A poderosa distrital do Porto do PSD ameaça abandonar a lista para o Conselho Nacional do partido que Pedro Passos Coelho decidiu encabeçar. Os delegados do Porto ao Congresso marcaram um almoço onde irão decidir se estarão com Passos Coelho ou se avançarão com uma lista própria aquele órgão do partido. A sua estrutura representa a garantia de cerca de 70 votos nas eleições que irão decorrer para os vários órgãos directivos, o que está a motivar instabilidade nas hostes do principal adversário de Manuela Ferreira Leite nas últimas directas.
Depois do presidente da distrital, Marco António, ter optado por ficar de fora, está agora em risco a permanência na lista de Agostinho Branquinho, o homem indigitado para representar o Porto. Em causa está uma luta desenfreada por lugares, já que não está a ser fácil colocar em posição de destaque todos os interessados. A saída de Branquinho, muito pressionado pelos sectores ferreiristas - as conversas de bastidores com José Luís Arnaut não passaram despercebidas durante toda a manhã -, traduzir-se-ia num enorme revés para Pedro Passos Coelho que só deverá segurar o Porto se der lugar de destaque na sua lista a outros nomes da estrutura.
Para número dois da lista de Pedro Passos está garantido o nome de Miguel Relvas e para número três o de Fernando Ruas, ex-presidente da Associação Nacional dos Municípios.