O PCP vai abster-se na sexta-feira na votação do orçamento rectificativo, por considerar que a proposta prevê apenas alguns acertos, "sem alterações de fundo", anunciou hoje o líder da bancada comunista, que rejeitou o que disse ser "chantagem do Governo".
O dirigente do grupo parlamentar do PCP, Bernardino Soares falava aos jornalistas no Parlamento, depois de uma reunião do grupo parlamentar, em que foi ainda decidido o voto favorável, também na sexta-feira, em relação à Lei das Finanças Regionais.
"Abstemo-nos no orçamento rectificativo não para corresponder a nenhum contacto, que não existiu nem da parte do governo nem da parte da bancada do PS nem por qualquer intimidação em relação à chantagem do Governo, que não nos intimida", explicou aos jornalistas Bernardino Soares.
Para o presidente da bancada comunista, o orçamento rectificativo "confirma a falência das previsões do governo" e "corresponde a um conjunto de acertos sem alterações de fundo".
O PCP vê com bons olhos o reforço previsto da Caixa Geral de Aposentações e do Serviço Nacional de Saúde, mas manifesta alguma dúvida sobre "o que vai ser a dotação provisional reforçada nos termos em que é proposto pelo orçamento rectificativo", referiu Bernardino Soares.