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Pessoas em que se pode confiar

Nicolau Santos (www.expresso.pt)
8:00 Segunda-feira, 23 de Nov de 2009
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Com tanto escândalo jurídico-mediático, somos cada vez mais levados a pensar que não há indivíduo neste país que não seja corrupto ou corruptor. E como a esmagadora maioria dos processos se arrasta eternamente, acabando vários deles por prescrever, fica apenas o manto de suspeição - e nenhuma certeza se os arguidos são mesmo culpados ou se estão inocentes.

Vai daí, têm toda a razão aqueles que dizem que a justiça hoje se faz mais por julgamentos populares através da comunicação social, a quem é passada informação seleccionada, do que nos tribunais. E provavelmente também têm razão aqueles que dizem que essa quebra sistemática do segredo de justiça serve aos próprios agentes judiciais para ocultarem as fragilidades da investigação - e obterem na praça pública aquilo que dificilmente conseguirão perante os juízes.

Ora por muita razão que a Justiça tenha, não é possível manter sob suspeição durante anos todas as empresas e bancos envolvidos na 'Operação Furacão' ou na 'Operação Face Oculta'. Mas também é verdade que há instituições que aparecem sempre nestas embrulhadas - e outras que nunca integram estes pacotes. E daí se podem tirar muitas e frutuosas conclusões.

O exercício que me propus fazer é elaborar uma lista de banqueiros, empresários e gestores que não tenham estado até agora envolvidos em nenhum processo deste tipo - e sobre os quais não nos passa pela cabeça que possam vir a estar. Se conseguirmos uma lista suficientemente grande e representativa, podemos alegrar-nos: a esmagadora maioria do país não é corrupta - nem estamos condenado a ser uma nova Sicília. Eis a minha lista (com exclusão de empresas controladas ou participadas pelo Estado ou onde existe uma 'golden share') - que, como todas as listas, terá falhas e omissões. Ossos do ofício.

Alexandre Soares dos Santos e Luís Palha (Grupo Jerónimo Martins), Artur Santos Silva, Fernando Ulrich, António Domingues, Maria Celeste Hagatong e José Amaral (BPI), Carlos da Câmara Pestana (Grupo Itaú), Vítor Bento (SIBS). Nuno Amado (Santander Totta), Paulo Macedo (BCP), Paulo Pereira da Silva (Renova), José Manuel Fernandes (Frezite), Alexandre Relvas e Filipe de Botton (Logoplaste), António Carrapatoso e António Coimbra (Vodafone), Belmiro de Azevedo e Paulo Azevedo (Sonae), Rodrigo Costa (Zon), António Câmara (YDreams), José Dionísio e Jorge Baptista (Primavera), Vera Pires Coelho (Edifer), Ana Maria Caetano (Salvador Caetano), Jorge Armindo (Amorim Turismo), António Amorim Martins (Conduril), Carlos Rodrigues (Banco BIG) Carlos Moreira da Silva (BA Vidro), Estela Barbot (AGA), Pedro Queirós Pereira (Soporcel), Esmeralda Dourado (SAG), José Joaquim Oliveira (IBM), João Paulo Girbal (Aerolazer), António Lopes Seabra (Continental Mabor), António Murta (Enabler), António Ramalho (Unicre), Armindo Monteiro (Compta), António Costa Silva (Partex), Nuno Ribeiro da Silva (Endesa), Aníbal Fernandes (Enercon), Vasco de Mello (Brisa), Maria Cândida Rocha e Silva (Banco Carregosa), Isabel Ferreira (Banco Best), João Miranda (Frulact), Jorge Guimarães (Alert), Luís Portela (Bial), João Talone (Magnum Capital), João Picoito (Nokia Siemens Networks), Leitão Amaro (Nutroton), Luís Simões (Grupo Luís Simões), Rui Paiva (WeDo), Isabel Vaz (Espírito Santo Saúde), Luís Filipe Pereira (Efacec), Álvaro Portela (Sonae Sierra), Gonçalo Quadros /Critical). E, obviamente, além de muitos outros que mereciam aqui estar, Francisco Pinto Balsemão (Impresa).

