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Passos Coelhos vai reduzir 20% o salário dos funcionários públicos?

O estilo Joe Berardo (recentemente, apresentou como solução para a saída da crise: "Nacionalizar tudo e começar tudo de novo") está a fazer escola. Cada um dos convidados dos deputados social-democratas disparou para onde quis e lhe apeteceu esburacando o cenário montado.

Tomás Vasques
15:08 Quarta feira, 14 de julho de 2010
As jornadas parlamentar do PSD acabaram com o presidente do partido, Passos Coelho, a ter de apanhar os cacos no discurso final. O estilo Joe Berardo (recentemente, apresentou como solução para a saída da crise: "Nacionalizar tudo e começar tudo de novo") está a fazer escola. Cada um dos convidados dos deputados social-democratas disparou para onde quis e lhe apeteceu esburacando o cenário montado.  Luís Campos e Cunha não esteve para meias medidas. Num momento de particular sensibilidade democrática, propôs uma quota de "deputados não-eleitos" a conferir aos partidos políticos para seu belo uso e prazer. Assim como quem atribui um subsídio de representação para almoços. Mas não se ficou por aqui. Propôs também a representação do voto branco por "não-deputados", ou seja, por lugares vazios nas bancadas de S. Bento. Diz quem assistiu que o devaneio gelou os parlamentares social-democratas. Não era para menos, apesar da tarde escaldante. Depois, Manuel Villaverde Cabral, outro dos convidados, mostrou-se agastado com a passividade do PSD face à "Frente Popular" constituída pelo PS, PCP e BE, em torno das eleições presidenciais, e aconselhou mesmo os social-democratas a derrubarem de imediato o Governo. Incluiu nesta cumplicidade Cavaco Silva e, avisou, que se não lhe seguirem o conselho o PSD será cúmplice da vitória da Frente Popular.  Por fim, veio Hernâni Lopes colocar a cereja em cima do bolo. Disse o Professor que nunca mais o país sairá da cepa torta enquanto o Governo não reduzir os salários da Função Pública em, pelo menos 20%.  Todas estas originalidades programáticas nas jornadas parlamentares do PSD, introduzidas pelos convidados, obrigaram Passos Coelho a dar por terminado o "namoro" com o governo e com o primeiro-ministro e a recusar dançar outra vez o tango no Orçamento de 2011 e do Bloco Central. Esta recusa não esconde que o PSD ainda anda a "apalpar" qual o rumo a seguir se vier a ser governo. Daí a criteriosa escolha dos convidados. Mas, até lá, ainda tem de se desfazer da proposta de Hernâni Lopes que se colou que nem lapa ao programa do PSD.
Palavras-chave  Blogues, Política, Portugal 2009
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