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Perder o partido sem ganhar o País

Há um ano e meio, a elite que foi chamada a tomar conta do PSD tinha dois objectivos: salvar o partido do "populismo" e salvar o país de Sócrates. Se Passos Coelho vencer as directas, o balanço é simples: um falhanço em toda a linha.

Ricardo Costa (www.expresso.pt)
0:00 Quinta feira, 28 de janeiro de 2010

 Começo com uma ressalva: detesto a palavra 'elites'. Portugal é o que é porque tem as elites que tem. Gente que muitas vezes tem mérito, cultura e dinheiro (ou tudo isto) mas que outras tantas vezes é de um conservadorismo insuportável e de um imobilismo militante. Gente que olha com pavor para tudo o que não emerge do seu grupo, não frequenta os mesmos meios, não tem os mesmos 'valores' ou memória colectiva. Há elites destas em todo o lado, na esquerda e na direita, do PCP ao CDS. Mas não há partido que sofra mais com isto do que o PSD.

O PSD vive, desde a saída de Durão Barroso em 2004, uma clara tensão entre a sua elite e uma corrente mais basista ou populista. Santana Lopes e Luís Filipe Menezes viveram sempre debaixo do fogo das elites. Mesmo Marques Mendes nunca foi apoiado de uma forma clara: quando Mendes foi eleito líder do PSD, em 2005, o grupo de Ferreira Leite, Alexandre Relvas, António Borges, Rui Rio e Aguiar Branco disseram que o apoiavam "por agora".

O "por agora" de Mendes chegou ao fim e seguiu-se Menezes que, como disse Pacheco Pereira, teria que sair "nem que fosse à bomba". Não foi preciso tanto. Menezes regressou a Gaia pelo seu pé. Nesta altura as elites não tinham alternativa. A sua hora tinha chegado. Numa longa reunião, Rui Rio e Manuela Ferreira Leite acabaram por decidir quem avançava para "salvar o partido e o país".

Estão quase a passar dois anos sobre o momento em que este grupo conquistou o poder no PSD. Numa primeira fase, o PSD tornou-se um partido credível, com um discurso alternativo, valores claros e diferentes e alguns rostos estimulantes. Foi assim que venceu as europeias.

O que se passou depois da ida de Paulo Rangel para Bruxelas foi um desastre. O PSD desperdiçou de forma displicente os debates televisivos a que Sócrates se sujeitou. Depois fez a campanha mais redutora e obsessiva da nossa democracia, que culminou numa óbvia humilhação. Nesta altura, a elite agarrou-se a uma nova crença: a "asfixia democrática" deu lugar à certeza (ou à fé) de que Sócrates havia de cair pela via judicial. Com todo o respeito, isto é o mesmo que fazer política depois de consultar o professor Karamba.

Para concluir em beleza, a elite não arranja coragem para avançar contra Passos Coelho, apesar de o desprezar. E coliga-se a Jardim e a Santana Lopes, apesar os detestar. No fim do mandato, a elite arrisca-se a ver Sócrates em São Bento, Portas acima dos dez por cento e Passos Coelho no PSD. Não vale a pena dizer mais nada.

Texto publicado na edição do Expresso de 23 de Janeiro de 2010

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O Prof. Karamba em detrimento do Prof. Mambo
Brilhantina (seguir utilizador), 3 pontos (Divertido), 11:17 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
É do conhecimento geral, por aquilo que temos vindo a assistir, que a política seguida pelo PSD só pode ter sido ditada e estar a ser acompanhada pelo Prof. Karamba em detrimento do aconselhamento dado pelo Prpf. Mambo a quando da consulta, também dada por este, por solicitação do PSD.
Para o PSD, o que aconselha o Prof. Karamba sempre alimenta o partido de uma réstia de esperança para chegar ao poder e ao Prof. Karamba, apesar de não acreditar no que diz, vai mantendo os seus ditos, vai alimentando essa chama, porque sempre vai cobrando uns cobres pelas consultas periódicas.
Quanto aos conselhos do Prof. Mambo, que consistia em submeter todos os dirigentes e candidatos a dirigentes e candidatos a candidatos a dirigentes do partido ou seja, o partido em geral, a um simples ritual de exorcismo o qual se reduzia em cada um beber um bom copo de kachipembe, de revirar os olhos, e dançar ao ritmo de uma boa batucada a fim de o libertar de todos os fantasmas, este, o PSD, preferiu não se submeter a este exorcismo pela simples razão de o partido poder desaparecer com a fuga precipitada, durante o ritual, de todos os seus fantasmas.
 