É uma excelente e sólida base para termos a certeza que os corruptos estão longe de ser a maioria dos empresários, gestores e banqueiros do país.

Um flagelo que veio para ficar 

O desemprego é o maior flagelo que uma sociedade pode enfrentar.

Porque é um desperdício de recursos humanos, muitos dos quais bem preparados. Porque é uma delapidação do saber acumulado. Porque mina a auto-estima de milhões de pessoas. Porque as torna mais inseguras e propensas a actos de desespero. E porque estar desempregado é uma vergonha e um anátema social.´

Os últimos números sobre o desemprego em Portugal são muito preocupantes. Certamente pelo valor que atingiu: 9,8% da população activa, atingindo mais de meio milhão de pessoas (547,7 mil). Mas se a este número se juntar 104 mil inactivos, o número trepa para 652 mil desempregados, ou seja, 11,7% da população activa. Mas estes números são mais preocupantes porque deverão continuar a crescer em 2010, devido ao desfasamento que existe entre o início da recuperação económica e a criação líquida de postos de trabalho, que só acontece quando a economia começa a crescer na casa dos 2% ao ano. Ora o crescimento previsto é de 0,3% em 2010...

A questão crucial é, contudo, o que representa este aumento do desemprego. E, infelizmente, está longe de se poder afirmar que é o resultado de uma profunda reestruturação do nosso tecido produtivo. O que parece é que este desemprego é consequência da destruição de largos sectores da estrutura produtiva do país (bem como de investimentos estrangeiros), que não só não recuperarão como não serão substituídos por outros, pelo menos com a mesma capacidade de criar postos de trabalho na mesma ordem de grandeza.

Com efeito, como o sector de serviços, aquele que mais postos de trabalho criou nas duas últimas décadas, foi dos mais atingidos pela crise e vai atravessar um período lento de recuperação, o que é possível esperar é que tenhamos de conviver com elevadas taxas de desemprego, acima dos dois dígitos, durante alguns anos; que, durante esse período, se acentuarão os movimentos de emigração de trabalhadores portugueses, sobretudo a fuga de cérebros (100 por mês), bem como a saída de imigrantes que tinham escolhido Portugal para viver e trabalhar; é também de esperar crescentes tensões sociais no mercado de trabalho, bem como uma pressão constante para crescimentos nulos ou mesmo quebras do poder de compra dos salários dos trabalhadores.

Por isso, a concessão do subsídio de desemprego tem de ser acompanhado da exigência da formação profissional dos trabalhadores que o recebem. Pelo menos, há a esperança que com mais e melhores qualificações seja mais fácil encontrar emprego. Em Portugal - ou, se não for possível, no estrangeiro.

Regular os que deviam regular

O que leva o Governo a nomear para uma entidade reguladora uma pessoa que foi secretário de Estado-adjunto do primeiro-ministro? O que justifica essa nomeação se o nomeado não tem experiência que se conheça no sector que vai regular? Só há duas respostas. É um prémio; e uma maneira de o Governo passar a ter uma ponte no interior de uma entidade que por lei é, e por atitude deve ser, independente do Executivo.

A pessoa em causa chama-se Filipe Baptista. O primeiro-ministro é José Sócrates. O presidente da Anacom é Amado da Silva. E só este saiu bem do processo, ao afirmar que "os estatutos da Anacom conferem tal capacidade de independência que, se um administrador quiser ser independente, é; se não quiser, não é".

