O líder da bancada parlamentar do PCP, Bernardino Soares, defendeu hoje a celeridade da investigação no caso Freeport, "para que a verdade seja apurada pela justiça com a responsabilização de quem tiver que ser responsabilizado".
"Temos vindo a dizer que esta situação tem que ser o mais rapidamente esclarecida pelas autoridades judiciais e as investigações levadas até ao fim, sejam quais forem as circunstâncias", disse à Lusa Bernardino Soares.
Segundo considerou, "o facto de ser um ano eleitoral não pode ser um obstáculo a esse apuramento da verdade".
"O que achamos é que estes factos divulgados ontem (sexta-feira) e hoje, estas novas informações acentuam muito a necessidade desta investigação correr com celeridade e de, rapidamente, chegar a conclusões para que tudo se esclareça e para que a verdade seja apurada pela justiça com a responsabilização de quem tiver que ser responsabilizado", sustentou o líder da bancada comunista.
Bernardino Soares rejeitou comentar cenários hipotéticos, como uma eventual retirada do primeiro-ministro, José Sócrates, da cena política, dizendo tratar-se de "uma hipótese demasiado melindrosa para se fazerem comentários sobre ela".
"Neste momento, o que sabemos é que há uma investigação que atinge vários aspectos e que deve continuar", reiterou.
O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu hoje que vai lutar para defender a sua honra e honestidade e manifestou-se disponível para ser ouvido pelas autoridades judiciais, no caso Freeport.
"Quero dizer que aqueles que pensam que me vencem desta forma estão enganados. Vou lutar para defender a minha honra e a minha honestidade. Já passei por provas duras no passado e vou fazer aquilo que me compete: defender-me e esclarecer todos os portugueses", afirmou.
José Sócrates disse ainda "esperar que todos os que têm responsabilidades na justiça" o acompanhem "na censura à divulgação de factos que estão sob investigação e sob a protecção do segredo de justiça", acrescentou.
O primeiro-ministro, e ministro do Ambiente do Governo socialista de Guterres à altura dos factos, lembrara quinta-feira que o caso Freeport já tinha surgido na última campanha eleitoral, em 2005, e reaparece agora em ano de eleições.