Na conferência de imprensa que anuncia as conclusões da reunião do comité central, Jerónimo de Sousa acusou o governo português de se colocar numa situação "desprestigiante e de submissão ", por, segundo o PCP, o ministro das Finanças português "ter delegado num ministro belga o anúncio de mais reformas estruturais, designadamente no plano das leis laborais".
O líder do PCP considerou ainda "inaceitável do ponto de vista da soberania nacional" o que considera ter sido, por parte de Pedro Passos Coelho, "a oferta de disponibilidade antecipada" para governar o país, mesmo ante a eventual intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI): "Trata-se de uma desprezível posição que, independentemente da sua concretização, é reveladora de um inqualificável oportunismo político, de quem, pensando estar em condições de ser poder, tenta desde já desresponsabilizar-se das políticas que pretende executar".
"Mais grave", diz Jerónimo de Sousa, é a disponibilidade de Passos Coelho "para governar não em nome dos portugueses e de Portugal, mas de interesses alheios, entregando o país à tutela de terceiros"