Mas a reflexão não se pode circunscrever a esta nomeação. É fundamental observar a tendência. E a tendência tem sido o Governo nomear para presidentes das entidades reguladoras pessoas com um perfil sistematicamente mais baixo que o dos seus antecessores (casos da AdC ou ERSE) ou invisíveis (caso do regulador da saúde). Ora, não se pode defender que o Estado deve ser cada vez mais regulador e menos interventor e depois fazer tudo para ter reguladores que importunem o poder o menos possível. Ganha a curto prazo o Governo. Perde a longo prazo o país.

Cavaco devia conhecê-la

Tem metro e meio, péssimo feitio, um dragão tatuado nas costas, piercings nas sobrancelhas e nas orelhas, um passado de maus tratos familiares e instituições psiquiátricas. É bissexual, sabe artes marciais e não hesita em matar os "maus". Ora, porque é que Cavaco Silva a devia conhecer? Porque, apesar de tudo isto, Lisbeth Salander é inteligentíssima, excelente investigadora e, sobretudo, uma hacker sobredotada, penetrando em sistemas informáticos da polícia ou de juízes. Mas, para descanso do PR, é apenas a personagem central da trilogia 'Millennium', do sueco Stieg Larsson, um enorme êxito em todo o mundo. Três livros que se lêem de um fôlego.

O portugal futuro é um país
aonde o puro pássaro
é possível e sobre o leito
negro do asfalto da estrada
as profundas crianças
desenharão a giz
esse peixe da infância
que vem na enxurrada
e me parece
que se chama sável
Mas desenhem elas
o que desenharem
é essa a forma do meu país
e chamem elas
o que lhe chamarem
portugal será e lá serei feliz (...)

Ruy Belo,

'O Portugal Futuro'

 

Nicolau Santos

Texto publicado na edição do Expresso de 21 de Novembro de 2009

 

13 comentários
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ordenar por:
mais votados ▼
Senhor
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 13:02 | Segunda-feira, 23 de Nov de 2009
Este homem é um senhor! Olhem bem para o espirito desta prosa comparado com o espirito redutor e tacanho da maioria daquilo que são os artigos de opinião dos jornais portugueses.
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    Re: Senhor    Ver comentário
cardoso56 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:41 | Segunda-feira, 23 de Nov de 2009
Mais uma vez...
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 8:35 | Segunda-feira, 23 de Nov de 2009
... Nicolau Santos escreve um artigo de opinião no qual. com a sua habitual imparcialidade, faz um retrato de Portugal na actualidade. Muito bem!

Só me fica uma dúvida: com tantos nomes na sua lista (bem elaborada) porque razão mais de 50% do espaço nos mídia - a este propósito - é ocupado com... Sócrates com veladas acusações ou suspeições? Será que a ser corrupto - e apesar de ter a importância e o significado político de ser a terceira figura do estado - será o único a merecer tamanha distinção? É que os da lista, ao que parece, estão mesmo envolvidos quanto a Sócrates, parece que...

É sempre suspeito (na "praça pública" mas não na justiça) mas nunca foi acusado. Porque será? O PS e Sócrates controlam assim tanto a justiça?

Controlo da Comunicação Social: lendo os jornais, ouvindo as Rádio, vendo e ouvindo as Televisões, lendo os comentários de vários utentes das páginas online destes meios, francamente não me parece.

Bom artigo, como sempre, Nicolau Santos.

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Em quem confiar? Sabe-se lá!
Macilva (seguir utilizador), 1 ponto , 11:21 | Segunda-feira, 23 de Nov de 2009
Para mim, mais grave que a Operação Face Oculta (Freeport ou Furacão) é a Operação Falhanço, da Justiça! Face a este cenário decadente, qual a força política, órgão de soberania ou de comunicação social capaz de atirar a primeira pedra?
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Onde está a sintaxe?
np40af3 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:44 | Segunda-feira, 23 de Nov de 2009
Não será antes «Pessoas em quem se pode confiar»?
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"Cego da realidade"
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 13:17 | Segunda-feira, 23 de Nov de 2009
Até a queda do Banco Lehman Brothers tudo se especulou no Imobiliária a volta do mundo porque era o único negocio que realmente fazia todo o investidor feliz. Dai então até hoje o que esta a dar é emprestar dinheiro a estados e a empresas falidas a juros simbólicos e a spreads fantasiosos.

