O líder do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu hoje que PS e PSD "são parte do problema" e não da solução do país, pedindo desde já o voto nas legislativas para influenciar as políticas.
Intervindo no encerramento do XXIII congresso do CDS-PP, Paulo Portas afirmou que o campo do partido é "o campo não socialista", mas também "o campo de quem estiver desiludido com os socialistas".
Portas apresentou o CDS-PP como o partido que pode oferecer "estabilidade" ao contrário do PS que, disse, representa a "instabilidade e até ameaça de cisão".
"Vamos pedir mais CDS porque que queremos menos impostos, vamos pedir mais CDS porque queremos menos criminalidade", menos "pobreza, menos atraso, menos partidarização do Estado e condicionamento da economia livre em Portugal", afirmou.
O líder do CDS-PP frisou que "não está obcecado com lugares", esclarecendo que tem a ambição de governar, mas só com "mais força e votos".
"A nossa ambição é governar mas para governar é preciso ter mais força e votos", disse.
Portas disse que nas próximas eleições legislativas e europeias, "que são a primeira volta das legislativas", pedirá aos eleitores que castiguem o Governo com o seu voto e que não votem no PS e PSD.
"Também pediremos que não repitam o voto nos partidos tradicionais, o PS e o PSD que são vistos como parte do problema e não como parte da solução", afirmou Paulo Portas.
O líder do CDS-PP apontou a "mobilidade social" como a prioridade do seu projecto para o país, e identificou a economia, a segurança e a educação como os principais problemas.
No seu discurso, Paulo Portas considerou que "o país está cansado de tanta arrogância do primeiro-ministro e de tanta mediocridade dos seus ministros", Portas exigiu o alargamento do acesso ao subsídio de desemprego, o aumento das pensões, a redução de impostos.
Com a palavra "soluções" numa tela a enquadrar o palco do congresso, Portas reforçou a ideia que já tinha deixado quando foi reeleito: "o CDS é uma oposição alternativa" que "apresenta propostas" quando faz uma crítica.
Um breve filme projectado pouco antes da sessão de encerramento deu o tom ao discurso de Paulo Portas: os "um governo já gasto" e a necessidade de "uma alternativa".
Com o tema "Vangelis", dos congressos do PS, como música de fundo, o filme mostrou os "recuos do Governo" na localização do novo aeroporto, nos concursos da GNR e PSP e na avaliação de professores.