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Deixe-me admirá-lo...
Brilhantina (seguir utilizador), 2 pontos , 11:23 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
como uma pessoa séria e inteligente segundo o que diz no que escreveu... ''QUALQUER PESSOA SÉRIA E INTELIGENTE ESTÁ FARTA DESTA ALDRABADA E INCOMPETÊNCIA TODA''.
 
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Os tristes meandros da política no interior do PSD
PIANINHO (seguir utilizador), 2 pontos , 16:23 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
Caro Ricardo Costa
 
Parabéns pela sua análise simples, concisa, clara e precisa do rumo que o PPD/PSD e a sua Direcção empossada à cerca de 2 anos, deu à vida nacional, que na prática, resultou não só a nem sequer ter saído dos tacos da linha de partida para as metas que se propunha alcançar, como retrocedeu ao estilo do caranguejo, estando agora encostado às boxes a aguardar, que lhe cheguem novas energias.

O que diz neste seu texto, demonstra bem o estado calamitoso a que chegou o maior partido da oposição, que ainda agora, nas negociações do Orçamento de Estado para 2010, fez um claro "mise en secne" no decurso de todo o processo, está provado que foi "discutir" sem chama nem garra o que poderia e deveriam ser as suas alternativas e em vez disso, o seu interesse foi aguardar a decisão pública assumida pelo CDS/PP, para ter a certeza que poderia abster-se e o Orçamento passar na AR, sem dar motivos plausíveis ao PS de reclamar que não tinha condições de governar.

O medo do PPD/PSD de novas eleições tornou-se caricato.

Tudo o que diz agora Ricardo Costa é já constactável na integra à cerca de mês e meio, portanto nada é novidade, o texto já estava certamente na gaveta do autor, mas só agora foi politicamente conveniente (Orçamento a quanto obrigas!) trazer a público, para não complicar ainda mais a triste caminhada para o fim de Manuela Ferreira Leite.

Na realidade, há sempre as RAZÕES QUE A RAZÃO DESCONHECE, não é verdade Ricardo Costa ?

Cumprimentos,

 
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RUI RIO A PRIMEIRO MINISTRO.SALVAR PORTUGAL
AUGUSTO ROSA (seguir utilizador), 1 ponto , 11:12 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
A APRESENTAÇÃO DESTE ORÇAMENTO QUE O CENTRO-DIREITA RESPONSAVELMENTE VIABILIZOU

DEITA POR TERRA A ESTRATÉGIA DO SÓCRATES , QUE COMEÇOU LOGO DEPOIS DAS ELEIÇÕES , DE SE VITIMIZAR

PARA INDO PARA ELEIÇÕES ANTECIPADAS A CHORAR CONSEGUIR OS CORAÇÕES E OS VOTOS DUNS INCAUTOS E CONSEGUIR A MAIORIA

MAS DAQUI JÁ ANTECIPO QUE VAI SER ESTE ORÇAMENTO , O QUE SAIR DA DISCUSSÃO NA ESPECIALIDADE E O CHUMBO QUE VAI TER PELOS DIVERSOS ORGANISMOS INTERNACIONAIS E O AUMENTO DAS TAXAS DE JURO POR ACÇÃO DAS AGÊNCIAS DE RATING

