão, Sr. Eng.!    Ver comentário
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 18:13 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
O QUE ELES NÃO DIZEM...!
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 17:00 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
Isto é para aqueles que dizem que a esquerda "radical", não apresenta soluções, só sabendo criticar...
-- Tributação de todas as mais-valias bolsistas com uma taxa autonoma de 20%.
-- A eliminação dos inaceitaveis privilégios da banca e da generalidade do sector financeiro, impondo uma aproximação da taxa eféctiva aos valores nominais do imposto.
-- A eliminação dos beneficios fiscais na zona franca da Madeira.
  -- Diminuição de 10,%5 da taxa nominal de IRC, para 22,5% a aplicar às micro, pequenas e médias empresas e ao mesmo tempo, um agravamento na mesma proporção, para 27,5 na taxa nominal do IRC a aplicar apenas a parte dos lucros das grandes empresas e grupos empresariais que exceda os cinquenta milhões de euros.
-- A par de propostas a abranger diversas areas, quanto a investimento público, salários e pensões e, ainda,. privatizações.
Com estas medidas, de maior justiça fiscal, resultaria que o Orçamento de Estado, veria as suas receitas aumentadas.
Estas medidas, foram apresentadas pelos Comunistas, na única reunião para a qual foram convidados pelo Governo. Como a imprensa do PCP, não é lida e os outros OCS, fazem boicote ancapotado e, claro, como ao Governo e restante companhia, não interessa, ninguém soube por fora, aumentando assim o descrédito que é fomentado na população, acerca dos Comunistas.
 
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    Re: O QUE ELES NÃO DIZEM...!    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 17:39 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
    Re: O QUE ELES NÃO DIZEM...!    Ver comentário
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 18:01 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
    Re: O QUE ELES NÃO DIZEM...!    Ver comentário
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 18:44 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
    Re: O QUE ELES NÃO DIZEM...!    Ver comentário
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 18:54 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
    Re: O QUE ELES NÃO DIZEM...!    Ver comentário
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 19:17 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
    Re: O QUE ELES NÃO DIZEM...!    Ver comentário
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 20:00 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
    Re: O QUE ELES NÃO DIZEM...!    Ver comentário
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 22:04 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
    Re: O QUE ELES NÃO DIZEM...!    Ver comentário
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 10:53 | Domingo, 24 de janeiro de 2010
Um texto tipicamente português ...
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 18:11 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
Olhe, nem tem ponta por onde lhe pegue. Podia começar por desbobinar acerca da Revolução Industrial e da primeira indústria que surgiu com ela - a têxtil - e das razões que levaram alguns países a industrializar-se rapidamente enquanto outros viviam da exploração de matérias-primas (no caso português, vindas das amadas ex-colónias). Podia também falar das multinacionais que geram muitos postos de trabalho ao mesmo tempo que criam também desemprego quando decidem, depois de anos de facilidades e isenções concedidas por governantes pouco competentes, mudar-se para outro lado. Podia falar disso e de muito mais se não soubesse que, em Portugal, existe, DE FACTO, um lobby a trabalhar a favor das grandes empresas e das multinacionais. Parece-me que o articulista inclui-se nesse lobby, resta saber porquê.

Nesse seu articulado, contudo, há uma coisa em que concordo plenamente. Ter uma empresa em Portugal, jamais!!!!!!
 
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    Re: Um texto tipicamente português ...    Ver comentário
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 18:18 | Sábado, 23 de janeiro de 2010
Excelente artigo, como já era de esperar.
pastorpato (seguir utilizador), 1 ponto , 10:56 | Segunda feira, 25 de janeiro de 2010
Não esperava outra coisa dum ex-administrador público... é engraçado que critique os estudos de outros, mas para um professor de uma escola prestigiada, não ha um número, mas apenas um rol de generalidades... enfim...é por esta defesa que o país está no estado em que está!!
 
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Quando o mecânico vai ao barbeiro
rui e cabral (seguir utilizador), 1 ponto , 13:48 | Segunda feira, 25 de janeiro de 2010
-Então Rui já leste esta coisa do Todo Bom?

- Já sr. Cabral e o sr. concorda?

- Bem, o homem é cá cliente, e portanto...

- Pois é tem sempre razão. Mas eu acho que os grandes, sempre que surgem melhores condições noutros sítios, desandam logo.

- Sim, é verdade, basta ver a Opel, que vai fachar a fábrica na Bélgica, para passarem a produzir na Coreia do Sul.

- Estou convencido que não é só por causa dos custos de produção...

- Claro é para estarem mais próximos dos novos mercados consumidores.

- Olhe veja as peças. Quando preciso de uma tem que vir de Espanha.

- Mas realmente dava-nos jeito mais empresas grandes.

- É verdade, mas sem a existência PMEs como suporte as grandes não se instalam.

- Espera ai ó Rui, mas antigamente instalaram-se grandes sem apoios.

- É verdade. E só cá vinham pela mão-de-obra barata. O operário nem sabia a utilização do que estava a produzir. E essas não obrigado.

- Será dessas que o sr. Dr. falou?

- Há gajos que vivem fora da realidade. Se você se queixar que o seu carro avaria muitas vezes, dizem-lhe que faça como eles e compre um Mercedes. Dizem, se não tem viabilidade de crescer fechem. E quando se pergunta: E os empregos? Onde estão a merda dos empregos? Não ouvem, com o barulho do mastiganço de lagosta no Gambrinus. É uma cambada que, encostada ao Estado, debita bitaites de economês...

- Ó Rui, por favor, faltas de respeito não. O homem é cá cliente...
 
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A estupidez eloquente
LuisR (seguir utilizador), 1 ponto , 16:28 | Terça feira, 26 de janeiro de 2010
"Ninguém de bom senso acredita que é possível vencer um campeonato de futebol com jogadores de 10 anos de idade, pequenos, flexíveis e habilidosos, que por vezes fintam os adultos, mas sem a estatura necessária para garantirem a vitória."
É preciso ser-se muito pouco inteligente para acreditar que jogadores do tipo Figo, Ronaldo, Simão, entre muitos outros, nascem de geração expontânea e, que não treináram em "PME"'s. É por causa destes pensadores eternamente entachados que o empreendedorismo é fraco, que a base de formação das PME's é fraca e que o país não avança para lado nenhum.
 
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Tem razão e coragem de a expressar
JF Pereira (seguir utilizador), 1 ponto , 18:53 | Terça feira, 26 de janeiro de 2010
Luis Todo Bom tem o mérito de pôr as PME no seu devido lugar. As PME precisam das grandes empresas para se desenvolver. Não é com empresas de pequena dimensão que se conquistam os mercados externos. É preciso ter uma visão estratégica e LTB tem, pena é que o seu partido nunca o tenha aproveitado para o governo. Portugal tem hoje uma empresa de telecomunicações de nível internacional, graças a Todo Bom. Quando foi a privatização dos TLP e dos CTT-telecomunicações, havia muita gente que não cria a fusão destas duas empresas, pensando apenas nos seus interesses e grupo. Todo Bom empenhou-se com determinação e fez daquelas duas empresas a Portugal Telecom. Fazem falta em Portugal pessoas como esta.
 
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