Toda esta crise porque os Bancos só sabem aproveitar a diferença de valor mas não sabem construir valor. E assim o sistema bancário se tornou cego da realidade económica e social.

O sector energético e vias de comunicação precisam urgentemente de serem reconvertidas e reconstruídas conforme os actuais parâmetros ecológicos.

A Agencia internacional de energia pede que se façam urgentemente investimentos nestes sectores na ordem de 10`500 mil milhões de Dólares Estes investimentos estão calculados que venham ter um rendimento a volta dos 30%. E isto não é dito por ecologistas idealistas mas sim por investidores especialistas.

O saneamento ecológico das casas e prédios pode ser que que traga os bancos para uma nova realidade incluindo sujar a botas. Isto é? Ir para o terreno ver a realidade.
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Justiça como os programas antivirus?
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 13:33 | Segunda-feira, 23 de Nov de 2009
Se nós colocar-mos um programa anti vírus no computador ele fica relativamente protegido, mas se colocar-mos dois ainda fica melhor, se colocarmos três ainda melhor, se colocarmos ainda outro então pensamos que fica mesmo seguro.

maior erro não há. quanto mais segurança menos funciona o Computador como os programas se bloqueiam uns aos outros o computador acaba por bloquear por completo, e nem abrir se consegue.

Assim é a justiça quantos mais investe na segurança menos funciona, ela própria se bloqueia com as leis que ela pediu ao poder legislativo.

A corrupção volta a sua rotina passados poucos meses de sair das paginas dos jornais.

E todos rezam para que os jornais se calem.
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um autêntico disparate
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 17:40 | Segunda-feira, 23 de Nov de 2009
É totalmente incompreensível a atitude do articulista ao citar as “suas” entidades modelo. Dado que não se nos afigura que tenha trabalhado em nenhuma das organizações que enumera, a sua opinião é do que, a sentimento, terá imaginado e que subjectivamente nos revela. Qual a conveniência de elaborar uma lista de judicial ou socialmente incorruptíveis sem conhecer por dentro as arbitrariedades - porventura tão ou mais indecorosas que as ilegalidades que outras exsudam para o exterior - cometidas “dentro de portas”? Só por inocência, adulação ou necessidade se pode compreender que se entre num jogo desses. Não queremos apontar aqui qual eventualmente terá sido o caso do articulista. Apenas lhe diremos que, neste particular, discriminar pela positiva é sempre discriminar também pela negativa, ou seja, um autêntico disparate.
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O que vende mais!!!!!
costinha79 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:54 | Segunda-feira, 23 de Nov de 2009
Os acontecimentos que todos os dias ocorrem dignos de registo e de exemplo para a sociedade não são alvo de interesse da nossa comunicação social !!!

Já há muito tempo que a imprensa se tornou sensacionalista, especulativa e populista entregando protagonismo a quem não o devia ter e a procurar de uma forma exacerbada as audiências deixando de lado a informação séria, responsável e educacional!!

Essa tendência passou também para os últimos governos, nomeadamente os liderados pelo Eng. Sócrates onde a procura do protagonismo manobrando, controlando e manipulando a comunicação social é uma constante!!! Triste liderança do nosso Portugal!!!!

Relativamente ao flagelo do desemprego é urgente arregaçar as mangas e implementar as reformas necessárias (justiça, fiscalidade, educação, administração pública, código laboral etc..) para promover o crescimento económico de Portugal!!! É urgente equilibrar a nossa balança comercial pela vertente das exportações e não pelo consumo interno!!!

Infelizmente não vejo capacidade no nosso governo para
encetar essas reformas!!!! Espero que mostrem no futuro que estou enganado!!!

