Pedro Passos Coelho defendeu o adiamento da votação do PEC (Programa de Estabilidade e Crescimento) por 15 dias, para que possa acontecer já com um novo líder eleito no PSD.
O candidato aproveitou o 2º discurso no Congresso para retocar as arestas mais polémicas da argumentação que seguiu até aqui. Começando pelo PEC, depois de ter chegado a ameaçar com uma moção de censura se o Governo não o mudasse, Passos mostrou-se disposto a sentar-se à mesa a negociar: "se quiserem a nossa ajuda, então que nos ouçam", afirmou.
Atento aos apelos de Marcelo e Marques Mendes para que não se provoque uma crise política de forma precipitada, o candidato garantiu não querer "chegar ao poder a qualquer preço". Acusado de ter um programa liberal, defendeu a urgência de "mais consciência social".
A JSD aplaudiu-o em força. O líder da Jota tinha acabado da anunciar o apoio a Paulo Rangel.