QUE VÃO LEVAR O PRESIDENTE A ANTECIPAR ELEIÇÕES NO VERÃO

O SÓCRATES E ESTE MINISTRO DAS FINANÇAS ESTÃO QUEIMADOS EM TODA A LINHA

REITERADOS ERROS NAS PREVISÕES

MUITA MENTIRA E PROPAGANDA

MUITOS ANÚNCIOS DE APOIO PARA AS EMPRESAS NESTA CRISE , POUCA REALIZAÇÃO

MUITO AMIGUISMO COM AS EMPRESAS DO REGIME

O ENDIVIDAMENTO QUE É O QUE SABEMOS

O DESORÇAMENTAÇÃO

O ELEITORALISTA DEFICIT DE 5,9% QUE É 9,3%

QUALQUER PESSOA SÉRIA E INTELIGENTE ESTÁ FARTA DESTA ALDRABADA E INCOMPETÊNCIA TODA

O PESO DO CDS JUNTO DO ELEITORADO DE CENTRO-DIREITA FOI( AO CONTRÁRIO DO QUE ALGUNS PSDS PENSAM ) A BOA ALTERNATIVA À LIDERANÇA POUCO CARISMÁTICA DE MFL

APELO AO RUI RIO PARA AVANÇAR E GANHAR O PSD , APRESENTANDO-SE À CANDIDATURA COM UM ACORDO DE UMA NOVA AD COM O CDS (+PPM+MPT+MEP)

ESTES PARTIDOS JUNTOS TIVERAM 2.3000.000 VOTOS , PRECISAM DE MAIS 250.000 PARA A MAIORIA ABSOLUTA

RESPONDE AQUI COM UM

VOTO RUI RIO A PM , PORQUE...

 
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    Deixe-me admirá-lo...    Ver comentário
Brilhantina (seguir utilizador), 2 pontos , 11:32 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
    Re: Deixe-me admirá-lo...    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 2 pontos , 17:27 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
RUI RIO A PRIMEIRO MINISTRO.SALVAR PORTUGAL 2
AUGUSTO ROSA (seguir utilizador), 1 ponto , 11:22 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010


RESPONDE AQUI COM UM

RUI RIO A PM , PORQUE...

OU

PREFIRO O SÓCRATES PORQUE...

ANDO POR AÍ
BEM HAJAM
 
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Não vale a pena cansar-se!
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 16:56 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
Seja quem for o líder do PSD, é para queimar!
Já aqui o disse várias vezes e repito, o povo português gosta que lhe falem verdade mas por favor digam-lhe só aquilo que ele quer ouvir!
Um dia destes cheguei a uma conclusão, não é por acaso que quando alguém diz alguma coisa desagradável a frase de resposta é invariavelmente: "Não me digas!", não é idêntica a reacção de outros povos que normalmente reagem com: "Não acredito"! O português, não quer ter dúvidas em acreditar ou não, o que quer é que não lhe digam aquilo que não lhe agrada!
MFL começou por alertar para o perigo que nos espreitava: endividamento excessivo do Estado e falta de crédito a quem quer investir. Aí está o resultado!
Não se esqueçam de continuar a desejar o TGV, pois com ele será mais rápida a viagem para o fundo do poço!
Os portugueses nem sequer ainda entenderam o que lhes vai sair na rifa, só vão entender quando começarem a ver as prestações das casas a subir de TGV!
Campos e Cunha foi apresentado como sendo um economista de grande gabarito mas preferiu demitir-se a "engolir" a megalomania!
Invariavelmente, quem apoia o PS é pessoa de grande competência, quem não o apoia é um idiota, foi assim que estando em 2004 à beira do abismo demos até hoje um grande salto em frente!
Só mais um pormenor: afinal o Obama agora já não é bom? É que se bem o ouvi ontem vai seguir a estratégia que MFL tinha preconizado para nós!
 
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Ganhar a quem
CãodaRosa (seguir utilizador), 1 ponto , 20:20 | Quinta feira, 28 de janeiro de 2010
Ganhar o partido e o país, mas qual partido e que país, quem o ler até pode ser induzido em erro pensando que o PSD ainda existe. O PSD finou-se, com Sá Carneiro e os que tomaram conta dele foram ao funeral só para confirmar que ele estava enterrado. Confirmada a desgraça partiram à desfilada para ver quem conseguia mais depressa destruir tudo aquilo que Francisco Sá Carneiro tinha construído, e só param quando não restar pedra sobre pedra.
 
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