Se assim continuarmos a aumentar a nossa dívida externa e a crescer uns miseráveis 0,4% o estado social como é actualmente irá colapsar!!!!
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Pessoas em que se pode confiar
jvicentepinto (seguir utilizador), 1 ponto , 19:17 | Segunda-feira, 23 de Nov de 2009
Nicolau Santos colocou o nosso país na linha da frente – somos o primeiro país, que eu saiba, a fazer certificação da confiabilidade de pessoas físicas. Bem haja!

Fiquei, porém, terrivelmente preocupado. Estamos muito pior do que eu poderia imaginar, mesmo nos meus momentos de maior pessimismo.

  Em 50 empresas, das mais relevantes e consideradas do país, há somente 59 pessoas de confiabilidade certificada!

Lista (reduzida a metade para caber nas 1500 letras do comentário)

Alexandre S dos Santos
Luís Palha
GRUPO JERÓNIMO MARTINS
 
Artur S Silva
Fernando Ulric,

António Domingues
Maria C Hagatong
José Amaral
BPI
 
Carlos da C Pestana
GRUPO ITAÚ
 
Nuno Amado
SANTANDER TOTTA

  Paulo Macedo
  BCP

  Paulo P da Silva
  RENOVA
 
Alexandre Relvas
Filipe de Botton
LOGOPLASTE
 
António Carrapatoso
António Coimbra
  VODAFONE

Belmiro de Azevedo
Paulo Azevedo
SONAE

  Rodrigo Costa
ZON

António Câmara
  YDREAM

Jorge Armindo
  AMORIM TURISMO

Carlos M da Silva
  BA VIDRO

  Pedro Q Pereira
  SOPORCEL
 
José J Oliveira
  IBM
 
António L Seabra
CONTINENTAL MABOR
 
  António Ramalho
  UNICRE

  António C Silva
PARTEX
 
  Aníbal Fernandes
  ENERCOM

  Luís Portela
  BIAL
 
João Picoito
  NOKIA SIEMENS NETWORK
 
Luís Simões
GRUPO LUÍS SIMÕES

Álvaro Portela
  SONAE SIERRA
 
Francisco P Balsemão
IMPRESA

23 de Novembro de 2009

J. Vicente Pinto jotap@sapo.pt ...
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quem/que
AntiFar (seguir utilizador), 1 ponto , 9:09 | Terça-feira, 24 de Nov de 2009
!?
Não seria melhor: «Pessoas em quem se pode confiar»?
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Pântano político e económico? Sabe-se lá?
Macilva (seguir utilizador), 1 ponto , 21:51 | Terça-feira, 24 de Nov de 2009
Sou de uma geração que acreditava ser capaz de tornar as utopias realidade. Que acreditava ser capaz de construir um mundo socialmente mais justo! 40 anos depois vejo a merda que fizemos!
Para mim, mais grave que a Operação Face Oculta (Freeport ou Furacão) é a Operação Falhanço, da Justiça! Face a este cenário degradante, qual a força política ou órgão de soberania capaz de atirar a primeira pedra?
Ao longo dos anos aprendi, entre muitas outras coisas, que o apelo do TER é mais forte que o apelo do SER. E quando o TER prevalece temos esta sociedade da economia do vale tudo - um viveiro de sacanas, alguns bem barbeados e melhor engravatados!
- É a globalização, estúpido!, dizem-me com benevolência os grandes economistas.
Não será, antes, uma economia de interesses e uma feira de vaidades?
Optimista incorrigível, continuo a acreditar que as novas gerações renovarão as utopias.
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Tou certo ou errado?
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:15 | Segunda-feira, 30 de Nov de 2009
Não sou socialista porque o socialismo luta sempre pelos direitos do homem, mas nunca pelos deveres, fomentando assim exércitos de parasitas, oportunistas e vigaristas.
É o que se tem visto em Portugal.
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